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Arquivos do Altor: João Filho

Arraial da Cidade promete ser o melhor da temporada 2015.

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Simplesmente um sucesso. Assim podemos definir o Arraial da Cidade, idealizado e realizando pelo vereador Astro de Ogum (PMN), com o apoio do senador Roberto Rocha e o prefeito de São Luís – Edvaldo Holanda Júnior. A temporada junina do arraial, que está funcionando ao lado da Casa de Eventos Batuque Brasil, na Avenida Daniel de La Touche – na Cohama, começou na sexta-feira (12) e se estenderá até o dia 04 de julho.

Com mais de 20 mil metros quadrados, em um interregno de 15 dias, o enorme matagal de propriedade da Associação dos Moradores da Cohama, cedeu espaço ao arraial que promete ser o mais bonito e bem frequentado da temporada junina de 2015. “Agradeço o apoio e a confiança dos nossos parceiros, em especial o senador Roberto Rocha e o prefeito Edvaldo Holanda, sem os quais, certamente, esse sonho não teria se transformado em realidade”, pontuou o vereador Astro de Ogum.

Desde o primeiro mandato, o social e a cultura popular funcionam como pilares na trajetória política do parlamentar. “Não seria o imbróglio envolvendo o Parque da Vila Palmeira que afastaria a paixão que tenho pela cultura maranhense. Ao solicitar o Parque o governador Flávio Dino fez o que achou melhor, decisão que precisa ser respeitada. Neste momento estou muito feliz, pois conseguir transformar meu sonho em realidade, e do fundo coração, desejo ao governador e sua equipe que consigam, na temporada junina de 2015, alcançar o mesmo sucesso que conquistei com o Arraial da Cidade”, evidenciou Astro de Ogum.

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Em apenas dois dias, centenas de milhares de pessoas já visitaram o espaço, e com unanimidade, surpreenderam-se com a decoração – assinada pelo matemático Itamilson Lima e a mega estrutura de som, palco e iluminação, cedida pelo senador.

“Nossa brincadeira já viajou o país inteiro, e em nenhum outro lugar encontrei estrutura parecida. Quando estive aqui pela primeira vez, não acreditei que o sonho do presidente pudesse se transformar em realidade, chegando, inclusive, a duvidar da sanidade mental do mesmo. Hoje, neste momento, estou convencido que só alguém muito determinado e aguerrido para transformar, em apenas 15 dias, o que vi e o que estou vendo”, disse o presidente do boi Pirilampo, o ex-vereador Renato Dionísio durante a apresentação da brincadeira, na madrugada deste domingo (14).

A engenheira Maria Clara Mota, que levou o pequeno Arthur, de apenas três anos para olhar a movimentação se surpreendeu com o que viu. “Eu não conheço o vereador Astro de Ogum, mas assim que tiver o prazer vou fazer questão de parabenizá-lo. Aqui dispomos de comodidade e segurança. Enquanto meu filho brinca no parque de diversão eu acompanho as apresentações. Parabéns”, disse.

 

IFMA e Prefeitura capacitam professores

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Professores e líderes comunitários de Bequimão concluíram o Curso de Formação Continuada em Educação Escolar Quilombola, executado pelo IFMA – Campus Maracanã, em parceria com a Prefeitura Municipal de Bequimão. Participaram da solenidade de certificação realizada no último sábado (06); 49 alunos do curso, que formavam as duas turmas ofertadas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação (Secadi/MEC).

Em 200 horas de aulas e atividades de pesquisa, os alunos do curso puderam refletir e encontrar soluções para questões envolvendo a educação nas comunidades quilombolas do município. Eles adquiriram conhecimentos em sala de aula e depois fizeram uma pesquisa de campo, que resultou na elaboração de um material didático. A proposta, agora, é fazer testes nas escolas e nas comunidades, para avaliar se esse material realmente contempla a diversidade e identidade dos quilombolas de Bequimão.

“Eles vão levar para dentro da sala de aula o conhecimento tradicional”, disse o coordenador do curso, Dorival dos Santos, ao comentar a relevância desse material, já que, em geral, os materiais didáticos não conseguem dar conta da realidade das diferentes comunidades brasileiras. Segundo ele, depois de avaliado, a edição do material será concluída e encaminhada ao MEC, ao IFMA e à Prefeitura de Bequimão para uma possível publicação.

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O prefeito de Bequimão, Zé Martins, ao se pronunciar na solenidade, garantiu apoio à impressão da cartilha, que, na opinião dele, deve se tornar um livro, para ser distribuído a toda rede municipal de educação. “Aguardamos novas parcerias com o IFMA, para que possamos continuar possibilitando a formação dos educadores de Bequimão”, frisou o prefeito.

