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NOTÍCIAS

Governo Flávio Dino manda derrubar cercas de arame irregulares nos campos da baixada maranhense

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Na semana em que o mundo celebra o Dia Internacional da Água, o Governo do Maranhão realiza mais uma etapa da operação que assegura o livre acesso de comunidades tradicionais ao bem mais precioso do planeta, a água. A Operação Baixada Livre, que durante toda a semana libertou os campos da baixada maranhense dos cercamentos ilegais, devolveu às comunidades do município de Matinha o acesso aos campos inundáveis da baixada, principal fonte de vida da região.

A operação, coordenada pelas secretarias de estado do Meio Ambiente (Sema), Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Agricultura Familiar (SAF), Igualdade Racial (Seir), Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), Batalhão de Bombeiros Ambiental (BBA), Policia Militar, Policia Civil, com o apoio da Cemar, retirou o total de 21,4km de cercas e aplicou 11 autuações, no território que compreende 1.600 hectares de terras, localizados em SesMaria do Jardim, composto pelas comunidades quilombolas de Bom Jesus, Patos e São Caetano.

A atividade teve caráter fiscalizador e também educativo, pois durante a operação foram feitos todos os procedimentos legais de notificação, autuação e também orientação dos proprietários de terras nas regiões próximas aos campos inundáveis, que embora façam parte do território de propriedade desses fazendeiros, permanecem sob proteção do estado, por meio do Decreto Estadual n º 11.900 de junho de 1991, que criou a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baixada Maranhense.

“A utilização de cercas em áreas inundáveis, sobretudo as cercas com eletrificação, são de uso proibido conforme o novo código florestal. Através da lei federal nº 12.651 de 25 de maio de 2012, fica previsto pela que em áreas de preservação permanente a manutenção do perímetro mínimo de proteção seja de pelo menos 30 metros. Por isso a SEMA realizou os procedimentos administrativos como autos de infração e apreensão dos materiais que são usados nas práticas dos ilícitos ambientais. Os proprietários autuados tem o prazo legal de 20 dias para se defender e caso isso não ocorra, vão responder por uso de área indevida conforme a legislação ambiental”, esclarece o Superintendente de Fiscalização da Sema, Fábio Henrique Sousa.

Para o Secretário Adjunto dos Direitos Humanos da Sedihpop, Jonata Galvão, a privação do uso da água às comunidades tradicionais interfere diretamente no seu modo de vida. “As comunidades tradicionais têm uma relação com a água, especialmente nos campos da baixada, que significam a vida, o trabalho, lazer, significa seu moo de vida. Garantir esse acesso é garantir que as pessoas tenham vida digna. A água não pode ser propriedade de ninguém, ela é pública, é de utilidade para todas as pessoas, especialmente para aquelas que dependem desse recurso hídrico para sua sobrevivência, sua cultura e também para seu modo tradicional de viver.”, ressalta o secretário.

Em 1991 a Organização das Nações Unidas divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água como forma de promover a reflexão acerca da importância da preservação dos recursos hídricos do planeta, bem como a sua utilização de forma racional. Em seu primeiro artigo a Declaração define a água como um patrimônio universal e em seu artigo oitavo, que a utilização desse recurso implica respeito à lei, pois o equilíbrio do nosso planeta depende da preservação da água e de seus ciclos.

O Secretário de Estado de Igualdade Racial, Gerson Pinheiro, afirma que a atividade do estado durante essa semana é um marco para a preservação da vida e da natureza no Maranhão. “É de fundamental importância que no dia mundial da água o estado do maranhão esteja fazendo essa ação, onde está se retirando as cercas e arames eletrificados dos campos naturais da baixada maranhense, principalmente essa ação que é feita no território de SesMaria dos Jardins, onde as comunidades quilombolas tinham sido impedidas de ter acesso a água e aos recursos dos campos naturais. Água não pode ser cercada, a água deve ser livre para a utilização da comunidade”, avaliou.

