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Eu te conheço carnaval!

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Uma das marchinhas mais entoadas no tradicional carnaval do Maranhão, na voz marrom da mangueirense, Alcione Nazaré parece está presente em todos os cantos, onde a festança de momo leva milhões de pessoas a esquecerem a temida reforma da previdência, a famigerada corrupção, a maldita inflação, o crônico desemprego e tantas outras frustações, que somadas são piores que a dor de cabeça motivada pela ressaca da quarta-feira de cinzas. Mas se tudo é carnaval, os brasileiros vestem a fantasia do esquecimento e caem na folia.

Na pequena Cantanhede, 154 km da terra natal da Alcione Nazaré, um personagem meio desconfiado, com medo das garras da justiça e tentando reconquistar o amor da Colombina se mistura entre os outros foliões e mesmo usando a máscara de um grande cara de pau é logo reconhecido. Alguém no pula-pula bloco Fubuia, que tenta seguir carreira solo, retirando a mácula de um padrinho queimado, grita bem alto: “EU TE CONHEÇO, CARNAVAL”.

E em meio, à maizena, suor e cachaça, uma boca no trombone começa a soar mais alto que o sinismo: Será o Capitano? Não! Mesmo sendo conhecido como um mentiroso. Será o Pierrô? Não! Muito embora, por várias vezes se comporta como um bebê choram, principalmnete depois que perdeu a mamadeira. Ou será o Arlequim? Também não! Apesar de ser cômico e farsante. Então! Quem é esse solitário folião? Será o Zé Pereira? Não! É o Zé Martinho mesmo em carne e osso, também respondendo pela alcunha de KABÃO, responde um membro da velha guarda do bloco Fubuia.

Um conhecido folião de antigos carnavais, o mesmo que colocou uma bateria de fantasmas no FUNDEB, o mesmo que pagava uma comissão de frente de falsos médicos e dentistas, o mesmo que jogava confete com um salário de R$ 250,00, o mesmo que desviou um bloco de convênios federais, o mesmo que sempre usa o velho samba enrredo de vítima, para depois jogar a serpentina do mal, o mesmo que deixou uma ala de rombos na prefeitura, que neste carnaval deixará o locutor de resultado das escolas de samba do Rio de Janeiro de queixo caído, um golpe que merece a nota 10 em todos os quesitos da corrupção, uma nota máxima da irresponsabilidade, uma verdadeira nota preta, um prêmio acumulado da meg-sena, nada mais, nada menos que 50 milhões de reais.

Uma dívida que o povo de Cantanhede, mesmo que o transe da folia sirva de remédio por quatro dias, passará vários carnavais, para pagar a conta. E na hora da dispersão, a velha guarda da ética do bloco Fubuia, deixa aqui, a sugestão, para que esse folião seja mestre-sala em um bloco de sujo, pois “Eu te conheço, carnaval. Não adianta tirar a máscara.
Velha Guarda do Bloco Fubuia.

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