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Com o apoio da Prefeitura de Bequimão, UFMA realiza nova coleta para estudo sobre a saúde de idosos quilombolas

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Quatorze idosos que residem na comunidade quilombola Santa Rita, em Bequimão, receberam a visita de estudantes de enfermagem, psicólogos e nutricionista, na última sexta (25). Os moradores tiveram acesso a exames como eletrocardiograma, escala de depressão geriátrica, coleta de sangue e antropometria.

A extensão dos serviços de saúde faz parte de uma pesquisa que está sendo desenvolvida por estudantes da Universidade Federal do Maranhão – Campus Pinheiro. Os dados coletados na visita vão compor um estudo sobre as condições de vida dos idosos que residem nas comunidades quilombolas de Bequimão.

Financiada pela Fapema e pelo CNPq, a pesquisa tem o apoio da Prefeitura de Bequimão, que não tem economizado esforços para garantir suporte técnico e logístico à equipe de pesquisadores. As informações geradas pelo estudo serão usadas pelo município para planejar o direcionamento de políticas de saúde destinadas a essas comunidades.

Durante as visitas às comunidades quilombolas, a Prefeitura mobilizou profissionais das Secretarias de Saúde, Assistência Social e Cultura e Promoção da Igualdade Racial para auxiliar os pesquisadores. O grupo já esteve em Ariquipá, Suassuí, Sibéria, Pericumã, Juraraitá, Conceição, Rio Grande e Marajá.

Com a realização desta nova etapa de exames, estudantes e professores estão prestes a concluir a coleta de informações para o estudo. As comunidades Ramal de Quindiua e Mafra serão as últimas a receberem a visita dos pesquisadores, que está programada para o dia 8 de novembro.

Pesquisadores da UFMA fazem mais coletas para estudo sobre saúde de idosos quilombolas de Bequimão

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A equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que está realizando um estudo sobre as condições de vida e saúde de idosos das comunidades quilombolas de Bequimão, coletou dados em mais dois povoados, Sibéria e Marajá, na última sexta-feira (20). A pesquisa é financiada pela Fapema e pelo CNPq, com apoio da Prefeitura de Bequimão, que mobiliza esforços das secretarias de Saúde, Assistência Social e Cultura e Promoção da Igualdade Racial. O prefeito Zé Martins definiu como uma das prioridades de sua gestão a melhoria da qualidade de vida nas comunidades remanescentes de quilombolas.

Desta vez, 17 idosos participaram das coletas, sendo três da comunidade Sibéria e 14 do quilombo Marajá. A ação ocorreu na Unidade Básica de Saúde do Areal. Seis estudantes do curso de Enfermagem da UFMA/Pinheiro e mais um estudante do curso de Educação Física coletaram sangue, fizeram eletrocardiograma, coleta do Swab (para diagnóstico e investigação de doenças), medidas antropométricas e medidas aplicadas à escala de depressão geriátrica.

Na primeira fase da pesquisa, realizada em 2018, foram levantadas informações a partir de questionários aplicados aos moradores com mais de 60 anos de idade, nas comunidades de Ariquipá, Suassuí, Sibéria, Pericumã, Juraraitá, Mafra, Santa Rita, Conceição, Ramal do Quidiua, Rio Grande e Marajá. Eles procuravam saber as condições socioeconômicas, demográficas, sanitárias, os comportamentos de saúde e as doenças que mais afetam os idosos de comunidades quilombolas.

Depois, os pesquisadores retornaram às comunidades para um novo encontro com os idosos e as idosas que haviam participado da primeira etapa do estudo, para coleta de sangue e de urina. Essas amostram foram levadas ao laboratório, com o objetivo de avaliar o hemograma completo, a glicemia de jejum, lipidograma completo, PSA (somente homens) ácido úrico, ureia, creatinina, TGO, TGP, EAS (sumário de urina). Depois de seis meses, a coleta será repetida.

