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Educação: Única arma capaz de vencer a desigualdade

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Vivemos num país em que a educação está em primeiro lugar em tudo, menos na prática. Nos discursos dos palanques da vida, a educação é sempre a primeira a ser lembrada. Nas catástrofes que atingem a família brasileira, a educação também é lembrada. Nos centros de recuperação de menores, a educação é lembrada. Nas palestras, seminários, entrevistas e até na igreja, a educação está sempre em primeiro parágrafo do discurso. Na prática, não funciona assim. Temos um povo semianalfabeto, ignorante, desmotivado e preparado para ingressar na criminalidade. Por outro lado temos políticos que tratam a educação como gasto desnecessário e não como investimento. Poucos políticos se salvam quando o assunto é educação.

O livro como arma é pouco usado nas escolas públicas. O jovem como soldado da sabedoria, pouco é explorado educacionalmente falando. O professor como comandante do conhecimento é muito utilizado e pouco valorizado. Os quartéis do conhecimento estão abandonados pelo poder público e em alguns lugares nem existem, uma das fragilidades para enfrentar uma guerra social que assola milhões de brasileiros.

No Maranhão parece que a realidade começa a mudar gradativamente após a implantação do programa Escola Digna, que segundo o governo Flávio Dino, já somam mais de 300 em todo Maranhão. Pelo que ouço ou vejo os professores não tem do que reclamar, são bem remunerados e estão entre os mais bem pagos do país. Não é muita coisa, mas para quem estava paralítico, 300 escolas é um número alto em um país que a única lição é sobre corrupção.

Além disso o governo Flávio Dino criou os famosos IEMAS que capacitam jovens para o mercado de trabalho. Só que educação não se refere apenas a saber ler e escrever. Educação é um conjunto de ideias que formam um arquivo chamado conhecimento, uma estrada chamada ética e um campo chamado respeito. São com esses itens que o futuro soldado da educação pode está armado para enfrentar uma guerra social criada por políticos incompetentes e corruptos que pouco se importam com a educação do país.

Ir à escola não significa estudar, responder o dever de casa, não representa um aluno dedicado, e achar que as oportunidades são apenas para os ricos, pode ser a principal arma para o início de um fracasso. As escolas precisam ter bibliotecas (convencionais ou virtuais), mas o principal item dever ser a força de vontade, aliada ao incentivo à leitura, munição que é usada em apenas uma arma, o caráter.

Hoje (29/01/2018) as escolas do Estado iniciaram suas aulas, mas o ano letivo não pode ser apenas como forma de agradar aos pais ou simplesmente para não ficar em casa, agradando sua preguiça. Na parte pedagógica não pode ser apenas um faz de conta. A vida é uma atleta que precisa está competindo 24h, e um bom competidor não gosta de perder. Na educação o pódio é seriado ou seja, o estudante será eternamente estudante, mesmo que se torne um professor, já que a educação é a única arma capaz de vencer a desigualdade sem agressão.

No nível superior, não tem desculpas. São inúmeros programas que podem colocar qualquer estudante de qualquer classe social em qualquer curso para ingressar em uma faculdade, seja ela pública ou privada, basta tirar uma boa nota na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), vestibular brasileiro. Mas para isso, o melhor caminho é aproveitar bem o ensino médio, um bom treinamento para ser sempre o primeiro.

Por João Filho (Radialista e Jornalista)

 

 

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