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Archivo de Etiquetas: Afonso Diniz

Afonso Diniz lança blogue! Novo estilo de fazer jornalismo esportivo no Maranhão!

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Uma das revelações do rádio esportivo maranhense, o repórter Afonso Diniz lançará nesta terça-feira (23) uma nova plataforma de notícias e opiniões. Abordando os bastidores do esporte e inquietações sociais, o radialista trará em uma linguagem intimista, assuntos que em um cenário comum, não se tornam pautas nos grandes centros jornalísticos.

Por ter ligação forte com o esporte, e faro de jornalismo, o editor do Blog do Afonso Diniz terá em sua predominância assuntos desse cunho, mas apostando em uma linguagem mais coloquial e destacando o futebol fora dos gamados. No entanto, Diniz adiantou que outras temáticas também serão uma aposta.

“Coloco em prática uma ideia que vinha amadurecendo alguns dias. Lógico que por ser repórter esportivo vou ter um foco maior no desporto. Mas tenho minha veia cultural, gosto de conversar sobre nossas manifestações e quem me conhece sabe que debato sobre todas as nossas inquietações sociais. O blog vai ser minha sala de estar. Vamos sentar no sofá e bater papo”, afirmou Afonso Diniz.

Ludovicense, Afonso Diniz foi nascido e criado no bairro da maior efervescia cultural da capital maranhense: a Madre Deus. Desde a infância, Diniz sempre esteve ligado as manifestações culturais do Maranhão. Participando ativamente como instrumentista de blocos organizados, escolas de samba e bumba-meu-boi.

Afonso Diniz é bacharel em Comunicação Social formado pela Universidade Federal do Maranhão. Como radialista começou sua carreira na Rádio Timbira AM e há seis anos se transferiu para Mirante AM, onde trabalha como setorista do Sampaio Corrêa. Além do circuito radiofônico, Afonso Diniz é redator no GloboEsporte.com e G1 Maranhão.

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Crônica de uma queda anunciada: a memória do repórter

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Por Afonso Diniz – Não precisa ser nenhum doutor em futebol para saber que a bomba relógio do rebaixamento do Sampaio explodiria a qualquer momento. Pelo contrário, qualquer neófito nesse mundo da bola já poderia nos adiantar que a pólvora estava sendo queimada lá atrás, em meados de dezembro de 2015.

Lembro nitidamente da correria na redação para falar com os principais atletas da histórica campanha da Série B daquele ano, no intuito de saber como estariam suas respectivas renovações de contrato. De forma intrigante, recebia sempre a mesma resposta: “Eu nem fui procurado”.

Pouco a pouco os jogadores foram tomando novos rumos e já começava a observar o Sampaio quebrar com o próprio punho o frasco da fórmula de seu recente sucesso – a manutenção da base.

O fim da picada foi quando estive na sala de imprensa Herbert Fontenelle Filho para ouvir ao vivo e sem cortes do presidente do Sampaio Corrêa, Sérgio Frota, que todos aqueles atletas não foram procurados porque não serviam para o clube. Estranhamente… Naquela sala todos foram chamados de “jogador vagalume” e “amarelões”, pois não conquistaram o acesso e perderam algumas partidas na reta final. Todos! Lembro-me de tudo muito bem.

Não esqueço também que a justificativa para não renovar com Léo Salino, um leão em 2015, foi sua estatura. Engraçado é que foi procurado este ano no momento do desespero. Não servia pra renovar porque era “muito baixo”. Talvez tenha crescido. Eu tenho que lembrar que em nenhum momento foi citado pedida alta de algum atleta. Eu tenho memória!

Veio o 2016, e uma por uma eu anunciava em meus boletins novas contratações do Sampaio de toda parte do país. Chipre, Bósnia e Herzegovina, Estados Unidos e até do Sudão. Ou vocês já esqueceram de Chôco, Taianan, Jeanderson, Jhullian e o resto do mundo? Eu não esqueço.

Longe de mim fazer algum tipo de avaliação destes profissionais. Nem dava. Chegaram fora de forma, encontraram métodos totalmente diferentes e não tiveram o mínimo tempo de adaptação. Não só eles, mas também os contratados daqui mesmo do futebol brasileiro. Muita gente fora de forma. A culpa poderia ter sido de quem planejou, de quem não renovou, de quem contratou por DVD e etc… Mas quem pagou o pato?