 

A pesquisa é coordenada pelo professor Bruno de Oliveira, que atua no Curso de Medicina da UFMA – Campus Pinheiro e doutor em Saúde Coletiva, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os trabalhos foram acompanhados pelos secretários Sidney Bouéres (Saúde) e Rodrigo Martins (Cultura e Promoção da Igualdade Racial).

A próxima ida da equipe a Bequimão será na sexta-feira (27), para um encontro com idosos da comunidade de Pericumã.

Pesquisadores da UFMA avaliam condições de vida e saúde de idosos quilombolas de Bequimão-MA

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As condições de vida e saúde de 208 idosos das comunidades quilombolas de Bequimão estão sendo estudadas por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – Campus Pinheiro. Na primeira fase da pesquisa, realizada em 2018, foram levantadas informações a partir de questionários aplicados aos moradores com mais de 60 anos de idade. Na última quarta (14) e quinta-feira (15), a equipe formada por investigadores dos cursos de Medicina e Enfermagem voltou às comunidades, desta vez para coleta de sangue e urina, que serão analisados em laboratório. A Prefeitura de Bequimão, parceira do projeto, pretende usar os dados gerados pela pesquisa para melhorar o planejamento das políticas de saúde voltadas a essa população.

Os agentes comunitários de saúde, que acompanham periodicamente as famílias do município, ajudaram a fazer o primeiro levantamento, identificando as pessoas idosas. Depois, os pesquisadores foram de casa em casa, nas comunidades de Ariquipá, Suassuí, Sibéria, Pericumã, Juraraitá, Mafra, Santa Rita, Conceição, Ramal do Quidiua, Rio Grande e Marajá. Eles procuravam saber as condições socioeconômicas, demográficas, sanitárias, os comportamentos de saúde e as doenças que mais afetam os idosos de comunidades quilombolas.

A hipertensão arterial apareceu como a doença com maior incidência entre as pessoas com mais de 60 anos. Do total de idosos entrevistados, 57,2% sofrem de pressão alta. As outras enfermidades mais relatadas foram os problemas de coluna, glaucoma/catarata e diabetes, principalmente entre as mulheres. As entrevistas ocorreram entre os meses de junho e setembro do ano passado. Além desses dados, a equipe de pesquisa estava interessada em entender fatores sociais e econômicos que influenciam na dinâmica de vida nos remanescentes de quilombos.

“Observamos que as desigualdades no envelhecimento populacional refletem características do processo histórico, social, regional e cultural. Quando pensamos na situação da população negra, percebemos um acúmulo de desvantagens ao longo de cada ciclo de vida e gerações até a fase idosa. A situação de vida, saúde e doença dessas pessoas revela as marcas históricas dos níveis sociais”, destacou o coordenador da pesquisa, Bruno de Oliveira, que é professor do Curso de Medicina e doutor em Saúde Coletiva, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Essas informações servirão de base para a etapa iniciada na segunda semana de agosto. Desde o início, a equipe recebeu apoio técnico e logístico da Secretaria de Estado de Articulação das Políticas Públicas do Maranhão, Secretaria Municipal de Assistência Social de Bequimão, Secretaria de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Municipal de Saúde, equipes da Estratégia de Saúde da Família e das lideranças comunitárias locais. Conta também com financiamento público da FAPEMA e do CNPq.

Nova fase de coletas

Os pesquisadores da UFMA retornaram às comunidades para um novo encontro com os idosos e as idosas que haviam participado da primeira etapa do estudo. Agora, eles coletaram amostras de sangue e de urina, que serão examinados em laboratório. Para conhecer melhor a saúde dos quilombolas a partir dos 60 anos, serão avaliados o hemograma completo, glicemia de jejum, lipidograma completo, PSA (somente homens) ácido úrico, ureia, creatinina, TGO, TGP, EAS (sumário de urina). Depois de seis meses, a coleta será repetida. “Com as informações obtidas, o projeto tem o compromisso de dá um retorno à comunidade, com ações que proporcionem uma transformação social, política e de saúde”, garantiu o professor Bruno.

