POLÍTICA

Dia-Dia da Câmara Municipal de São Luís

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Lei Orçamentária Municipal para 2016 recebe total de 43 emendas

A Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara Municipal de São Luís recebeu quarenta e três (43) emendas parlamentares ao projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual) para o exercício financeiro de 2016. O prazo para a apresentação das emendas, que teve início em 18 de novembro, encerrou no dia 02 deste mês. As emendas protocoladas na Comissão de Orçamento e Finanças são aditivas, que sugerem itens novos à LOA e, modificativas, que alteram o texto do Projeto em tramitação.

As propostas e sugestões que foram avaliadas pelo vereador José Joaquim Guimarães (PSDB), relator do projeto, passam por discussão e apreciação para integrar ou não o relatório final do projeto retificado da LOA 2016, que estará apto para entrar na pauta da Ordem do Dia a partir desta quarta-feira (16) e deve ser votada em plenário até o fim do período legislativo. A LOA, que traz a receita prevista para o ano de 2016 de R$ 2,7 bilhões, com prioridade em saúde, educação e mobilidade urbana, foi elaborada com base num cenário econômico adverso, conforme sua redação.

Os vereadores Fábio Câmara (PMDB) e Rose Sales (PV) que integram a bancada de oposição na Casa de Leis se mostraram insatisfeitos com a repartição de recursos elaborada pelo Executivo. Por conta disso, os parlamentares apresentaram emendas aditivas e modificativas com o objetivo de alterar o texto do projeto elaborado pelo governo.

Rose Sales, por exemplo, apresentou 36 emendas. Numa delas, a líder do PV na Câmara pede para promover, construir, reformar, ampliar e conservar feiras e mercados. No caso de Fábio Câmara, ele apresentou 07 emendas. Entre as propostas, ele sugere para incluir na LOA o programa de infraestrutura de sinalização de trânsito.

TRAMITAÇÃO DO PROJETO   

A LOA traz, de forma detalhada, as ações que serão implementadas e executadas pelo Executivo Municipal no período de um ano. Deve conter todas as receitas e despesas relativas ao orçamento fiscal, o orçamento da seguridade social e o orçamento de investimentos, para um ano de exercício (no caso em questão: 2016).

A LOA é elaborada pelo Executivo Municipal e depois de pronta é encaminha à Câmara. Na Casa, a Comissão de Orçamento e Finanças o assume a análise e a coordenação dos trabalhos referentes à realização de audiências públicas, inclusão de emendas e propostas de substitutivo. Depois acontece a apreciação em plenário. Findada a tramitação e votação, o Legislativo devolve a LOA ao Executivo para ser sancionada antes do começo do ano de vigência do orçamento.

Texto: Isaias Rocha

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Presidente do TCE recebe vereador Pavão Filho e comitiva de agentes comunitários

O Primeiro Secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, vereador Pavão Filho (PDT), acompanhado de representantes dos agentes comunitários de saúde, reuniu nesta terça-feira (15) com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Jorge Pavão, para tratar sobre o resultado de consulta quanto à possibilidade e legalidade da alteração do regime jurídico sob o qual exercem suas funções.

O presidente do TCE-MA informou à comitiva que, embora a matéria ainda não tenha sido objeto de apreciação do Pleno, e ainda não conte com parecer do Ministério Público de Contas, já existe um relatório com a posição do setor técnico sobre o assunto.

Representando a Consultoria Técnica em Controle Externo (Cotex), o auditor de controle externo Fábio Alex Mello, explicou que não existe qualquer obstáculo à transposição do regime celetista para o regime estatutário dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, investidos inicialmente em empregos públicos.

A única exigência, explicou o auditor, é que a transposição seja feita por meio de lei que estabeleça regras para a mudança de regime e para o reenquadramento dos agentes em cargo público. Fábio Alex Melo lembrou ainda que a despesa com pessoal não pode sofrer aumento nos últimos 180 dias do ano do mandato, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Eleitoral.

“Diante desse entendimento, o mais provável é que tanto o Ministério Público de Contas em seu parecer, quanto à decisão do colegiado sejam favoráveis ao pleito, que atende tanto ao interesse do Executivo municipal quanto a essa importante categoria funcional”, observou o presidente Pavão.

A consulta foi formalizada em nome do prefeito de São Luís, Edvaldo Holanda Junior, e tem como relator o conselheiro Washington Luiz de Oliveira.
Fonte: Assessoria do TCE-MA

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Vereador Bispo Paulo Luiz requer melhorias para o Mercado do Peixe

Uma das mais tradicionais feiras de São Luís é o Mercado do Peixe, localizado na área do Portinho, no Centro Histórico, é uma referência na venda de mariscos há mais de vinte anos.

