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OMS alerta para o risco de doenças cardiovasculares que podem matar fumantes – ativos e passivos

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Todo ano, a Organização Mundial da Saúde reserva data de 31 de maio para promover uma campanha internacional: é o Dia Mundial sem Tabaco, que, em 2018, traz como tema central “Tabaco e Doença Cardíaca”. É comum as pessoas associarem o uso do cigarro somente a doenças que afetam os pulmões, por isso, médicos do mundo todo se juntam em mais um movimento de combate aos males provocados pelo tabaco.

A cardiologista Aléssia Palhano, do Hapvida Saúde, destaca que, entre as doenças mais comuns causados pelo uso do cigarro, estão o infarto, a angina e os a Acidentes Vasculares Cerebrais, que, combinados, são as principais causas de mortes no mundo. “Essas doenças cardíacas e os AVC’s são causados, sobretudo, por um bloqueio que impede o sangue de seguir para o coração ou para o cérebro”, explica a médica.

Dessa forma, um fumante tem as chances de desenvolver doenças cardiovasculares mais acentuadas porque o tabagismo forma placas de gordura nos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. “Sem contar que a inalação de monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue para os nossos órgãos”, lembra Aléssia Palhano.

Fumantes passivos

Os impactos do uso tabaco incidem, também, sobre a população de fumantes passivos. “Todas as pessoas que convivem com fumantes ativos e acabam inalando a fumaça tóxica produzida pela queima do tabaco.”, alerta a especialista.

Dados da OMS demonstram que o tabaco mata mais de sete milhões de pessoas a cada ano, das quais cerca de 900 mil não eram fumantes, mas adquiriram problemas de saúde por inalar o fumo passivamente.

Dependência

Além de impactar diretamente sobre a saúde pulmonar e cardiovascular, o tabagismo causa dependência física, psicológica e comportamental, assim como torna dependente um usuário de outras drogas, como as ilícitas cocaína e crack. “Não faz diferença como esse tabaco é consumido – cigarros, charutos, cachimbos e narguilés, ele faz mal à saúde”, revela a médica.

A clínica geral, também do Hapvida, Martha Guimarães, conclui que o fumante, geralmente, tem características comuns, como sedentarismo e ansiedade, que são fatores de isco para vários problemas de saúde, incluindo as neoplasias malignas, ou seja, tipos de câncer. “Sempre procuro alertar aos meus pacientes sobre a importância de abandonar esse mau hábito que, além do câncer, também pode causar doenças cardiovasculares severas, levando à morte. O processo educativo e de orientação deve ser iniciado ainda na fase escolar, para que as crianças e os adolescentes de hoje não se tornem dependentes no futuro”, orienta Martha Guimarães.

Texto: Dalva Rêgo

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