As coletas dessa nova fase foram acompanhadas pelo secretário municipal de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Rodrigo Martins, que ressaltou o conjunto de ações desenvolvidas pela administração municipal, desde 2013, para melhorar as condições de vida dos moradores das 11 comunidades quilombolas de Bequimão. “Sabemos o quanto a população negra foi negligenciada, historicamente. Por isso, nosso esforço é para criar projetos que efetivamente transformem a vida dos quilombolas do nosso município, com cuidados que vão desde a primeira infância até a velhice”, enfatizou o secretário.

Remanescentes de quilombos

Os quilombos surgiram como territórios de resistência à escravidão no Brasil. Ao longo da história do país, muitas dessas comunidades permaneceram no mesmo lugar de luta dos ancestrais. O Maranhão é o estado do país com a segunda maior concentração das chamadas comunidades remanescentes de quilombos, com 27,7%, ficando atrás apenas da Bahia, que registra 30%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no censo de 2010.

Em Bequimão, a estimativa é que 1.286 famílias vivam nas 11 comunidades já reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares e pelo Ministério da Cultura.

 

Secretaria de Meio Ambiente realiza reunião com CLA e Associação de Moradores Quilombolas

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Naturais e Sustentabilidade (SEMMARS) realizou nesta terça-feira (19) com a equipe do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e a Associação de Moradores Quilombolas da Comunidade Pavão, uma reunião para debater temas graves sobre meio ambiente em Alcântara. A reunião aconteceu no Centro Técnico da Aeronáutica.

O objetivo principal da reunião foi discutir a problemática ambiental, visando em conjunto encontrar caminhos para coibir a degradação ambiental praticada há anos naquela Comunidade, sem nenhum controle, com a retirada de areia, pedra seixo, pedra comum e piçarra.

Após as discussões foi decida algumas medidas que serão tomadas através de autoridades para coibir os crimes ambientais na região, como:

1 – O CLA irá celebrar ao Ministério Público Federal comunicando tal fato e solicitando a adoção de medidas cabíveis ao presente caso;

2 – O CLA irá oficiar ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), comunicando tal fato e solicitando a adoção de medidas cabíveis ao presente caso;

3 – A SEMMARS irá proferir palestras na comunidade, conscientizando a população local sobre a vedação legal em relação à extração de minerais, disponibilizando material documentado sobre o assunto.

Participaram da reunião, a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente formada por Eraldo Ribeiro Campelo (secretário), Ana Carolina Silva Sena (Analista Ambiental), Camila Rafaella Sousa Pereira (Analista Ambiental), Maria do Carmo Vitória Pereira

(Técnica em Meio Ambiente), a Equipe do CLA formada por Pauline Dulcinéia Mesquita Santiago (Chefe da Seção de Patrimônio), 2º Tenente Sebastião (Chefe da Assessoria Jurídica) e a 2ª Tenente Andreza (Chefe da Seção de Comunicação Social), além dos integrantes da Associação dos Moradores Quilombolas de Pavão, Jeandson Gusmão Araújo (Presidente), João Batista Câmara Almeida, Joedna da Silva Pires, Dacinete Araújo, Nilcilene Ribeiro Pereira, André Pereira e Mayane Macedo Pereira.

O município de Alcântara, através da Secretaria de Meio ambiente, tem trabalhado as questões de degradação ambiental, desmatamento, combate à caça predatória e poluição dos rios.  A secretaria tem feito um trabalho, bom quando o assunto é preservação do meio ambiente.

 

 

 

Parceria entre Prefeitura de Bequimão e Quilombolas constrói trapiche na Comunidade Sassuí

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Primeiro veio a certificação como comunidade quilombola; depois a estrada, a barragem e, agora, um trapiche que melhora o acesso dos pescadores ao porto. A Comunidade Quilombola de Sassuí tem experimentado um novo momento, com ampliação das políticas públicas que alcançam seus moradores. No início do mês, numa parceria entre Prefeitura de Bequimão e Movimento Quilombola de Bequimão (Moqbeq), foi construído um trapiche de madeira, antigo sonho da comunidade.

