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Segundo dia da maior tradição popular do Brasil, “Greve”

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Motorista da Linha Holandeses/Alonso Costa

Motorista da Linha Holandeses/Alonso Costa/Empresa 1001/Foto flagrante

Já deveriam ter lançado um calendário anual das greves no Brasil para não acumular com outras categorias. Aqui em São Luís, são os rodoviários e os professores. Todo mundo sabe e principalmente os Sindicatos, que nenhuma empresa neste país, consegue um reajuste salarial superior a 8%. Mas os Sindicatos insistem em pedir 16, 18, 20 e outros até 25% de aumento nos salários. Ora meu “Patrão” ta na hora de termos dirigentes qualificados, acessíveis e no mínimo apaziguador da realidade.

A culpa é de quem? Do poder público? Ou da própria categoria? São perguntas que dificultam o entendimento entre empregado e patrão. Os empregados falam em salário defasado. Os patrões insinuam em mostrar os prejuízos. Que prejuízo é esse, que nenhum dono de empresa de ônibus em São Luís, entrega a concessão? Os caras brigam para não entrar outras empresas e exploram os funcionários com uma mania de “Dobrar”, ou seja, os trabalhadores acabam sendo obrigados a continuarem o serviço por mais 8hs e ganham uma migalha por isso.

Quem disse que em dias normais, a frota roda 100%? Onde tem 100% de coletivos nenhum passageiro espera um ônibus no ponto, por quase 1h. Tudo isso não passa de uma grande conversa fiada. É um verdadeiro angu de “Caroço”, uma mistura de empresários e Sindicatos, todos por um mesmo objetivo, levar vantagem em cima do usuário.

O triste mesmo, é que nesta hora de “Crise” no transporte coletivo, aparecem os verdadeiros parasitas da lei. Juízes, Desembargadores e tantos outros, que aproveitam da nobreza dos usuários para se passarem por aliados aos trabalhadores. O certo mesmo, é que esses magistrados deveriam fiscalizar as empresas, saber se a frota roda 100%, qual o quadro de trabalhadores de cada empresa, e não virarem uns verdadeiros papagaios de pirata.

Sinceramente até agora, eu não entendo o motivo de permanecer com a concessão, se o prejuízo é do tamanho que eles mostram. Empresa que está no vermelho, fecha as portas. Nenhum empresário deste planeta tira grana do bolso para pagar funcionários e prejuízos. Só aqui no Maranhão isso acontece. Compra-me um bode vivo já temperado.

O caso virou uma teia de aranha com moradia de cobras. São empresários colocando culpa no governo, no prefeito e no Sindicato dos empregados. São os sindicatos acusando os empresários. São os funcionários colocando a culpa no governo, sindicatos e principalmente nos empresários. Agora de quem é a culpa? O certo mesmo, é que são os usuários que vão pagar o pato e bem caro. Se não aumentar as passagens, os ônibus vão continuar reduzidos. Se aumentar, vão continuar do mesmo jeito. Isso já é uma rotina e não tem fiscalização da SMTT. Não sei para que “serve” a DRT (Delegacia Regional do Trabalho) o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Aqui no Brasil, só serve para mediar audiência entre empregado e empregador.

Já na SMTT, a coisa anda solta. Não tem comando. Pode entrar Canindé, Mineirão, Maracanã ou castelão, que nada vai adiantar. Eu fiz este trocadilho, para mostrar que os agentes da SMTT não vão conseguir resolver nada, se não houver uma medida drástica da justiça do trabalho. São trabalhadores que circulam em ônibus velhos, quebrados e sem acento adequado. A foto que vou postar nesta matéria, é um flagrante da realidade no transporte coletivo desta capital.

Sobre João Filho

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