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Polícia Federal investiga Fraude no seguro defeso do município de Raposa-MA

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A Presidente da Colônia de Pescadores de Raposa/MA Z-53, Andréa Sayre Gonçalves Coutinho, foi denunciada à Policia Federal e demais órgãos fiscalizadores por fraude ao seguro defeso.

Na denúncia, já em mãos da PF, consta que, na lista de beneficiários do Seguro Defeso de Raposa, foram detectados centenas de falsos pescadores, que vem sendo beneficiados indevidamente com a concessão do seguro, em ação que teria a anuência da Presidente denunciada.

A suspeita é de que Andréa Sayre venha cadastrando falsos pescadores com a finalidade de dividir os recursos recebidos por estes mesmos, em ação que caracteriza crime, se comprovadas as denúncias.

Em documentos constantes da denúncia é possível observar, nas cópias da lista de beneficiários da Colônia anexadas, clara discrepância entre os valores recebidos por estes falsos pescadores e os demais cadastrados junto à Instituição.

Enquanto os valores recebidos pelos cadastrados chegam em média a R$ 2.400, há casos de beneficiários presentes na lista cujos valores recebidos alcançam a soma de R$ 11.000, sem nenhuma justificativa aparente. Alguns destes, nem moradores de Raposa seriam.

Outro dado curioso apontado nos documentos entregues à PF é que entre estes super marajás da Colônia de Raposa constam servidores efetivos do município de Raposa e, pelo menos, um policial militar.

A denúncia revela, ainda, que a fraude pode se estender ao INSS, onde Andréa Sayre teria grande influência. Segundo relatos de fontes do município, a presidente cobraria cerca de R$ 8 mil reais por cada aposentadoria concretizada junto ao órgão.

Essa ação contaria com a participação de servidores de agências do INSS na capital (agências Praça Deodoro e Bom Menino) e no município de São José de Ribamar. Junto ao INSS, fontes dão conta de que a presidente da Colônia Z-53, com o apoio de parlamentares da bancada federal e estadual, seria responsável por grande número de aposentadorias e pela promoção de servidores destacados para facilitar o trâmite destes processos e as ações fraudulentas ali empreendidas. Além disso, há suspeitas de que estes aposentados estariam sendo obrigados a contrair vultosos empréstimos consignados junto aos bancos oficiais com a finalidade de honrar a dívida oriunda a da aposentadoria.

Além da vinculação com tais parlamentares, oportuno lembrar que a presidente da Z-53 marchou como aliada de Ociléia Paraíba nas eleições de 2016. A Polícia Federal deve agora investigar os fatos denunciados, que também serão encaminhados ao Ministério Público, demais órgãos de controle e ao próprio INSS.

 

Por Blog Werbeth Saraiva

Organização criminosa tenta anular investigação do GAECO

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Enquanto à sociedade brasileira assiste e aplaude o desenrolar da Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014 pela Polícia Federal para investigar um esquema de desvio e lavagem de dinheiro, alçado em R$ 19 bilhões de reais, envolvendo a Petrobras, no Maranhão, infelizmente, com a chancela de figurões com tentáculos na política e justiça, as coisas parecem andar na contramão do atual momento vivido no País.

Na terra dos poetas Gonçalves Dias e Ferreira Goulart, em mais um capitulo envolvendo os inúmeros atos de corrupção do prefeito de Anajatuba – Helder Lopes Aragão(PMDB), novas articulações estariam sendo costuradas na tentativa de evitar o afastamento e a prisão do prefeito que, segundo investigações do Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual – em apenas dois anos de mandato, desviou dos cofres públicos algo em torno de R$ 14 milhões de reais.

O engraçado é que mesmo diante da farta documentação probante carreada em 14 meses de investigações, sabe-se lá porque, a Justiça do Maranhão insiste em não fazer o seu papel. Após o pedido de suspeição de dois membros da Corte Maranhense, no caso os desembargadores Raimundo Magalhães Melo e Bayma de Araújo, os quais se deram por suspeitos por razões pessoais, há pouco mais de 15 dias, o desembargador João Santana foi designado novo relator.

No entanto, uma intensa movimentação estaria sendo deflagrada com a chancelada do deputado estadual Edson Araújo(PSL), atendendo pleito da presidente da colônia de pescadores de Anajatuba – Lucilândia Mendes, ligada ao deputado, e casada com o vereador daquela cidade Luís Fernando Soares Mendes, o Fernando da Colônia, aliado político do prefeito Aragão.

Para que a esposa do vereador intermediasse a negociação junto ao deputado, que em muitas dessas coincidências do destino seria sogro de Lívia Santana, filha do desembargador João Santana, já que seria casada com o advogado Rommel Araújo, segundo pessoas ligadas ao próprio prefeito insistem em arrotar nos quatro cantos da cidade, o vereador teria recebido alguns mimos do prefeito, entre eles, uma caçamba, avaliada em mais de R$ 100 mil reais.

 

VERGONHA

De forma imoral, em um completo acinte, na tentativa de descredibilizar toda a investigação realizada pelo MPMA, usando como pretexto uma questão processual preclusa, a defesa da organização criminosa vem arguindo a nulidade do processo.

Os advogados alegam que, por conta do foro privilegiado do prefeito Helder Aragão, o TJMA teria que autorizar à investigação, contudo, esquecem que ao deferir as medidas cautelares, como mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo fiscal e bancário entre outros, tacitamente, o desembargador Raimundo Melo, que atuou pelo interregno de 14 meses, chancelou/autorizou/balizou a investigação, portanto, enfrentar e deferi tal pedido é uma afronta à inteligência humana e aos preceitos vigentes no ordenamento pátrio, os quais aduzem que o consentimento pode ser expresso e/ou tácito, como foi no caso em tela.

Vale ressaltar que, segundo a denúncia formulada pelo procurador Francisco das Chagas Barros de Sousa, além do prefeito, outras 14 pessoas foram denunciadas e tiveram seus pedidos de prisões preventivas requeridos. Todos são suspeitos de integrar uma organização criminosa, que através das empresas Vieira e Bezerra, atual F C B Produções e Eventos, A4 Serviços e Entretenimento, Construtora Construir e M A Silva Ribeiro, desviou milhões e milhões do erário público.

Visando cumprir o que determina a lei de imprensa, na quinta e sexta-feira, vários contatos foram feitos com o gabinete do relator do processo – desembargador João Santana, através do chefe de gabinete Jonas, a fim de que o magistrado se pronunciasse a respeito da veracidade dos laços familiares que o ligam ao deputado Edson Araújo, entretanto o mesmo preferiu silenciar, porém, a palavra continua franqueada ao mesmo ou qualquer outro interessado que queira se pronunciar.

 

TEXTO: Itamargarethe Corrêa Lima

 

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