O promissor técnico Marcelo Chamusca. Que pegou a bomba relógio tendo que renovar um time com jogadores que sequer tinham condição de atuar no começo da temporada. Mas Deus realmente escreve certo e como bom trabalhador, Chamusca foi bater na Série B. Ele subiu…

Muitos equívocos já haviam sido cometidos a essa altura, mas o tempo ainda deixava brecha, afinal, a Série B não tinha sequer começado. Só que o maior dos erros ainda estava por vim: a marketada chamada Petkovic.

Ele chegou e o ambiente do Sampaio mudou. Para pior! Era nítido no semblante de cada funcionário. Com ele, eram descarregados caminhões de jogadores, inclusive só para pendurar as chuteiras com foi o caso do craque do passado, Marcos Assunção.

Nessa “era”, eu tive que ouvir da boca do sérvio e do presidente Sérgio Frota, que o jogo contra o Vasco, na estreia da Série B, serviria para a festividade de aposentadoria de Arlindo Maracanã. O maestro não queria e não merecia isso. Eu via nos olhos dele. Estava sendo empurrado a fazer aquilo. Tava sem graça, mas, enfim, aconteceu e ainda tive que vê-lo de camisa 9. Mas foi o Pet quem mandou…

Aliás, ele mandou muita coisa. Até trazer uma barreira nova para cobrar suas faltinhas. Eu particularmente nunca entendi a necessidade dos escanteios serem batidos por ele durante os treinos. Pra quê? Eu não sabia é que era possível um time errar tanto, em pontos técnicos e táticos. Talvez se ele entrasse em campo como nos treinos…

Como se trocasse de carga de fruta, o Sampaio trocou de treinador e de elenco. Veio Wagner Lopes e um caminhão baú de jogadores. Novos métodos, velha falta de planejamento. Não deu tempo. Aliás tempo era o que faltava ao Tricolor. O Sampaio só tinha mesmo era dinheiro para contratar e demitir. Alguém aí tem a fatura?

A bomba relógio já tinha contagem regressiva, a explosão era literalmente questão de tempo. Só que ninguém come um bolo desse tamanho sozinho. Que tal trazer ídolos para partilhar desse momento da história? Rodrigo Ramos, Flávio Araújo, eles até tentaram. Foram homens. Mas o arrependimento do mandatário do Sampaio bateu muito tarde e já era a hora de apagar a luz.

Eu tenho a plena consciência de que o futebol maranhense tem muitos problemas financeiros. Mas, por favor, não me venham dizer que este foi o fator decisivo do rebaixamento do Sampaio. Falar isso é chamar o torcedor de burro. Eu vivi dia após dia. Dinheiro tinha, teve e tem. Afinal, o clube teve que cortar na própria carne para chegar aonde chegou. Não foi no bolso não e todos nós sabemos disso. A reflexão pede verdade.

Como cronista esportivo, ao presidente do Sampaio, o Sr Sérgio Barbosa Frota, eu já fiz e reitero o agradecimento pelos excelentes serviços prestados ao clube e ao futebol maranhense de uma maneira geral. Afinal, a honraria foi dele de comandar a Bolívia Querida aos acessos consecutivos e o reencontro com dias de glórias no cenário nacional. Mas também é preciso ser dito que foi sobre seu comando os rebaixamentos de 2009 e de 2016 e isso eu não posso me poupar em dizer.

Eu tenho memória. São dois acessos e dois rebaixamentos. Espero que da mesma forma que tal presidente apreendeu a lição em 2009, quando depois conseguiu dois acessos sequenciais, possa também repensar suas atitudes e entender que as lições estão a mesa. Basta ter a humildade de refletir e compreendê-las.

O Sampaio é gigante. Passaremos todos e ele intacto permanecerá com sua vasta e gloriosa história, independente de tudo e de todos. Este gigante do esporte vive em constante duelo, como seu próprio hino já nos lembra. Mais jogadores, técnicos, gerentes, diretores, presidentes passarão. Vereadores, deputados, prefeitos e governadores serão eleitos com a força do time do povo. A Bolívia Querida segue seu caminho e espero que com a lição aprendida, pois uma nova bomba relógio pode fazer ainda mais estragos.

 

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