Para a professora Maria de Jesus, que tem a experiência de ser secretaria adjunta de Educação e também aluna do curso, a pesquisa nas comunidades foi um momento rico na formação, pela oportunidade de conhecer melhor o próprio município e seu povo. “Nas comunidades, as pessoas ficaram felizes em poder contar suas histórias, a história de sua comunidade”, garantiu.

É por esse tipo de conquista que se deve investir em formações que abordem as relações étnico-raciais, de acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indiodescendentes (Neabi), Hérliton Nunes. O aluno José Orlando disse que esse é o segundo curso feito pelos professores de Bequimão sobre essa temática, dando-os mais suporte para atuar com a realidade educacional do município, que atualmente possui 10 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares.

Pioneirismo

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O coordenador do curso, Dorival dos Santos, ressaltou que o município de Bequimão é pioneiro ao receber o Curso de Formação em Educação Escolar Quilombola, primeiro a ser oferecido no país abordando essa temática. O coordenador fez uma reflexão sobre o cenário nacional dos cursos de formação, destacando as dificuldades enfrentadas em sua execução. Muitos estão parados e outros nem iniciaram. “Por isso, agradeço pela parceria da Prefeitura e suas secretarias, sem a qual teria sido inviável a execução do curso, e sou grato a todas as instâncias do IFMA e, em especial, do Campus Maracanã. Também nada seria possível se não fosse o empenho de cada um dos cursistas. Vocês são os verdadeiros responsáveis pelo sucesso do curso”, finalizou.

No Campus Maracanã, são frequentes os debates sobre a educação étnico-racial. O diretor de Desenvolvimento Educacional, Jeovani Machado, considera que alguns avanços já foram alcançados, mas cada experiência, como essa realizada em Bequimão, representa um aprendizado inclusive para a instituição. O diretor geral em exercício do Campus Maracanã, José Zenóbio de Souza, afirmou que diversos setores rurais têm recebido atenção do IFMA em programas de inclusão. “Nosso campus tem dado atenção à população rural, em programas como o Profic, Saberes da Terra, Procampo, Pronera, a especialização em Educação do Campo, Reforma Agrária e também o Curso de Educação Escolar Quilombola. O campus continua de portas abertas a outras parcerias com a Prefeitura de Bequimão e a iniciativas assim”, concluiu.

O Curso de Formação de Professores em Educação Escolar Quilombola iniciou em agosto de 2014, com duas turmas de 25 alunos. Somente um desistiu ao longo da capacitação. Também estiveram na solenidade de certificação o professor formador, Carlos Saraiva, a tutora Marlene Muniz, a supervisora do curso Auricélia Diniz e a pedagoga do Campus Maracanã, Domingas Cantanhede. Os cursistas receberam seus certificados, uma cópia do material didático que está sendo construído, para que seja testado nas comunidades, e uma revista com as diretrizes curriculares da educação étnico-racial.

 

Matéria de Assessoria

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PROCESSO400-07.2016.8.10.0064 (4032016)

Chaguinhas solicita instalação de sinais em avenida

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Contribuir para a redução de acidentes no trânsito, no bairro Jardim América, é o objetivo da proposta apresentada pelo vereador Francisco Chaguinhas (PSB), no plenário da Câmara Municipal de São Luís. O vereador solicita ao prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que sejam instalados redutores de velocidade e sinalizações vertical e horizontal na Avenida Principal do Jardim América.

O vereador argumenta que devido ao fluxo de veículos são necessárias as instalações de indicadores de sinais de trânsito para disciplinar o tráfego de veículos na avenida, a fim de evitar que continuem a acontecer acidentes, principalmente com condutores de motocicletas.

A solicitação do Francisco Chaguinhas é para que o prefeito autorize o secretário Municipal de Trânsito e Transportes, Canindé Barros, a instalar, com maior brevidade, as sinalizações horizontal e vertical e a construção de redutores de velocidade na avenida.

O parlamentar reivindica, ainda, que além do sistema de sinalização a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) disponibilize um agente de trânsito na avenida, de caráter permanente para controle do tráfego.

CONSTRUÇÃO DE PONTE

O vereador Francisco chaguinhas solicitou também a administração municipal a construção de uma ponte sobre o canal que separa as duas comunidades para melhorar o acesso entre os bairros da Forquilha e o Parque Sabiá.