 

Possíveis sites falsos podem está usando as Casas Bahia para dar calotes em consumidores com falsas promoções de celulares

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Na internet tem gente para qualquer coisa. Desde cedo o Facebook está enviando uma promoção de celulares Sansumg j7 com um preço quase 50% mais barato que no site oficial das lojas Casas Bahia. O preço é animador, mas algo estranho pode acontecer caso algum cliente desinformado faça compra nesse tal site.  O site oficial das Casas Bahia é www.casasbahia.com.b. Já um dos sites falsos é indiretonareavalia.com.br/bahea.

A farsa é tão bem feita que muita gente nos comentários da página acaba se animando e marcando muitos amigos. O anúncio é patrocinado e por esse motivo o Facebook joga para todo mundo que tem sua página pessoal. No link do anúncio aprece uma página falsa do site das lojas Casas Bahia, que é direcionada para uma outra janela. Um outro site mostra promoções ainda menores quase 60% que no site oficial da loja, como este ambienteseguromensal.com.br. Todos os sites são estranhos e desconhecidos.

Além desses sites citados outros também aparecem nas páginas do Facebook, e como existe muita gente desavisada nas redes sociais, é necessário as lojas Casas Bahia se manifestar sobre o caso e divulgar nota em todos os veículos de comunicação para que seus clientes possam ser avisados de uma possível fraude na internet. O site oficial é diferente e os preços dos celulares também.

Ao tentar comprar o aparelho de celular no possível site falso  o cliente é direcionado para uma outra aba que aparece falsa. Se for para comprar no boleto e receber o celular na loja na página aparece erro. Já quando é para comprar no cartão, abre-se outra aba, que pode levar ao prejuízo.

Aguardamos um parecer das lojas Casas Bahia sobre a denúncia principalmente para os leitores deste Portal de Notícias.

 

Troca-troca na Agência Metropolitana: sai Pedro Lucas e entra Lívio Corrêa

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O vereador de São Luís, Pedro Lucas Fernandes (PTB) deixa o cargo de presidente da Agência Metropolitana. O jovem parlamentar assumiu a pasta dia 2 de março de 2017 e realizou grandes ações que vão desenvolver a Região Metropolitana da capital. Após 395 dias no comando da Presidência da Agência Metropolitana (AGEM), Pedro Lucas volta a assumir a cadeira de vereador de São Luís.

No total, 13 cidades integram a Região Metropolitana da Grande São Luís: Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Presidente Juscelino, Paço do Lumiar, Raposa, Rosário, Santa Rita, São José de Ribamar e São Luís. Mais de 1,6 milhão de pessoas estão na região, que assegura quase 40% do PIB do Estado. Durante esse período Pedro Lucas realizou seminários que debateram a metropolização da Ilha.

Pedro Lucas Fernandes (PTB), deixa o comando da AGEM para disputar uma vaga de deputado na Câmara Federal no pleito de outubro próximo. Quem assume a pasta é o atual diretor de projetos da instituição, Lívio Correa. Esta é mais uma mudança anunciada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), nas redes sociais.

O deputado federal Pedro Fernandes (PBT), pai de Pedro Lucas, anunciou recentemente que não vai tentar reeleger-se pois irá dedicar-se à carreira política do filho.

A posse dos novos secretários está marcada para esta segunda-feira (2). Pedro Lucas também deve assumir sua cadeira de vereador nesta segunda-feira (2) no Plenário Simão Estádio da Silveira.

Prefeitura de São Luís prorroga prazo de adesão ao Refaz até 30 de abril

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A Prefeitura de São Luís, por meio do Decreto n° 50.601 de 26 de março de 2018, autorizou a prorrogação do período de adesão ao Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Municipal de São Luís (Refaz), até 30 de abril. Assim, os contribuintes têm até o fim do próximo mês para buscar um dos postos de atendimento da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) e solicitar sua adesão.

O programa tem como o objetivo dar aos contribuintes em débito com o fisco, a oportunidade de quitar dívidas de natureza tributária e não tributária com descontos de até 100% nos juros e multas e facilidade no parcelamento, que pode ser feito em até 48 vezes, com abatimentos proporcionais.

Para o titular da Semfaz, Délcio Rodrigues, o programa trouxe resultados muito positivos para o município e para o contribuinte. Em pouco mais de um ano de vigência, mais de 22 mil contribuintes assinaram sua adesão ao Refaz. “Os resultados obtidos durante o primeiro ano de vigência confirmam o quanto este é um instrumento de renegociação de dívidas assertivo para a municipalidade”, assegurou o secretário.