No feriado do Dia Internacional do Trabalhador, em 1º de maio, o mutirão começou desde cedo. Sassuí é um povoado localizado à beira mar, no Igarapé Raimundo Sú, no limite entre Bequimão e Alcântara. Os pescadores tinham dificuldade de alcançar suas embarcações ou mesmo de chegar à terra firme quando voltavam do mar. O trapiche de madeira vai ajudar muito a comunidade que tira seu sustento, principalmente, da maré.

Com a dificuldade de acesso, Sassuí ficou perto de desaparecer como povoado. Para uma das lideranças da comunidade, Venâncio Gusmão, todas essas melhorias vai fazer com que a comunidade cresça. “Nós já temos uma boa estrada, temos uma barragem, uma piscina natural, que recebe banhistas de vários lugares do município, e agora o trapiche do nosso porto, graças ao nosso prefeito, que deu uma alavancada em nossa comunidade”, disse.

Para a construção do trapiche, o prefeito Zé Martins garantiu a aquisição do material. O vereador Vadico do Areal, que tem forte atuação nas comunidades quilombolas, colaborou no trabalho, assim como os moradores e os membros do Moqbeq. “Vamos continuar dando uma atenção especial para as comunidades quilombolas, fortalecendo uma luta que eles já vêm travando há muitos anos. Na nossa gestão, começamos a encarar essas demandas com seriedade e os resultados já começaram a aparecer, refletindo em melhor qualidade de vida para os quilombolas de Bequimão”, enfatizou o prefeito.

Sassuí recebeu a certificação como comunidade remanescente de quilombo, pela Fundação Palmares, em 26 de novembro de 2013.

 

 

 

MOQBEQ realiza encontro de Comunidades Quilombolas

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O Movimento Quilombola de Bequimão (MOQBEQ) realizou, neste sábado (22), um encontro das comunidades quilombolas, no povoado Marajá, e contou com a participação das 11 comunidades quilombolas certificadas no município, além de representantes das comunidades de Areal, Santa Tereza, Pontal e Pericumã de Peri-Mirim.

A Prefeitura Municipal de Bequimão cedeu o transporte para conduzir os participantes até o local do evento. O encontro foi iniciado no período da manhã, com uma mística que falava sobre a memória e luta em defesa dos territórios. No decorrer das ações, houve apresentação de trabalhos e cada quilombo falou de sua luta e organização de suas comunidades.

Já na parte da tarde, o secretário adjunto de Meio Ambiente e Turismo, Edmilson Pinheiro, apresentou uma proposta de lei que visa a proteger os territórios tradicionais. Ele também aproveitou para convidar os quilombolas para a audiência publica que vai consultar a população sobre a criação da Reserva Extrativista do Itapetininga.

O MOQBEQ ainda organizou uma roda de conversas para debater a educação quilombola, com destaque para reivindicações de políticas educacionais e para a experiência do pré-vestibular quilombola organizado pelo movimento. Após o debate, houve uma comemoração pelos oitos quilombolas que foram aprovados no seletivo na UEMAnet e no vestibular da Universidade do Vale do Acaraú (UVA).

Foi confirmada, também, a realização de um seminário sobre educação quilombola; e um grupo de trabalho foi formado para articular a aprovação da Lei municipal de Proteção e Preservação do Território Tradicional, com integrantes das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR) e MOQBEQ.

Participaram do encontro o vice-prefeito Sidney Magal (PT), os secretários Creuber Pereira (Agricultura), Josmael Castro (Assistência Social) e o vereador quilombola, Vadico do Areal, além de lideranças comunitárias e sociedade em geral.