 O vereador sugere que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior autorize o secretário Municipal de Obras e Serviços, Antônio Araújo, a construir uma ponte de concreto sobre o canal da Rua 11 para melhorar o acesso.

O vereador recomenda, em sua proposta, que o prefeito de São Luís determine que a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) execute a obra em regime prioritário e de urgência.

 

Texto: Adenis Mathias

 

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PROCESSO400-07.2016.8.10.0064 (4032016)

Praça do Jegue, na Camboa será revitalizada

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Foi aprovado por unanimidade na sessão desta terça-feira (9), o Requerimento 289/15 do vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB), que solicitou à Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo (Semurh), a reforma e revitalização da chamada “Praça do Jegue“, situada no canteiro central da Avenida José Sarney, no bairro Camboa.

“Reiteramos hoje (9) o mesmo pedido feito em 2013. É de extrema importância para nossa cidade, transformar aquele espaço em uma área de lazer, especialmente para os carroceiros a destinação de uma área para recolher os animais de forma adequada” – explicou o vereador Petebista.

O pedido do vereador seguirá por meio de ofício à Semurh. “Acompanharemos essa solicitação com especial atenção por entendermos que aquela praça pode e deve servir necessariamente para o uso de toda população” – finalizou Pedro Lucas.

Texto: Igor Almeida

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PROCESSO400-07.2016.8.10.0064 (4032016)

 

Bequimão/MA: “Tem Estrela que brilha desde 1984”

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Um registro do que há de mais autêntico no sotaque de orquestra: os metais solam em todas as toadas, mostrando a sonoridade registrada nas décadas de 1980 e 1990. Essa é a essência do álbum “31 anos de tradição”, o oitavo registro fonográfico do bumba meu boi Estrela de Bequimão, grupo do município homônimo, que fica a 54 km de São Luís.

O grupo, que gravou três LPs e está no quinto CD, traz neste álbum a participação especial do cantor Alê Muniz. “Já tenho uma relação legal com o boi de Bequimão, a família da Luciana (Simões, cantora e esposa de Alê), é de lá e é muito envolvida com as coisas do boi. Então, me senti em casa e fiquei muito feliz com o convite porque gosto de cultura popular, sou envolvido, participo”, diz Alê Muniz, que foi convidado para cantar a toada “Joia Rara”, do compositor bequimãoense Nonatinho.

Para Tonho Lemos Martins, um dos diretores do Boi Estrela de Bequimão, o CD é uma reafirmação da identidade do grupo. “Temos o cuidado de nos policiar, pelo que vem acontecendo com outras brincadeiras, que muitas vezes, sem perceber, acabam perdendo a sua identidade”, ressalta Tonho Martins.

A resistência do grupo para se manter próximo ao seu estilo original também se reflete na manutenção do cordão de fitas, cada vez menos presente nos bois de orquestra, e em indumentárias sem muito luxo para índias e vaqueiros – sem comprometer a beleza e a criatividade dos brincantes, que se transformam em artesãos para bordar suas próprias roupas.

“Para muitos grupos (de bumba meu boi do sotaque de orquestra), estas mudanças nada mais são que a modernização da brincadeira e eles até desejam acompanhar estas mudanças, mas vejo isso com muita tristeza, pois gosto do tradicional”, diz Alê Muniz.

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TOADAS

O boi de Bequimão traz nas letras das toadas as temáticas da fé religiosa, o amor, a cultura do seu povo e a própria lenda que deu origem ao auto do boi. No CD “31 anos de tradição”, os compositores e cantadores Germano, Lucas Gomes, Luís, Germaninho, Dico e Nonatinho se dividem em 12 faixas inéditas, entre elas “Chegou Boi”, “Lindos Canários”, “Proteção Divina” e “Melhor da Baixada”, única que já foi executada nos arraiais.

Os músicos experientes precisaram de três finais de semana seguidos de ensaio para entrar em estúdio e gravar o CD em apenas dois dias. O cantor Alê Muniz se juntou ao batalhão, aceitando prontamente o convite da direção da brincadeira. “Nós recebemos um presente do Alê Muniz, que fez uma participação especial, interpretando a toada ‘Joia Rara’, do compositor bequimãoense Nonatinho”, relembra Tonho.

O ensaio dos músicos durou três semanas, mas para índias e vaqueiros campeadores a preparação começou bem antes, ainda no mês de fevereiro. É o tempo necessário para que as coreografias estejam bem sincronizadas para a principal festa da cultura maranhense. “Por já ter 31 anos, o Boi Estrela de Bequimão se inseriu no folclore maranhense como um dos pilares do bumba meu boi de orquestra tradicional. Da Baixada e Litoral Ocidental, foi o primeiro”, garante, orgulhoso, o diretor da brincadeira.

