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Projeto “Minha Casa, Minha Esperança” ou “Zé de Barro”

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O direito do companheiro começa quando o meu termina.

Onde está a Secretaria de assistência social do município de Bequimão? Cadê os agentes de saúde do município, que são os intermediadores entre as comunidades e as secretarias de saúde e social? Eu preciso de uma resposta…

Estive no último final de semana no município de Bequimão e constatei inúmeras irregularidades na região. A culpa é de quem? Não sei, mas vou tentar descobrir e púlblicisar ao povo do município. A primeira descoberta foi com relação às moradias construídas nas terras de Santana, através de assentamento do INCRA. O que eu não entendi até agora, foi como escolheram as pessoas que seriam beneficiadas com o projeto. Visitei os povoados beneficiados e constatei que existem casas abandonadas sem moradores, já que os proprietários moram e trabalham aqui em São Luís, há mais de 20 anos.

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Quem bate no peito e se diz pai da criação do projeto, é o enrolado advogado Zé Inácio (PT) que mesmo sendo filho daquela terra, não conhece a realidade de seu povo. De acordo com informações precisas, foram construídas 230 moradias e divididas a ponta de dedo, já que o presidente da Associação na época era compadre de Zé Inácio.

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Ganharam casas pessoas aposentadas, funcionários públicos municipais, pessoas que moram em São Luis e até comerciantes. E o pior, deixaram pessoas que moram em casebres, em situação de calamidade pública. É o caso do morador do povoado Floresta, identificado como Antônio José de 64 anos, que é um senhor idoso, doente, não é aposentado, mas mesmo assim, não ganhou uma casa para morar. Antônio José mora em uma casa construída há 30 anos, que pode desabar a qualquer momento. São inúmeras pessoas vivendo nessa situação.

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Agora fica a pergunta, como Zé Inácio instruiu os técnicos do INCRA a selecionarem os moradores? Foi pela beleza, cor ou poder aquisitivo? O certo mesmo, é que os mais pobres das comunidades, ainda continuam morando em casa de taipa.

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Conversando com muitos moradores, o projeto foi apelidado de “PROJETO ZÉ DE BARRO”, em homenagem a Zé Inácio, já que os pobres continuaram morando em casas de barro. Outra informação triste foi quando um morador que foi beneficiado com uma casa contou a nossa reportagem, que Zé Inácio ordenou que os beneficiados, assinasse o contrato de recebimento da casa antes mesmo de ser construída.

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Uma fonte fidedigna dentro do INCRA, contou a nossa reportagem, que a pessoa que assumiu o lugar de Zé Inácio, é apenas uma laranja e só faz o que o ex-superintendente do órgão manda. De acordo com o regimento do INCRA, o dinheiro das casas só sai quando a residência estiver pronta. Mas Zé Inácio mandou sua substituta, liberar R$ 500 mil reais a empresa prestadora do serviço, mesmo sem colocar um tijolo na casa. Nessa nova remessa, o material usado é de péssima qualidade e por esse motivo, muitas casas estão rachando, haja vista que nenhuma residência tem pilar de concreto e nem amarração de cinta, o que é obrigatório pelo conselho regional de engenharia.

O atual presidente da Associação de Terras de Santana, Dialquino Amorim, já entrou na justiça contra algumas atitudes de Zé Inácio, que embargou um projeto da associação, que requeria casas que seriam construídas através da Caixa Econômica Federal. Ciente e conhecedor das necessidades de vários moradores, Dialquino pleiteou na justiça o direito de cada morador.

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