Prefeitura de Bequimão planeja mais ações para beneficiar comunidades quilombolas

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A secretária municipal de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Dinha Pinheiro, e representantes das comunidades remanescentes de quilombos de Bequimão reuniram-se, nesta terça-feira (28), para elaboração de novos projetos voltados aos quilombolas do município.

O prefeito Zé Martins é pioneiro em ações mais efetivas de inclusão e de melhoria das condições de vida nas comunidades quilombolas. Durante a campanha, ele firmou outros compromissos, que estão começando a ser viabilizados.

Ficou acertado, na reunião, que o município ajudará na regularização e organização das associações. Isso ajudará na captação de recursos para projetos de construção de casas, água encanada e kits sanitários. Cinco comunidades quilombolas já estão habilitadas a receber os benefícios.

A Prefeitura de Bequimão, em parceria com a Funasa, está executando melhorias sanitárias domiciliares em Ramal de Quindíua e Juraraitá. “Nossas comunidades quilombolas estão sendo valorizadas pelo prefeito. Mais benefícios virão para melhorar a vida de nosso povo”, destacou a secretária Dinha Pinheiro.

Participaram da reunião, representantes das comunidades de Ariquipá, Sibéria, Suassuí, Ramal do Quindiua, Santa Rita, Mafra, Pericumã, Juraraitá, Conceição e Rio Grande.

 

 

Quilombolas invadem Prefeitura de Capinzal do Norte no interior do MA

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Quilombolas invadem prefeitura de Capinzal do Norte, no interior do Maranhão. Um manifesto que foi realizado hoje (2) na porta da prefeitura de Capinzal do Norte, administrada pelo prefeito Roberval Campelo, acabou se tornando em um ato de invasão. Pais de alunos da comunidade quilombola Ipiranga, que fica a 20 km da sede do município, foram hoje pela manhã realizar um manifesto em frente a casa do prefeito Roberval Campelo, com o objetivo de pressioná-lo para que ele pague os professores contratados.

Os educadores trabalham na comunidade e estão com o salário do mês de novembro do ano passado atrasado, e os alunos estão sem assistir aula desde o dia 22 de abril, porque os educadores resolveram parar as atividades por conta do não pagamento dos salários.

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Com essa atitude, as crianças que estudam na Unidade Escolar Municipal Tomaz Moreira estão sendo prejudicadas. Lá são cinco professores contratados que estão comendo o “Pão que o diabo amassou” nas mãos do prefeito Roberval Campelo, que foi elei com o Slogan Tempo de Vitória, o povo só vê derrotas. Apenas os alunos que fazem o 3°, 4° e 5° ano estão tendo aula. As demais turmas, que fazem do maternal até o 2° ano, estão sem pisar na escola há quase 15 dias, e quem faz o 6°, 7° e 8° ano também está sem assistir aula por causa da irresponsabilidade do prefeito Roberval.

A PREFEITURA NA HORA DA INVASÃO.

Na hora do manifesto, os servidores da prefeitura ficaram desesperados, pensando que os mesmos iriam invadir a sede da prefeitura por conta da má gestão de Roberval Campelo. O prefeito não apareceu para dialogar com os manifestantes, que saíram do local sem uma solução para o problema. Já era esperada essa gestão desastrosa!

BLOG DO DE SÁ

 

IFMA e Prefeitura capacitam professores

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Professores e líderes comunitários de Bequimão concluíram o Curso de Formação Continuada em Educação Escolar Quilombola, executado pelo IFMA – Campus Maracanã, em parceria com a Prefeitura Municipal de Bequimão. Participaram da solenidade de certificação realizada no último sábado (06); 49 alunos do curso, que formavam as duas turmas ofertadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação (Secadi/MEC).

Em 200 horas de aulas e atividades de pesquisa, os alunos do curso puderam refletir e encontrar soluções para questões envolvendo a educação nas comunidades quilombolas do município. Eles adquiriram conhecimentos em sala de aula e depois fizeram uma pesquisa de campo, que resultou na elaboração de um material didático. A proposta, agora, é fazer testes nas escolas e nas comunidades, para avaliar se esse material realmente contempla a diversidade e identidade dos quilombolas de Bequimão.