O Refaz contribuiu no aumento da arrecadação municipal e na diminuição da inadimplência com o fisco. Com o total arrecadado, a gestão municipal investe em ações em todas as áreas a exemplo da educação, saúde, infraestrutura, implantação de Ecopontos, entre outras ações. Os descontos vão de 100% a 10% e o parcelamento pode ser feito em até 48 vezes, dependendo da forma de negociação escolhida.

PARCELAMENTO

Com o Refaz, o contribuinte tem facilidade no parcelamento de suas dívidas, além de vários postos de atendimento distribuídos em São Luís. “Vim até a secretaria para realizar um pagamento e soube do programa. Aderi e consegui desconto de 100% nos juros e multas da minha dívida”, afirmou o corretor de imóveis Alessandro Nogueira.

O caso se repetiu com o empresário Tadeu Ribeiro que, para dar continuidade ao seu negócio, aderiu ao Refaz, quitou todas as suas dívidas com o fisco para, então, poder atuar legalmente. “Fechei a minha loja após contrair muitas dívidas, mas me organizei para voltar e gostei muito de saber que ainda poderia aderir ao Refaz. O programa é uma boa oportunidade para todos nós”, explicou o empresário.

Todos os impostos municipais, com ressalvas somente para o IPTU 2017 – que não entrou no pacote de tributos que são negociados através do Refaz, podem ser negociados com o programa. Para aderir ao Refaz, o contribuinte com débito com o fisco tem até o dia 30 de abril para procurar um dos postos de atendimento da Semfaz, localizados na sede do órgão – Avenida Kennedy, n° 1455, Bairro de Fátima; no posto do Viva (antigo Casino Maranhense) – Avenida Beira Mar, S/N, ou na Procuradoria Fiscal (direcionado aos cidadãos com débitos já inscritos em dívida ativa).

 

Secretaria de Segurança do Maranhão divulga nota sobre acidente aéreo que deixou 4 pessoas mortas

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A Secretaria de Segurança do Estado do Maranhão (SSPMA) divulgou no início da noite deste domingo (1) uma nota sobre o acidente aéreo que deixou 4 pessoas mortas na Região do Munin. De acordo a nota, três médicos e um policial morreram na tragédia. Após muitos factoides espalhados na internet através das redes sociais, a população vai ficar informada através de nota oficial.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que na tarde deste domingo (1), o helicóptero – modelo Robson 44, prefixo PP- WRV- caiu em uma fazenda localizada entre os povoados Miritil e Lentel, próximo ao município de Rosário.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, uma ambulância e um caminhão de combate a incêndio foram mobilizados para a operação de resgate das quatro vítimas que estavam presas nas ferragens da aeronave.

Os passageiros José Cleber Luz Araújo, Jonas Eloi da Luz, Rodrigo Capobiongo Braga, e o piloto, o policial civil Alfredo Oliveira Barbosa Neto, morreram no acidente. As investigações ficarão sob a responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronautica.

Att: SSPMA

Livro conta as origens do bairro Anjo da Guarda, nome presente na obra “O mulato”, de Aluísio Azevedo

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O jornalista e escritor Herbert de Jesus Santos vai fazer o relançamento da obra “Um Terço de Memória, Entre Anjo da Guarda e Capela de Onça, e os Heróis do Boi de Ouro (A História de Fato e de Direito do Bairro Anjo da Guarda)”, dia 28 (quarta-feira), 18 horas, no teatro Itapicuraíba.

Prestes a completar 49 anos de existência, o bairro do Anjo da Guarda é conhecido notoriamente pelo espetáculo ao ar livre da Via Sacra. Hoje com mais de 300 mil habitantes, e apesar dos percalços de infraestrutura e mobilidade urbana, o bairro é palco de grandes manifestações culturais e religiosas. Mas você sabe como o Anjo da Guarda surgiu? A história envolve, infelizmente, perdas. Mas também muita irmandade.

