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Sustentabilidade, a visão do Presente!

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JB

Em um domingo (22) chuvoso, silencioso e friorento em São Luís, escolhi para escrever alguma coisa relacionada ao assunto mais discutido nos últimos dias no Brasil. Talvez você pudesse logo imaginar que fosse sobre a Petrobrás ou o PT. Tudo bem que são assuntos pertinentes, mas nada a comparar com a falta do líquido mais precioso do planeta (Àgua). Hoje (22) dia mundial da água, várias campanhas estão sendo feitas no planeta inteiro. O grande erro é visar o futuro, se o nosso presente já está comprometido.

Qualquer campanha é sempre bem vinda, mas convenhamos que não se possa esperar 364 dias para ser defensor de um planeta que morre aos poucos. Alguns itens que vou citá-lo aqui podem ofender algumas pessoas e gerar um Zum-Zum-Zum na mídia, haja vista que os despreocupados para se defenderem, usam logo a força da comunicação manipuladora. A primeira atitude é pegar pesado no bolso dos que não respeitam as leis. Tem alguém com essa coragem pra fazer isso?

Em um país sem ordem, comando, e tudo pode, é fácil intimidar os mais fracos. Filho de um agricultor da zona rural do município de Bequimão, no litoral ocidental maranhense; cresci ouvindo os mais experientes falarem que era proibido roçar nas cabeceiras de rios, desmatar os brejos, derrubar plantas frutíferas, tirar palmito de babaçuzeiras, fazer barragens em rios, fazer queimadas, para não serem denunciados ao Ibama. E isso existe?

Tudo isso era respeitado pelos trabalhadores pobres e honestos, que mesmo sendo corajosos, tinham medo da lei. Mas o que eu olhava, era um povo respeitador e sendo desrespeitado por grandes fazendeiros da região, que faziam tudo ao contrário e ainda ameaçavam quem denunciasse. Hoje não é nada diferente. E mesmo assim, não podemos culpar só o poder público. A lei sendo aplicada, quem serão os punidos?

O poder público, como forma de cabide de emprego, criou um órgão que não serve para nada, a não ser empregar aliados políticos; a secretaria de meio ambiente. Um órgão que não tem olho, não tem poder e muito menos razão para existir. Aliada ao maior órgão de fiscalização, chamado Ibama, faz vista grossa aos maus tratos da natureza e finge ser defensor do planeta.

Na última sexta feira (20), ví uma sena que me pareceu um verdadeiro teatro a céu aberto, ao lado do Rio das Bicas, na área do Bacanga. Dezenas de pessoas, que mesmo tendo um pensamento diferente, faziam ali uma média e mostravam teatralmente seu gesto em favor da natureza e pediam ajuda para salvar o Rio.

Ao passar naquele momento onde vi faixas, e todos de mãos dadas abraçando as margens do rio, me veio na lembrança, como as autoridades são aproveitadoras.

São tantos rios dentro da capital e nenhum tem o que merece; cuidado e tratamento pelo poder público. A nossa riquíssima Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) é a primeira em jogar dejetos os principais canais de nascente da Ilha. Empresas que construíam grandes empreendimentos imobiliários na capital usaram os gapós ou brejos, como área de terraplanagem e jogam esgotos para os rios e nenhuma empresa até hoje foi multada. Muito pelo contrário, receberam licença das secretarias de meio ambiente estadual e municipal. No centro de nossa capital, existe uma área de mata virgem, conhecida como Quinta do Diamante e que hoje serve como lixão e esconderijo de marginais. Ta na hora das autoridades copiarem alguma coisa boa de outras cidades e fazerem uma lei que venha punir os jogadores de lixos nas ruas de São Luís. Que não seja como à Rua Paulino de Souza, no Monte Castelo, onde o lixo de uma escola está sendo colocado na calçada e urubus fazendo a festa. Queria muito, que a conscientização começasse pelas autoridades, que na maioria não respeitam a própria pasta que carregam. Que essa campanha seja nos 365 dias e não apenas em um.

São Luís, hoje, já não tem mais Rios, manguezais e muito menos quem defenda esse direito. Os tempos são outros e acabou a época do ôba-ôba, onde fingimos que cuidamos e o povo finge que acredita. A coisa é mais séria do que imaginamos. É inacreditável ver pessoas cavando poços onde eram rios no interior do Estado.

Os responsáveis por cuidar dessa riqueza, são todos nós, mas os responsáveis por cobrar e punir são as autoridades que pouco estão se lixando para o problema. É um verdadeiro faz de conta.

Na semana passada estive em um “Fórum da Baixada” e achei muito válido a iniciativa criada por alguns baixadeiros e abraçado por outros. O caminho é esse, mas há de se convir, que existem alguns políticos se aproveitando da ideia e querendo aparecer, como famosos papagaios de piratas. O primeiro erro já aconteceu no dia da oficialização do Fórum. Homenagear o deputado federal, Valdir Maranhão neste período, não seria uma grande saída. Esse moço já esteve como deputado e nunca se lembrou da baixada Maranhense. Assim como Maranhão, outros políticos vão fazer a mesma coisa. No inverno, todo capim engorda, quero ver esses mesmo papagaios aparecerem no verão da baixada.

Independente de região, seja baixada, chapada, sertão, sul, litoral ou não, o certo mesmo é que os grupos organizados devem pressionar as autoridades e não ficar agradando-a. Na segunda reunião do Fórum, vi um ato desagradável e muito mais deselegante. O prefeito de Viana, Chico Gomes, que chegou por último no encontro, quis que todos escutasse seu discurso furado e foi embora porque tinha compromissos. Mostrou despreparo ao agir daquela forma, assim como o deputado Cabo Campos, que apenas deu entrevista para um repórter desqualificado, que não sabia nem do que se tratava o encontro.

Diante de tudo isso, quero finalizar dizendo que existem muitas pessoas com boa vontade, mas as vezes infelizmente estão na hora errada e em companhias não agradáveis. O escritor Flávio Braga, a quem tenho um grande apreço e sei de sua intelectualidade, se empolgou muito e pode está dando um tiro no pé, se não repensar sua atitude.

Como baixadeiro por natureza, quero que esse projeto dê muito certo, mas que não seja mais um, onde sirva de gaiola para pássaros que precisam de um “Puleiro” na baixada maranhense. Que a baixada, a capital, os lagos, rios e brejos, sejam respeitados e lembrados como fonte de sobrevivência durante o ano inteiro e não só no dia Mundial da Água.

 

Sobre João Filho

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