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Telemar banca negligência com homem tetraplégico há 10 anos

Francisco da Silva Cardoso, conhecido carinhosamente pelos familiares e amigos como Neto, jovem com todo um futuro pela frente, sofreu um acidente com uma moto na tarde do dia 06 de janeiro de 2006, tendo como consequência ficando tetraplégica.

O sinistro destino foi provocado pela queda de um cabo telefônico no bairro Filipinho. O cabo é de propriedade da empresa Telemar. Segundo testemunhas, um carro bateu no poste derrubando os fios, que ficaram mais de quatro horas na altura do pescoço dos motoqueiros. Uma ação de risco levou a população local a realizar inúmeras ligações para 190 comunicando a queda dos cabos tanto da CEMAR quanto da TELEMAR. Até paras as rádios AM’s feitas denúncias e nenhuma providencia por parte das empresas CEMAR e TELEMAR foi tomada, não havendo a interdição ou a sinalização da rua, local de grande tráfego de veículos, ocasionando uma tragédia.

Foi através da demora no concerto dos fios, combinado com a ausência de sinalização ou a interdição do trecho da rua, que causou o acidente que deixou Neto tetraplégico e dependente da família até hoje, já que o jovem permanece acamado em um hospital.

Em consequência desse acidente, Francisco da Silva Cardoso passou nove meses internado entre a vida e a morte, mais graças a Deus ele sobreviveu. A família clama por justiça, mas a Telemar pouco se importa sobre o assunto. Uma falta de respeito com a vida de um Ser humano, que simplesmente tinha uma saúde de ferro.

Após a alta hospitalar de Francisco, a TELEMAR vem se omitindo, em prestar qualquer assistência financeira a vitima e seus familiares, o que vem obrigando a família de Francisco da Silva Cardoso (Neto), a custearem imensas despesas com o pagamento mensal de cinco profissionais de saúde que se revezam no atendimento diário do tetraplégico.

Francisco da Silva Cardoso, através de seu advogado processa judicialmente a TELEMAR pleiteando uma indenização pelos danos sofridos, através do processo N° 0011331-79.2007.8.10.0001, segundo os familiares de Francisco, a TELEMAR se recusa a prestar qualquer assistência financeira ao acidentado. E mesmo assim a justiça continua dormindo no ponto ou está compactuando com a falta de respeito.

A família de Neto está numa situação financeira difícil, tendo que arcar hoje  com mais uma internação de emergência dele na UDI Hospital, estando o mesmo precisando fazer uma cirurgia de alto risco, sequela do acidente causado pelo Cabo de fio da TELEMAR.

Revoltados com a atitude da TELEMAR que posterga com medidas jurídicas a ajuda financeira ao Neto que o caso requer, seus familiares pedem a todos que compartilhem essa matéria, enquanto a família contacta as grandes redes de televisão para divulgar nacionalmente esta tragédia.

SEGUNDA CÂMARA CÍVEL

Sessão do dia 26 de janeiro de 2016.

AGRAVO REGIMENTAL Nº 56.659/2015 NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Nº 53.018/2015 NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Nº 44.890/2015 NA APELAÇÃO CÍVEL Nº 54.777/2014 (Numeração Única 0011331-79.2007.8.10.0001) – SÃO LUÍS.

Agravante: Francisco da Silva Cardoso.

Advogados: Armando Serejo e outros.

Agravada: Telemar Norte Leste S/A.

Advogado: Ulisses Cesar Martins de Sousa e outros.

Relator: Des. Marcelo Carvalho Silva.

Relator p/Acórdão: Des. Antonio Guerreiro Júnior.

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