Início da ocupação do Anjo da Guarda

Origem 

Tudo começou depois de uma grande tragédia. No dia 14 de outubro de 1968, o bairro do Goiabal foi vítima de um incêndio até hoje não elucidado. Uns acreditam que foi provocado por fogos de artificio, outros por uma lamparina – tem até quem diga que foi por causa de um simples pescador que assava peixe na beira do rio. Mas, o que se sabe de fatos concretos e não de suposições, é que houve um grande incêndio no Goiabal, com uma mistura de casas em chamas, corpos queimados, lama de mangue e o desespero das pessoas, tornando o quadro ainda mais dramático. Ao todo, 78 casas ficaram completamente destruídas, deixando cerca de 100 famílias desabrigadas, conforme dados da Comissão Estadual de Transferência de População (Cetrap).

Solidariedade

Foi então que se instalou um sentimento de solidariedade e comoção não apenas pelos povoados próximos, mas também por parte do poder público, da igreja, da Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (Caema) e até da antiga Telecomunicações do Maranhão (Telma). Os desabrigados foram remanejados para a localidade conhecida por Itapicuraíba, onde receberam roupas, alimento e cobertores. Com o passar do tempo, a localidade, que havia sido rebatizada de Vila Anjo da Guarda, passou a ser conhecida por bairro Anjo da Guarda, devido a seu crescimento repentino.

O escritor Aluísio Azevedo, na obra “O mulato”, que dá início ao Naturalismo na Literatura brasileira, descreve um sítio homônimo denominado “Anjo da Guarda”:

“Fazia preguiça estar ali. A viração do Bacanga refrescava o ar da varanda e dava ao ambiente um tom morno e aprazível. Havia a quietação dos dias inúteis, uma vontade lassa de fechar os olhos e esticar as pernas. Lá defronte, nas margens opostas do rio, a silenciosa vegetação do Anjo da Guarda estava a provocar boas sestas sobre o capim, debaixo das mangueiras; as árvores pareciam abrir de longe os braços, chamando a gente para a calma tepidez das suas sombras.”

SERVIÇO

Texto de Herbert de Jesus Santos, com adaptações do blog.

Imagens enviadas por Herbert de Jesus Santos.

Do Blogue de Ed Wilson Araújo

Rádio de alto-falante e o futebol nas memórias de Itapecuru-Mirim

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Publico hoje a crônica do economista Josemar Sousa Lima, que nos presenteia com um saboroso texto sobre a Voz Paroquial São Benedito, uma rádio de alto- falante que anunciava um clássico do futebol em Itapecuru-Mirim. O texto memorável passeia por vários personagens da cidade e conta um importante capítulo da comunicação popular que ainda hoje pulsa no Maranhão. Embora estejamos na era digital, persistem rádios de alto-falante e com caixas de som nos postes – as emissoras a cabo, a exemplo da Rádio Realidade, no bairro Santa Clara, em São Luís.
Veja abaixo o texto integral de Josemar Sousa Lima, publicado inicialmente pelo autor em uma rede social. As imagens foram postadas pelo autor, com créditos para o acervo do jornalista itapecuruense Benedito Buzar.
UM JOGO DE FUTEBOL

Josemar Sousa Lima

A Voz Paroquial São Benedito, que tinha seus estúdios instalados na Igreja Matriz, anunciou em uma de suas edições noturnas, com a voz impostada de seu locutor oficial, Marcelino Nogueira Filho, vulgo “Rim de Égua”, o seguinte reclame, como eram chamadas as propagandas naquele tempo:

“Atenção aficionados do futebol! Não deixem de assistir no próximo domingo, no Campo do Renner, ao grande encontro futebolístico entre a Seleção de Itapecuru Mirim e a Seleção de Ipixuna”.

Eu, sentado na calçada da residência do senhor José Januário, uma quitanda de secos e molhados, localizada da antiga Rua da Boiada, bem do lado de minha casa, ouvia a notícia com grande interesse, pois já tinha visto falar antes nesse grande confronto, onde o time itapecuruense ia tentar vingar-se de uma goleada sofrida recentemente da seleção do atual município de São Luiz Gonzaga, próximo a Bacabal, antes conhecido como Ipixuna.