TEMPORADA

Para a temporada junina de 2015, o grupo vem com cerca de 80 componentes, entre músicos, índias, vaqueiros, caboclos de fita e os personagens do auto do boi (miolo do boi, pai Francisco e Catirina). Com tantos brincantes, o Boi Estrela enfrenta dificuldades comuns a outros grupos, pelo alto custo com transporte, alimentação e cachê de músicos. “A despesa é muito grande. Bumba boi é pra quem gosta. A gente não tem retorno financeiro, pelo contrário. É pra quem gosta”, reforça Tonho Martins. Outra dificuldade apontada pelo diretor é a desvalorização dos grupos que se mantêm mais autênticos ao sotaque de orquestra. Ele considera que, principalmente em São Luís, essas brincadeiras têm perdido espaço.

Mas para quem quiser prestigiar o bumba meu boi Estrela de Bequimão nos arraiais da Ilha, o diretor avisa que o grupo fará apresentações entre os dias 26 e 29 de junho, em locais ainda a serem definidos pela Fundação Municipal de Cultura (Func).

HISTÓRIA

Fundado em 1984, o bumba meu boi Estrela de Bequimão foi pioneiro na Baixada e Litoral Ocidental maranhense no sotaque de orquestra. O pai do atual diretor, Tonho Martins, chamou para uma reunião os amigos Lucas Gomes, Paulo Campos, Valber Almeida (Vadico), João Almeida (Joca Mucura), Denilson Martins, Antonio Inácio Rodrigues e Raimundo João Macedo. Era um grupo que já montava nos carnavais o bloco tradicional “Estrela do Samba”.

A ideia, então, era criar uma brincadeira para o período junino, que sempre foi marcado por festejos animados no município de Bequimão. No início, eram reaproveitadas as fantasias do Carnaval. As melhorias foram surgindo da maneira como acontece até hoje, segundo os organizadores, com a ajuda da comunidade, de alguns parceiros e com a proteção divina.

SAIBA MAIS

– O Boi Estrela de Bequimão tem 80 componentes, dentre os quais 90% são radicados e naturais do município de Bequimão.

– O município de Bequimão tem uma Escola de Música, onde são formados músicos que compõem a orquestra do boi.

– Todas as toadas são compostas e interpretadas pelos artistas da terra.

-A orquestra do bumba meu boi Estrela de Bequimão é composta por banjo, trompetes, trombones, tambor-onça, zabumba, tamborim e agogô. Personagens como vaqueiros, índias, cordão com grinaldas (chapéus de fitas), miolos, burrinha, Pai Francisco, Catirina e Pajé compõem o boi.

DISCOGRAFIA

– 3 LPs (1991; 1992; 1993)

– 5 CDs (2000 “Coletânea”; 2004; 2005; 2006; 2008; 2015)

OESTADO/MA

 

A picaretagem no jornalismo maranhense

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DINDIN

Apesar da recente publicação questionando a postura da OAB, acerca da cobrança para aquisição do crachá de acesso ao fórum de São Luís, num ponto específico, ou seja, na defesa da prerrogativa do advogado, em não dividir espaço no mercado de trabalho com aqueles desabilitados, não posso deixar de externar a admiração que nutro pela entidade, orgulho, que, infelizmente, não tenho enquanto jornalista.

Como profissional da imprensa, por conta de um preceito constitucional, sou obrigada a conviver, rotineiramente, com forasteiros despreparados, e sem a devida cognição acadêmica, o que, no mínimo, implica ignorância aos princípios e fundamentos que consubstanciam a Comunicação Social, enquanto ciência responsável pelo estudo dos meios de comunicação de massa.

Hoje, eu e os meus verdadeiros colegas, infelizmente, dividimos espaço com picaretas, que ainda se intitulam “profissionais”, sem nem ao menos saber o real significado da expressão utilizada. Refiro-me aquela meia dúzia de canalhas que além da falta do conhecimento acadêmico, não possuem o padrão ético-moral indispensável aos formadores de opinião.

Criaturas desonestas que desvirtuam a essência do jornalismo, utilizando o ofício, apenas, para se beneficiar, abrindo empresas e transformando-se em prestadores de serviço junto à administração pública. Trapaceiros desprezíveis que se intitulam os “arautos da moralidade”, no entanto, na prática, são piores que os “batedores de carteira”, aqueles que abordam o cidadão e utilizam a clássica frase, “mãos ao alto”.

