POLÍTICA

Anajatuba: Moradores revoltados interditam estrada

Anajatuba

Indignados com as irregularidades administrativas, amplamente divulgadas na imprensa nacional e local no município de Anajatuba, sem que as autoridades competentes tomem providências para coibir essa ação nefasta, na manhã deste sábado, durante um protesto nas proximidades do povoado Mato Grande, cerca de 100 pessoas interditaram a estrada do Afoga.

O fato ocorreu depois que os moradores tomaram conhecimento que, conforme prestação de contas junto aos órgãos de controle, a estrada já teria sido, inclusive, asfaltada, entretanto, na prática, a realidade é outra.

O engraçado é que de acordo com a nota fiscal de nº 303, no valor de R$ 316.608,00(trezentos e dezesseis mil e seiscentos e oito reais) o serviço já teria sido executado, faturado e pago. Para evidenciar toda sua revolta, os moradores interditaram a estrada, deixando a caçamba que presta serviço para Prefeitura presa em meio ao protesto.

Há cerca de seis meses, uma série de denúncias envolvendo o prefeito Helder Lopes Aragão(PMDB) e uma organização criminosa que atua em vários municípios, e que tem como escopo saquear os cofres públicos, vem sendo noticiado, contudo, estranhamente, apesar da farta documentação probante, nada e ninguém consegue frear o sangria aos cofres públicos.

Só para termos ideia dos desmandos em Anajatuba, no mês passado, uma matéria envolvendo a Secretaria de Saúde, sob o comando de Fernando Aragão foi amplamente divulgada nos blogs’, mas nem isso fez com que a PF, MPE, TJ, TCE, TCU ou qualquer outro órgão de controle, se manifestasse.

Pela denúncia feita na época, o SUS estaria pagando ao município o tratamento feito por pessoas mortas a mais de um ano. Essa foi à conclusão que Elias de Jesus da Conceição, viúvo da senhora Marinete da Conceição Rosa chegou ao receber uma carta de avaliação enviada pelo SUS, às pessoas que se submetem a tratamento de saúde em unidades da rede pública e o sistema paga pelos procedimentos realizados.

Falecida no dia 25 de fevereiro de 2013, vítima de um AVC, mesmo depois de morta, a defunta deu entrada na Unidade Mista de Santa Marina, no dia 25 de fevereiro de 2014, onde se submeteu a tratamento das doenças crônicas das vias aéreas inferiores.

Pelo documento, a data do óbito, digo, 25/02/2013 foi utilizada como data de nascimento, ou seja, embora o nome e o endereço sejam de uma pessoa já falecida, para o SUS, o atendimento foi prestado a um bebê de apenas um ano de idade, tendo sido pago pelo procedimento R$479,19 (quatrocentos e setenta e nove reais e dezenove centavos). Será até quando ou o que mais vai ser preciso acontecer para que todo esse desmando deixe de acontecer em Anajatuba?

Do Blog da Itamargarethe

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