Tinha eu aproximadamente doze anos e trabalhava como “caixeiro” na quitanda do citado senhor José Januário e Dona Chiquinha, durante todas as manhãs, de segunda a sábado, e já tinha até pedido um vale para pagar o ingresso, muito embora tenha sido aconselhado pelo amigo “Zé Diabo” a “varar”, ou seja, entrar sem pagar, contornando a cerca de madeira e, disfarçadamente, aproveitando o matagal ao fundo, juntar-se aos distraídos espectadores.

Era assim que fazíamos nos circos, onde era muito mais difícil e, ainda, corríamos o risco de sair puxado pelas orelhas sob os gritos de “varou”! “varou”!

Eu não quis correr o risco até porque a menina que eu queria namorar, colega de turma no Grupo Escolar Gomes de Sousa, morava ali pertinho. E se ela visse?

Nessa época existiam na cidade apenas duas praças esportivas, chamadas não de estádios, como atualmente, mas de “campos” – o Campo do Itapemirim, metade grama, metade areia; ali para o lado da Construpan, e o Campo do Renner, assim mesmo com dois “enes”, localizado no caminho grande, um pouco antes de onde é o estádio atual, palco escolhido para a grande batalha programada para o domingo que se avizinhava.

Eu nunca fui um craque, mas já nesse tempo jogava no time da Rua da Boiada que tinha como rival mortal o time da Rua da Bica. Minha posição era a menos disputada – eu era goleiro!

Na cidade existiam dois times grandes – O Náutico Esporte Clube, que ostentava um dos uniformes mais lindos que já vi, nas cores auriazul (um amarelo- ouro, com uma listra larga e horizontal azul-marinho à altura do peito); e o Renner Futebol Clube, este com camisas brancas e uma listra diagonal verde-folha que se estendia do ombro à cintura, que lembrava muito no formato o atual uniforme do Vasco da Gama.

O Náutico Esporte Clube tinha sua sede na casa de Dona Graciete Cassas, talvez porque um de seus craques, o ponta esquerda Leônidas, era seu esposo. A sede do Renner Esporte Clube eu não consigo lembrar agora. Nem sei se tinha, na verdade, sede esportiva, mesmo improvisada.

Ouvindo craques da época cheguei à conclusão que a origem no nome Náutico Esporte Clube advém do clube homônimo do futebol pernambucano que se popularizou aqui graças a grande penetração da Rádio Clube de Pernambuco, cujo sinal chegava por aqui com muita potência e qualidade e era captado à noite, quando tinha energia, pelos poucos aparelhos de rádio AM existentes na cidade.

Já o Renner Futebol Clube tem uma origem mais intelectualizada, pois a palavra tem raiz germânica e significa “Mensageiro a Cavalo” ou “Corredor”, com estreita ligação com a arte guerreira, a exemplo do Arsenal Futbool Club, esquadrão inglês. Deve ter sido encomendada a algum dos vários letrados da cidade.

Chegou, enfim, o grande dia da batalha final. Logo depois do almoço vesti minha camisa branca de farda, que tinha as letras “GS” bordadas em azul-marinho na parte superior do bolso esquerdo, e uma calça curta de mescla azul – minha melhor indumentária – e sai rumo ao campo!

Segui pela Rua da Boiada com destino ao Caminho Grande e logo à frente, depois do então Armazém Santo Expedito, maior comercio da cidade, de propriedade do saudoso senhor Raimundo Sousa, local onde hoje fica a Creche Municipal, encontrei a turma do time da Rua da Boiada, que vinha em sentido inverso, e todos seus integrantes com as mãos e os bolsos cheios de chupas de laranja destinadas a recepcionar o caminhão de carroceria aberta que trazia a delegação visitante. Sempre era assim!

Juntei-me a eles e ficamos debaixo das mangueiras, logo no início do Caminho Grande onde, posteriormente foi construída uma praça, preparados o para o ataque que não se demorou para ser iniciado.

Foi só o caminhão aparecer que o bombardeiro implacável se iniciou com uma gritaria ensurdecedora, como um ataque de índios. Seguimos o caminhão até à entrada do campo e lá nos dispersamos. Uma parte entrou pelo portão do campo, pagando sua entrada e outra direcionou-se para um caminho alternativo, rumo à então olaria do senhor Venâncio, para iniciar as estratégias de entrar desapercebida pelo matagal existente na parte posterior campo.