Impostores que não são o que aparentam quando estão diante de um microfone ou de uma câmera de televisão, pois, na essência, são propineiros, que usam o poder da mídia, assim como aqueles que criticam, para abarrotar o bolso com o dinheiro saqueado do erário público.

Seres hipócritas que falam em dignidade, honestidade e decência, mas que ao vislumbrar a aquisição de um carro do ano, uma casa bem localizada, e uma vida de alto padrão, esquecem que essas conquistas devem advir da combinação competência x trabalho, e não do mau-caratismo.

Indivíduos baixos, sem escrúpulos, senso crítico e nem vergonha na cara, que muitas vezes batem no peito se achando “os caras”, dizendo que fazem e acontecem, porém ao virar a esquina ou passar por um corredor de um órgão público, são taxados como bandidos, pilantras e escroques, e o que é pior, ainda vislumbram com naturalidade tais adjetivações.

Embusteiros que enquanto estão sendo pagos, alguns a peso de ouro, se fazem de cegos, surdos e mudos, entretanto, tão logo deixam de receber o faz me ri, ainda se acham moralmente capazes de tecer criticas ao outrora patrão.

É, lamentavelmente, precisamos reconhecer a dificuldade da nossa entidade classista em nos proteger da convivência com esse tipo de “profissional mela mão”, nos obrigando a projetar nosso olhar, às vezes, para o chão, visto que, quando somos atacados, temos o dever de nos defender.  Fora isso o melhor é seguir o conselho da colega Katia Persovisan, não devendo olhar muito para baixo, haja vista que existem certas pedras que nos impedem de olhar o brilho do sol.

Mas antes de finalizar, muito embora esteja tecendo duas críticas aos intrusos, aqueles que não tiveram competência para ladrilhar o caminho correto, não poderia deixar de referendar e, ainda, externar, o meu respeito às exceções, digo, a alguns dos ícones de nossa profissão, que mesmo sem a formação acadêmica, muitas contribuições deixaram ao jornalismo brasileiro e maranhense. Isso foi possível, acredito, pela profunda convivência com textos de qualidade, associado ao balizamento de suas práticas profissionais em consistentes princípios éticos, alicerçado, acima de tudo, por valores como dignidade, caráter e respeito mútuo ao próximo.

 

Autor: Itamargarethe Corrêa Lima (Jornalista, advogada e pós-graduanda em Direito Tributário)

 

 

 

 

Prefeito de Anajatuba é denunciado por suspeita de fraude

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O prefeito de Anajatuba – Helder Lopes Aragão (PMDB), que desde o mês de novembro de 2014, encontra-se envolto em um turbilhão de denúncias de fraude em licitação e desvio de milhões e milhões de verbas da saúde e educação do fundo municipal, volta a baila, desta feita, denunciado, sucessivamente, por crimes de fraude processual e uso do documento falso.

As ações de nº 14121/2015 e 17545/2015, que tramitam na 3ª e 5ª Vara Criminal da Comarca de São Luís, respectivamente, tem como autora a Seguradora Líder. Além do prefeito, na condição de advogado, a possível vítima e outro causídico, foram denunciados por conta de um pagamento de mais de R$ 17 mil reais do Seguro DPVAT, quantia que já se encontra depositada em juízo.

Embora estivesse tramitando no juízo de primeiro grau, em razão do foro privilegiado de Hélder, os processos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça. De acordo com informações da seguradora, Helder está habilitado no processo para atuar como representante da vítima, muito embora o inciso I, do art. 28, da Lei 8.906/94 vede.

O prefeito, ainda segundo a parte autora, estaria sendo investigado pelos órgãos de repressão criminal, em mais de uma dezena de processos fraudulentos do seguro DPVAT. No processo que apura o crime de uso de documento falso, a seguradora questiona a autenticidade dos documentos, como exame de corpo de delito, boletim de ocorrência nº 212, registrado no dia 14.10.2010, relatório de atendimento médico e procuração, não autênticos, apresentados pelo prefeito/advogado, e que são essenciais para a liberação do pagamento do seguro.

Já na fraude processual, o fato de Helder está habilitado para atuar em um processo, mesmo estando legalmente suspenso de exercer a advocacia, por conta do cargo público, acarretou na denúncia feita pelo órgão ministerial e acatada pelo poder judiciário. As duas ações deverão ser distribuídas a um desembargador relator nos próximos dias.

Texto: Itamargarethe Corrêa