EDUCAÇÃO

Jornalista Regina Souza escreve depoimento emocionante em sua página no Facebook

A história a ser contada abaixo pela jornalista Regina Souza, é justamente o que a maioria de mães e pais do interior do Brasil, sentem ao ver o filho partindo em busca de uma vida melhor. Eu (João Filho) nasci na comunidade Floresta, zona rural de Bequimão, na baixada maranhense, e passei pela mesma situação que passou Regina Souza. Em janeiro de 2007 tive que deixar minha terra para estudar e tentar vencer na vida na cidade grande. O destino foi a capital paulista. Deixei pra trás meu pai e minha mãe, e mais 7 irmãos. A choradeira foi tão grande que pensei em voltar e desistir da viagem. No ônibus eu chorava calado, após chegar em São Paulo, a vida foi difícil…mas o restante fica para uma postagem só sobre esse assunto. A pauta aqui é Regina Souza da TV Mirante, canal 10, um exemplo de pessoa e profissional a ser seguida.

 

Por Regina Souza: A vida sempre dá Voltas!

Um certo dia, lá pelos idos dos anos 80, em Pinheiro, eu (uma adolescente) arrumava as malas para deixar o aconchego, o calor e os braços protetores da família, para estudar na capital. Lembro-me da minha avó, Edite (hoje, nos braços de Deus) e da minha mãe, Irlandia, chorando, como se eu estivesse partindo para um lugar muito distante. E naquela época parecia muito longe, mesmo! Vim de ônibus, estrada ruim, e foram quase 10 horas de viagem… Aqui, na Capital fui acolhida pelos Tios Juarez e Glória, aos quais sou extremamente grata. Estudei, me formei, constitui família, tive uma filha biológica e criei mais duas, que são parte de mim. Três décadas depois, vejo a minha filha do meio, Raymara, uma daquelas que não pari, mas, que são parte de mim, fazendo a mesma coisa, só que de forma inversa: arrumando as malas, pegando o ferry boat, seguindo para o lugar de onde eu saí, para fazer a Faculdade de Medicina. Adoravelmente irônico!

Sinal de que não foi só a minha filha que cresceu; a cidade onde cresci, e que posso chamar de minha, também deu um salto importante. Sei que tem muitos problemas, mas, este, é um avanço importante que ninguém pode negar.

Eis-me aqui, cheia de orgulho (a coisa boa do orgulho) e, ao mesmo tempo, de muita saudade, como aquela mãe coruja que vê seu filhote criar asas e ensaiar os primeiros voos.
Filha, que o Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora, derramem em sua vida, muitas saúde e sabedoria, para que você possa voar de uma forma brilhante, e escrever uma linda história! Te amo profundamente, meu amor!

E o bom é que não precisaremos viajar dez horas para nos olharmos! Amanhã a gente se vê!

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