Os expectadores se aglomeravam na parte frontal da praça esportiva, num espaço entre as cercas dos quintais das residências localizadas em frente ao campo e a beira do gramado. Ali existiam algumas amendoeiras que aliviavam do sol escaldante daquele domingo de agosto.

Os jogadores iam chegado isoladamente, sendo que a maioria vinha de bicicleta, alguns já devidamente equipados e outros que se vestiam ali mesmo à beira do gramado. O time adversário já estava devidamente preparado e, por segurança, se postou na parte oposta do campo, logicamente longe da torcida adversária.

O jogo estava prestes a começar e técnico da seleção de Itapecuru Mirim, Seu Emetério Silva, o barbeiro mais conceituado da cidade e pai de dois dos atletas da seleção – Leônidas e Manin, dava as últimas instruções táticas a seus pupilos.

Enquanto isso eu assistia a um desafio feito pelo Gavetão, irmão do Dico Pé de Gia, também jogador da seleção, que apostara com um amigo seu que conseguiria comer cinquenta pasteis de carne sem beber água. Ele já estava no trigésimo e de seus olhos brotavam lágrimas arrependidas, mas ele enfiando mais um pastel na boca, fazia gestos que ia conseguir chegar lá.

Ouvi dois silvos longos do apito do árbitro da partida e corri para posicionar-me melhor pois a partida ia começar.

Lembro de alguns jogadores da seleção de Itapecuru Mirim que, nessa ocasião usava o uniforme amarelo e azul do time do Náutico Esporte Clube.

O goleiro era “Lourival”, irmão do professor João da Cruz Silveira, que morava no Rio de Janeiro e passava férias na sua cidade natal. Fez defesas memoráveis nesse jogo, inclusive defendendo uma bola quase indefensável chutada por um jogador adversário que tinha o sugestivo apelido de “canhão”.

Na defesa lembro do famoso beque central “Belisca”, um zagueiro respeitado em toda região, que mesmo com a sua baixa estatura era uma barreira quase intransponível para os atacantes contrários. “Manin”, pai do nosso amigo José Augusto Silva, atuava na lateral esquerda. Era dotado de uma técnica apurada e realizava quase sempre preciosas assistências para seu irmão Leônidas, pela esquerda. Completava a defesa, o lateral esquerdo “Nogueira”, que não tinha lá muitos dotes técnicos, mas funcionava como um verdadeiro espanador na proteção de sua área e compensava a baixa estatura do seu companheiro Belisca.

No meio campo, um outro irmão do professor João da Cruz da Silveira, o “Zé Baiano”, um homenzarrão de quase dois metros, que não levava desaforo pra casa e quando errava a bola tirava o jogador adversário de campo. Nesse jogo dois saíram nessas condições e tiveram que ser substituídos. Do seu lado direito um jogador magérrimo e muito alto, exímio cabeceador, conhecido como “Seu Vá” e, do lado esquerdo, atuava um jogador de pernas tortas apelidado de “Pé de Gia”, completando o meio de campo.

No ataque da seleção itapecuruense, lembro bem do “Leônidas”, ponta esquerda, que, com as devidas vênias, lembrava muito o Zagalo da seleção brasileira e, pela ponta esquerda atuava “Zé Araújo”, irmão do Belisca, famoso por seus potentes petardos que, em determinado jogo chutou uma bola tão forte que quebrou o travessão de madeira lavrada de uma das traves do campo, resvalou rumo à bandeirinha de corner e, literalmente, dobrou ao meio uma bandeja de flandres que um garoto usava para vender cocada.

Essa proeza é lembrada até hoje pelos desportistas daquela época e/ou seus descendentes. Ressalte-se que naquele tempo ainda não se usavam as “redes de malha” para reter as bolas que ultrapassam a linha fatal. No meio dos dois, como pivô, estava craque do time, um jogador fantástico chamado “Batatinha”, irmão do atual prefeito de Itapecuru Mirim, Miguel Lauande. Batatinha chegou inclusive a ser contratado pelo Maranhão Atlético Clube de São Luís, jogou algumas partidas, mas a saudade de sua terra natal e das peladas sem rigores técnicos não o deixaram seguir carreira.

