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Rádio Capital AM continua em coma no dial

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A rádio capital AM 1180, uma das mais antigas emissoras do Estado do Maranhão, inaugurada em 13 de junho 1947, como a terceira emissora do estado e com o nome de Rádio Ribamar de São Luís, hoje vive momentos de agonia e sedada há quase um mês.

Sua primeira sede foi na Rua do Apicum, no centro da capital maranhense, mas hoje que vive em área nobre, no bairro Renascença, passa por momentos difíceis na história da radiofonia do Estado. As mudanças na emissora, hoje da família Rocha; nunca foram aceitas pelos ouvintes. A maior transmissão da emissora, só aconteceu ainda na gestão dos irmãos Gerson Tavares & Ribamar Pinheiro em 1972 quando a rádio transmitiu o velório do radialista Guioberto Alves, que havia morrido em um acidente vindo de Teresina-PI após um jogo entre Sampaio x Tiradentes-PI. Nessa transmissão, a rádio Ribamar fez cadeia com as outras emissoras maranhenses e foi batizada de “Cadeia da Saudade”

Nos anos 60 e 70, a rádio Ribamar movimentava o mercado da comunicação maranhense. Uma das grandes concorrentes da Rádio Difusora, a emissora que mais tarde passou a ser da família Vieira da Silva, começou a buscar locutores e outras rádios e a preço de ouro. Era um verdadeiro troca-troca.

Hoje a rádio que se chama Capital, não fede e muito menos cheira. Em uma programação de 24h, a emissora tem apenas 4 funcionários e nem sempre paga em dia, muita das vezes atrasando os salários em até 90 dias.

O que foi no início da rádio Ribamar (Capital) está acontecendo ainda nos dias atuais. No final dos anos 40 e inicio de 50, tudo era novidade, as tentativas eram constantes e os investimentos eram altos em busca da qualidade e da audiência. Hoje a emissora tem audiência, grandes profissionais (mesmo que arrendatários), mas não tem qualidade em som e muito mesmo gestão.

A rádio que tem seu Slogan: “A Informação além da Notícia”, virou piada nas rodas de conversa. Até hoje, a direção da emissora nunca divulgou uma nota explicando o motivo da rádio está fora do ar por tanto tempo. Nem a ANATEL, Ministério das Comunicações e muito menos o Sindicato dos Radialistas, foram a visados dessa “Descomunicação” com seu público e arrendatários.

Os boatos que circulam na cidade dão conta de que a rádio está fora do AR por falta de energia elétrica nos transmissores. Mas segundo esses boatos, a falta de energia se deu também, por falta de pagamento de contas, que já ultrapassavam o valor de R$ 25 mil reais. Se não bastassem só os Operadores, a Cemar também dançou. Vamos aguardar o próximo capítulo dessa novela, que não vale apena ver de novo.

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