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Alcântara ao som de música barroca

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Bumba Ópera e o Conjunto de Música Antiga da Universidade Federal Fluminense encantaram moradores e turistas da cidade histórica de Alcântara durante programação do IV Festival de Música Barroca de Alcântara, que teve início no dia 16 e será encerrado na próxima quarta-feira. As atividades foram realizadas no Museu Histórico e na Igreja do Carmo, sendo no primeiro espaço duas ações pedagógicas voltadas para moradores da cidade e no segundo quatro concertos musicais, sábado e domingo.

Em São Luís, a programação teve continuidade com um seminário sobre integração social e música erudita no Convento das Mercês, com a participação dos conferencistas Luis Szarán (maestro paraguayo e criador do programa “Sonidos de la Tierra”), Adela Barreto (integrante do Sistema de Orquestras da Venezuela) e Teresa Paz (diretora do grupo Ars Longa, Cuba), além de um representante da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Os convidados falaram sobre suas experiências com música nos seus respectivos países e o representante maranhense sobre as origens do Barroco no mundo. Após o seminário, os músicos do grupo Paraguay Barroco fizeram uma pequena apresentação  na área externa do Convento. À noite,  o público lotou a Catedral Metropolitana de São Luís (Igreja da Sé) para assistir a dois concertos.

Durante o seminário no Convento das Mercês, Adela Barreto, do grupo Zarabanda, da Venezuela, discorreu sobre o Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela, cuja proposta é oportunizar a crianças o contato com a música. “Com a música, uma criança é transformada e transforma o seu redor”, disse Adela, que mostrou fotos em slides para a plateia, para mostrar que as crianças que participam das orquestras aprendem valores sociais, disciplina e a serem solidárias.

Adela falou ainda sobre o Programa de Orquestras Penitenciárias. “Uma das melhores experiências que já vivi foi assistir a um concerto tocado por pessoas privadas de liberdade”, revelou.

Lenora Mendes, do grupo de Música Antiga da Universidade Federal Fluminense, abordou a falta de apoio a projetos musicais no Brasil. Especificamente, deu o exemplo de um projeto conduzido em Niterói e que começou em 1995, com o objetivo de levar música para favelas e pessoas esquecidas pelos governos. Disse que essas crianças sofrem de duas maneiras, nas mãos dos traficantes e nas mãos da polícia, razão pela qual muitas famílias se desestruturam e não têm expectativa profissional.

“Essa é a realidade do Brasil. Nesse projeto, nós recebemos crianças a partir de 8 anos, que, no geral, estão correndo risco de serem levadas para o caminho das drogas e da marginalidade. Elas passam por um processo de musicalização com instrumentos como a flauta doce e participam de atividades sem que isto venha a atrapalhar os estudos. Aliás, muitas crianças chegam analfabetas e nós as alfabetizamos e incentivamos a leitura, escrita, teatro, jornalismo, com ajuda de pessoas voluntárias. Elas têm aulas de percussão e depois já estão integrando diferentes níveis de uma orquestra”, disse.

MAESTRO 

O renomado maestro Luis Szarán começou sua apresentação afirmando que cantar melhora as defesas do organismo e conduziu a plateia com um aquecimento vocal. Depois, falou sobre o programa “Sonidos de la Tierra” (Sons da Terra), criado por ele e desenvolvido no Paraguai com a ajuda de voluntários. “Criamos uma rede para a construção daquilo que chamamos de sociedade filarmônica”, destacou.

O programa é inovador em termos de empreendedorismo social pelo seu impacto transformador em comunidades rurais do Paraguai, promovendo a formação de escolas de música, conjuntos de canto coral, orquestras e sociedades filarmônicas, entre outras coisas. Ele falou ainda sobre o “Conservatório sobre Ruedas”, sistema inovador de ensino de música em comunidades rurais, que funciona por meio de uma equipe de instrutores itinerantes. “São músicos profissionais especializados no ensino de vários instrumentos que percorrem as comunidades ministrando aulas. Como resultado, criamos diversas orquestras infanto-juvenis em todo o país”, detalhou.

 

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