Batatinha, nesse jogo, fez miséria; com seus dribles desconcertantes à lá Mané Garrincha. Entortava os defensores adversários de forma humilhante. Fez, inclusive, o único gol da partida, cobrando um pênalti que gerou reclamações e uma briga generalizada, onde até sobrou para o árbitro da partida, um senhor que morava na Trizidela e não tirava sua faca peixeira nem na hora de apitar as partidas. Era conhecido por não deixar os times de fora de Itapecuru Mirim sair com vitórias

Esse foi o jogo de minha vida, elevando-me da categoria de um jogador medíocre (mediano) para um patamar superior de eterno apaixonado pelo esporte bretão, como diriam os narradores e comentaristas esportivos de antigamente.

Passei, então, a acompanhar todos os jogos dos times de Itapecuru Mirim, mesmo quando jogavam fora da cidade e éramos chamados pelas torcidas adversárias de “Comedores de Vinagreira”, uma alusão à opulenta produção de verdura nas vazantes das margens do Rio Itapecuru, até quando tive a oportunidade de ver um jogo do Santos Futebol Clube, realizado no Estádio Nhozinho Santos, em São Luís, em uma noite mágica do dia 05 de novembro de 1967, com a participação do “Rei Pelé” & Companhia e cheguei ao céu do futebol.

Muitos desses artistas da bola, integrantes daquela seleção mágica, já não estão entre nós e eu os saúdo, vivos e mortos, em nome do craque Júlio Araújo, o Belisca, que continua firme e forte entre nós e horando a memória de todos os futebolistas itapecuruenses.

JOSEMAR SOUSA LIMA é economista, com especialização em Planejamento do Desenvolvimento Rural Sustentável e membro da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA.

 

Do Blogue do Ed Wilson

Rádio Educadora AM 560 é de fato e de direito a emissora oficial do povo de Deus

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Por Ed Wilson Araújo –  O programa “Trem das CEBs*”, apresentado todos os sábados à tarde, na rádio Educadora AM 560 Khz, fez hoje uma significativa demonstração sobre a convivência entre pessoas e práticas religiosas diferentes.

No estúdio, para dialogar sobre a Páscoa, estavam representantes do catolicismo, de religião de matriz africana e um pastor luterano. Todos expuseram seus pontos de vista sobre os sentidos da ressurreição de Jesus Cristo.

Apresentado por Cesar Soeiro, Ramon Alves e Neguinho, o “Trem das CEBs” promoveu um diálogo saudável, dando oportunidade para a audiência compreender a Páscoa e as interpretações de variadas concepções e práticas religiosas sobre esse tema celebrado em todo o mundo.

Em tempos de fundamentalismo político e religioso, a rádio Educadora AM, pertencente à Igreja Católica, deu uma significativa demonstração de tolerância, ecumenismo e respeito às diferenças.

O programa “Trem das CEBs” reforça o sentido pleno do rádio como uma plataforma de comunicação educativa.

Fica a sugestão para que o exemplo da Educadora AM seja seguido pelas emissoras controladas por evangélicos. A audiência ganha muito quando um tema religioso é abordado por padres, pastores e pais de santo em diálogo sobre fé e História, admitindo a diversidade.

O que é Comunidade Eclesial de Base

Segundo o site Vida Pastoral, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) surgiram no Brasil como um meio de evangelização que respondesse aos desafios de uma prática libertária no contexto sociopolítico dos anos da ditadura militar e, ao mesmo tempo, como uma forma de adequar as estruturas da Igreja às resoluções pastorais do Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965. Encontraram sua cidadania eclesial na feliz expressão do Cardeal Aloísio Lorscheider: “A CEB no Brasil é Igreja — um novo modo de ser Igreja”.

Imagem retirada deste site

Direitos humanos como pauta da mídia

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Por Sérgio Spagnuolo –  Goste-se ou não do humorista e apresentador Gregório Duvivier, vale a pena ver o programa Greg News de 23 de março, que busca desmistificar a Declaração Universal dos Direitos Humanos e desbancar falsas noções atribuídas a eles, como a de que “os direitos humanos” são para defender bandidos, seja por ignorância ou por má fé.