Desde a sua fundação poucas mudanças aconteceram no mercado, em virtude da falta de investimento público no local. Um dos principais problemas apontados pelos feirantes ainda é a carência no recolhimento de lixo.

O vereador Bispo Paulo Luiz (PRB) ciente dessa situação e buscando solucionar os problemas apresentados, elaborou o requerimento nº 684/15 em que solicita da Prefeitura de São Luís, através da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP), a intervenção à curto prazo, em caráter de urgência, nos serviços de limpeza pública, além da adequação do saneamento básico e a manutenção total na infraestrutura do Mercado do Peixe.

O requerimento foi aprovado por unanimidade na sessão desta terça-feira (15) pelos parlamentares presentes no plenário da Câmara Municipal de São Luís.  O requerimento deve ser encaminhado essa semana para o órgão responsável pela execução do serviço, a SEMOSP.

Texto: Juliana Sipaúba

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Honorato Fernandes denuncia WPR por compra ilegal de terreno na Zona Rural de São Luís

O vereador Honorato Fernandes (PT) usou a tribuna na Câmara esta semana para fazer uma grave denúncia sobre a venda de um terreno de 252.000,00 M2, de frente para a Bacia de São Marcos, na área do Cajueiro, Zona Rural de São Luís, adquirido pela WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais LTDA. A venda foi realizada pelo Governo do Estado no final de 2014, faltando menos de três meses para o fim do Governo, o que por si só já constitui numa transação ilegal visto proibição expressa na Constituição do Estado no período eleitoral. Outra ilegalidade nesta transação é que a área em questão foi transferida na década de 90, a título de condomínio, a mais 100 famílias para formação de assentamento rural, cuja finalidade não pode ser alterada ou desvirtuada.

A WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais LTDA conseguiu fechar o negócio em tempo recorde, bastou apenas 21 dias após o início do processo de compra e venda para efetivação da escritura do imóvel em favor da empresa. As famílias que residem na região vivem sobre o terror de sair para trabalhar e ao voltar encontrar suas casas derrubadas pela empresa que já está atuando no local.

“Vale ressaltar que o valor cobrado pela área foi de R$ 155 mil reais por uma área de 252 mil metros quadrados, ou seja, R$ 0,61 centavos por metros quadrado e isso pago em 10 parcelas, considerando que este é um valor irreal para tal localização”, explicou o vereador Honorato Fernandes.

“Está mais do que claro que todos os passos desta negociação foram no mínimo estranhos. O valor cobrado pelo terreno e a “agilidade” da negociação é uma afronta a inteligência das pessoas. Quero passar tudo isso a limpo. Estou na luta ao lado dos moradores daquela região e vamos lutar para fazer valer os seus direitos”, disse Honorato ressaltando ainda que estes pontos da negociação precisam ser apurados com muita atenção.

 “No dia 8 de outubro de 2014 a WPR deu entrada em pedido de compra da área para instalação de terminal portuário. No dia17 do mesmo mês a Secretaria de Industria e Comercio pediu informações ao SPU que de forma muito mais que eficiente devolveu em menos de duas horas certidão solicitada pelo órgão. Já no dia 23, a comissão defere pela aquisição da área pela WPR sendo a escritura assinada por representantes da empresa e do Governo no dia 29 na cidade do Rio de Janeiro. Tudo isso, volto a frisar, em 21 dias”, destacou.

Com o objetivo de trazer à tona a forma que foi realizada esta negociação e os desdobramentos desta negociata para os moradores do local o vereador Honorato comunicou aos parlamentares presentes que deu entrada, na manhã desta terça-feira a uma representação, junto a Secretaria de Estado de Transparência e Controle do Maranhão, com cópia para a Secretaria de Direitos Humanos, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Maranhão e Defensoria Pública do Estado do Maranhão, sobre a ilegalidade do ato de alienação de imóvel no Disal (Distrito Industrial de São Luís).

O objetivo do pedido é a suspensão imediata de todos os processos administrativos, visando a emissão de atos autorizativos em curso na Secretaria do Meio Ambiente do Estado, além de encaminha-lo à Procuradoria Geral do Estado para que avalie a necessidade de uma ação anulatória da transação.

O vereador Honorato finalizou seu pronunciamento deixando no ar os seguintes questionamentos: Como pode a WPR comprar uma terra já cedida para a população desde a década de 90; Como pode a extensão de tamanha área ser vendida a uma empresa a R$ 0,61 centavos o M2 e ainda dividida em 10 parcelas totalizando R$155 mil reais; Como pode a mesma área ser dada como garantia ao Banco do Brasil por 270 vezes o valor de R$0,61 centavos o M2.

“Estes e outros questionamentos são pontos que acho fundamentais serem esclarecidos. Basta da população ser lesada por negócios feitos no apagar das luzes”, finalizou Honorato Fernandes.

Texto: Karina Lindoso

 

 

 

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