“Eles vão levar para dentro da sala de aula o conhecimento tradicional”, disse o coordenador do curso, Dorival dos Santos, ao comentar a relevância desse material, já que, em geral, os materiais didáticos não conseguem dar conta da realidade das diferentes comunidades brasileiras. Segundo ele, depois de avaliado, a edição do material será concluída e encaminhada ao MEC, ao IFMA e à Prefeitura de Bequimão para uma possível publicação.

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O prefeito de Bequimão, Zé Martins, ao se pronunciar na solenidade, garantiu apoio à impressão da cartilha, que, na opinião dele, deve se tornar um livro, para ser distribuído a toda rede municipal de educação. “Aguardamos novas parcerias com o IFMA, para que possamos continuar possibilitando a formação dos educadores de Bequimão”, frisou o prefeito.

Para a professora Maria de Jesus, que tem a experiência de ser secretaria adjunta de Educação e também aluna do curso, a pesquisa nas comunidades foi um momento rico na formação, pela oportunidade de conhecer melhor o próprio município e seu povo. “Nas comunidades, as pessoas ficaram felizes em poder contar suas histórias, a história de sua comunidade”, garantiu.

É por esse tipo de conquista que se deve investir em formações que abordem as relações étnico-raciais, de acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indiodescendentes (Neabi), Hérliton Nunes. O aluno José Orlando disse que esse é o segundo curso feito pelos professores de Bequimão sobre essa temática, dando-os mais suporte para atuar com a realidade educacional do município, que atualmente possui 10 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares.

Pioneirismo

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O coordenador do curso, Dorival dos Santos, ressaltou que o município de Bequimão é pioneiro ao receber o Curso de Formação em Educação Escolar Quilombola, primeiro a ser oferecido no país abordando essa temática. O coordenador fez uma reflexão sobre o cenário nacional dos cursos de formação, destacando as dificuldades enfrentadas em sua execução. Muitos estão parados e outros nem iniciaram. “Por isso, agradeço pela parceria da Prefeitura e suas secretarias, sem a qual teria sido inviável a execução do curso, e sou grato a todas as instâncias do IFMA e, em especial, do Campus Maracanã. Também nada seria possível se não fosse o empenho de cada um dos cursistas. Vocês são os verdadeiros responsáveis pelo sucesso do curso”, finalizou.

No Campus Maracanã, são frequentes os debates sobre a educação étnico-racial. O diretor de Desenvolvimento Educacional, Jeovani Machado, considera que alguns avanços já foram alcançados, mas cada experiência, como essa realizada em Bequimão, representa um aprendizado inclusive para a instituição. O diretor geral em exercício do Campus Maracanã, José Zenóbio de Souza, afirmou que diversos setores rurais têm recebido atenção do IFMA em programas de inclusão. “Nosso campus tem dado atenção à população rural, em programas como o Profic, Saberes da Terra, Procampo, Pronera, a especialização em Educação do Campo, Reforma Agrária e também o Curso de Educação Escolar Quilombola. O campus continua de portas abertas a outras parcerias com a Prefeitura de Bequimão e a iniciativas assim”, concluiu.

O Curso de Formação de Professores em Educação Escolar Quilombola iniciou em agosto de 2014, com duas turmas de 25 alunos. Somente um desistiu ao longo da capacitação. Também estiveram na solenidade de certificação o professor formador, Carlos Saraiva, a tutora Marlene Muniz, a supervisora do curso Auricélia Diniz e a pedagoga do Campus Maracanã, Domingas Cantanhede. Os cursistas receberam seus certificados, uma cópia do material didático que está sendo construído, para que seja testado nas comunidades, e uma revista com as diretrizes curriculares da educação étnico-racial.

 

Matéria de Assessoria

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