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Ex-prefeito Geraldo Amorim (PR) fica recuado após matéria mostrar documentos do TCE

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Após serem rejeitadas pelo TCE-MA as contas referentes aos exercícios financeiros de 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, do ex-prefeito de Peri-Mirim, Geraldo Amorim, a Câmara Municipal de Peri-Mirim aprovou, após manobra política. Todas as contas pessoais de José Geraldo Amorim Pereira também foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas o ex-gestor tenta desqualificar o órgão.

Em 2010, a Câmara Municipal de Peri-Mirim chegou a aprovar o exercício financeiro de 2003, porém o Ministério Público do Maranhão interviu e ordenou a suspensão da sessão que julgou as contas do ex-prefeito.

José Geraldo de Amorim é um homem enrolado com a Justiça. O ex-prefeito de Peri-Mirim responde a uma Ação Civil por ato de improbidade administrativa por irregularidades cometidas quanto à aplicação de recursos públicos federais oriundos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Educação, Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

De acordo com informações repassadas pelo Ministério Público Federal, José Geraldo teria celebrado um contrato irregular no valor de R$157.500,00 (Cento e cinquenta e sete mil e quinhentos reais) com Astros Construções, Terraplanagem e Comércio LTDA; Construtora Gusmão LTDA e Link Informática e Engenharia LTDA, para que estas realizassem construção de açudes, pontes e recuperação de estradas vicinais, esse dinheiro foi repassado pelo MDA. Os documentos abaixo mostram a situação.

GERA1 GERA2

Já na Educação foram encontradas irregularidades no uso do recurso repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e Programa Dinheiro Direto na Escola. O MPF (Ministério Público Federal) aponta que os valores de R$180.522,10 (Cento e oitenta mil, quinhentos e vinte e dois reais e dez centavos) e R$91.299,10 (Noventa e um mil, duzentos e noventa e nove reais e dez centavos) foram mal aplicados, ocorrendo inclusive contratação irregular de pessoal. No que tange o Programa Nacional de Alimentação Escolar foi possível conferir o gasto de forma irregular no valor de R$99.348,60 (noventa e nove mil, trezentos e quarenta e oito reais e sessenta centavos).

Em relação ao Ministério da Saúde, o MPF investiga o gasto de R$16.277,25 (dezesseis mil, noventa e nove reais e vinte cinco centavos) com material de limpeza, assim como R$36.099,86 (trinta e seis mil, noventa e nove reais e oitenta e seis centavos) com aquisição de medicamentos. Além disso, a Controladoria Geral da União (CGU) constatou o uso de R$3.933.819,83 (Três milhões, novecentos e trinta e oito mil, oitocentos e dezenove reais e oitenta e três centavos) de forma irregular, apontando grave dano ao erário público.

Dessa forma, como um cidadão pode bater no peito e se dizer ficha limpa? O rombo chega a quase cinco milhões de reais e foi simplesmente passado a borracha pela câmara municipal de Peri-Mirim. Os documentos acima comprovam a veracidade da informação.

DO BLOG DO DIEGO EMIR (Com Edição)

 

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