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Bequimão terá projeto experimental de cultivo de sururu na Comunidade Paricatiua

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O sururu (Mytellafalcata) é um molusco bivalve (está inserido entre duas conchas) da ordem Mytiloida, é bastante conhecido no Nordeste e muito presente na culinária do Maranhão, em uma cadeia produtiva que gera renda a pescadores e à gastronomia e turismo do estado. Como parte das ações voltadas para o desenvolvimento da aquicultura no estado, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) implantou um módulo experimental para cultivo de sururu, no povoado de Paricatiua, município de Bequimão, na baixada ocidental maranhense.

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A implantação do projeto é resultado de levantamento que comprovou o potencial da região para criação de bivalves como ostras e sururu. Os bancos de sururu ficam às margens do porto, onde os trabalhadores podem ter acesso até mesmo a pé. Mais de 30 habitantes do povoado já foram capacitados no manejo e cultivo de moluscos e agora tem na atividade mais uma fonte de renda.

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O presidente do Sindicato dos Pescadores Profissionais Artesanais, Aquicultores, Marisqueiros e Trabalhadores na Pesca do município de Bequimão-MA, Odoriel Barata, ressaltou a satisfação dos trabalhadores do município com a chegada do projeto. A gente tinha uma grande expectativa com esse projeto, porque sempre vimos que tinha potencial pra produção, mas faltava o suporte. O empenho da equipe da Sagrima em dar assistência e fornecer os equipamentos foi mais até do que a gente esperava. Agora, já queremos produzir em escala para ser nossa fonte de renda, comemorou. A Universidade Estadual do Maranhão e a Prefeitura de Bequimão são parceiras do projeto.

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Como uma das 10 cadeias produtivas prioritárias do Programa “Mais Produção”, a aquicultura vem sendo incentivada com assistência técnica e gerencial em 175 propriedades em 19 municípios, por meio de convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), capacitações em piscicultura, com implantação de tanques redes e projetos como o “Ostras do Maranhão”, em Humberto de Campos, onde a Sagrima capacitou produtores, ofereceu assistência e intermediou a comercialização das primeiras 600 dúzias de ostras, certificadas pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).

Para o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, o cultivo de sururu no estado tem grande potencial de crescimento. “Esse projeto será um importante complemento à renda de marisqueiros e pescadores do estado, dando a eles inclusive a possibilidade de inserção num mercado formal, abrangendo não somente o mercado maranhense, como outras regiões do país, já que é alta a demanda por esses mariscos”, explica.

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UEMA para a realização de pesquisas e orientação adequada aos beneficiários e à Prefeitura Municipal que dará apoio na logística. O desenvolvimento desta atividade trará melhorias na qualidade de vida destes comunitários além de introduzir no município novos mercados de comercialização alavancando assim a economia do mesmo e possibilitando que futuramente haja uma a ampliação dos cultivos estabelecendo uma prática sustentável de produção garantindo que os bancos naturais deste molusco sejam preservados.

 

Por Genivaldo Abreu

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