É sempre bem-vindo que a mídia televisiva tente abordar cada vez mais o tema, tal como fez o programa Fantástico do dia 18 de março, após o assassinado da vereadora carioca Marielle Franco, uma notável e valente defensora dos direitos humanos.

Mas, como estamos cansados de saber, simplificações às vezes podem se transformar em informações equivocadas, e tenho uma ressalva importante sobre uma afirmação feita no programa de Duvivier, a qual, a fim de fazer sentido do tema para uma parcela de céticos, reduziu substancialmente a formação do conceito moderno de direitos humanos.

No programa, ele disse que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi “escrita num processo liderado pelos EUA”, já que Eleanor Roosevelt era presidente da comissão. Tudo bem até aí. Problema foi o que disse depois (a partir de 16min 44s): “A DUDH é tão americana quanto um balde de frango frito.”

Essa informação não é verdade. A DUDH foi escrita por um comitê com representantes de nove países, incluindo URSS e Líbano, além do notável Peng Chun Chang, da China. Fazer a afirmação que ele fez é simplificar e ocidentalizar o conceito universal de direitos humanos.

A Declaração não representou uma obra de direita ou esquerda, capitalista ou comunista. Ela foi feita a partir de visões diferentes e plurais, à base de muito debate. Trata-se de um processo muito amplo, que durou 2 anos, e com resultado aceito pela comunidade internacional. (Nota: obviamente, não foi um processo infalível. O fato de Roosevelt ser a única mulher no grupo e a ausência de um representante do continente africano são algumas das principais falhas desse processo.)

O excelente livro “A World Made New”, que conta a história da criação da Declaração, mostra vários embates na Comissão sobre a variedade de conceitos a serem levados em conta para a redação final do texto – por exemplo, a primazia dos direitos do indivíduo sobre os da sociedade ou até mesmo alusões à Deus e à natureza.

Segundo o livro, dentre os pais da Declaração, além de Eleanor, quatro tiveram papéis cruciais: Peng-chun Chang (China), René Cassin (França), Charles Malik (Líbano) e Martin Heidegger, um acadêmico alemão que não era parte da Comissão, mas ajudou a desembaraçar a Declaração na ONU.

Ora, a principal orientação dos Estados Unidos no âmbito dos direitos humanos sempre foi relacionada primeiramente ao completo gozo dos direitos civis e políticos das pessoas, todo o resto seriam direitos menos urgentes, que poderiam ser alcançados com o tempo.

Enquanto isso, outros países (incluindo o Brasil) colocam direitos civis e políticos no mesmo pé de igualdade e urgência com direitos sociais, econômicos e culturais. Se fosse um documento “tão americano quanto um balde de frango frito”, decerto a Declaração Universal dos Direitos Humanos seria muito diferente.

O programa de Duvivier inegavelmente faz um bom trabalho para jogar luz no tema e em sua importância, mas talvez devesse ter considerado melhor a forma como esse resultado foi alcançado, para que o conceito de direitos humanos não seja meramente simplificado sob a ótica da moral ocidental.

 

AutorSérgio Spagnuolo é jornalista, editor e fundador da agência Volt Data Lab e mestre em relações internacionais e direitos humanos pela PUC-SP.

Praias de São Luís e Ribamar estão um verdadeiro “Merdelê”

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Todas as praias, de São Luís e São José de Ribamar, analisadas e divulgadas no último dia 28 de março de 2018, pelo Laboratório de Análises Ambientais (LAA) da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) foram consideradas impróprias para banho. Com as fortes chuvas que caem na Ilha de São Luís, o mar da capital e da cidade balneária estão um verdadeiro “Merdelê”.

As análises foram feitas entre os dias 25 de fevereiro e 25 de março. Ao todo, foram coletadas amostras de vinte e um pontos. Entre as praias, estão: Ponta D’areia, São Marcos, Calhau, Olho D’Água, praia do Meio e Araçagy. Nenhum dos pontos analisados pela Sema, foram considerados próprios para banho. Quem insistir em tomar banho nas praias da Ilha, pode pegar um picopil.

Com Informações do Blog Isaías Rocha

 

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