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Livro conta as origens do bairro Anjo da Guarda, nome presente na obra “O mulato”, de Aluísio Azevedo

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O jornalista e escritor Herbert de Jesus Santos vai fazer o relançamento da obra “Um Terço de Memória, Entre Anjo da Guarda e Capela de Onça, e os Heróis do Boi de Ouro (A História de Fato e de Direito do Bairro Anjo da Guarda)”, dia 28 (quarta-feira), 18 horas, no teatro Itapicuraíba.

Prestes a completar 49 anos de existência, o bairro do Anjo da Guarda é conhecido notoriamente pelo espetáculo ao ar livre da Via Sacra. Hoje com mais de 300 mil habitantes, e apesar dos percalços de infraestrutura e mobilidade urbana, o bairro é palco de grandes manifestações culturais e religiosas. Mas você sabe como o Anjo da Guarda surgiu? A história envolve, infelizmente, perdas. Mas também muita irmandade.

Início da ocupação do Anjo da Guarda

Origem 

Tudo começou depois de uma grande tragédia. No dia 14 de outubro de 1968, o bairro do Goiabal foi vítima de um incêndio até hoje não elucidado. Uns acreditam que foi provocado por fogos de artificio, outros por uma lamparina – tem até quem diga que foi por causa de um simples pescador que assava peixe na beira do rio. Mas, o que se sabe de fatos concretos e não de suposições, é que houve um grande incêndio no Goiabal, com uma mistura de casas em chamas, corpos queimados, lama de mangue e o desespero das pessoas, tornando o quadro ainda mais dramático. Ao todo, 78 casas ficaram completamente destruídas, deixando cerca de 100 famílias desabrigadas, conforme dados da Comissão Estadual de Transferência de População (Cetrap).

Solidariedade

Foi então que se instalou um sentimento de solidariedade e comoção não apenas pelos povoados próximos, mas também por parte do poder público, da igreja, da Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (Caema) e até da antiga Telecomunicações do Maranhão (Telma). Os desabrigados foram remanejados para a localidade conhecida por Itapicuraíba, onde receberam roupas, alimento e cobertores. Com o passar do tempo, a localidade, que havia sido rebatizada de Vila Anjo da Guarda, passou a ser conhecida por bairro Anjo da Guarda, devido a seu crescimento repentino.

O escritor Aluísio Azevedo, na obra “O mulato”, que dá início ao Naturalismo na Literatura brasileira, descreve um sítio homônimo denominado “Anjo da Guarda”:

“Fazia preguiça estar ali. A viração do Bacanga refrescava o ar da varanda e dava ao ambiente um tom morno e aprazível. Havia a quietação dos dias inúteis, uma vontade lassa de fechar os olhos e esticar as pernas. Lá defronte, nas margens opostas do rio, a silenciosa vegetação do Anjo da Guarda estava a provocar boas sestas sobre o capim, debaixo das mangueiras; as árvores pareciam abrir de longe os braços, chamando a gente para a calma tepidez das suas sombras.”

SERVIÇO

Texto de Herbert de Jesus Santos, com adaptações do blog.

Imagens enviadas por Herbert de Jesus Santos.

Do Blogue de Ed Wilson Araújo

Rádio de alto-falante e o futebol nas memórias de Itapecuru-Mirim

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Publico hoje a crônica do economista Josemar Sousa Lima, que nos presenteia com um saboroso texto sobre a Voz Paroquial São Benedito, uma rádio de alto- falante que anunciava um clássico do futebol em Itapecuru-Mirim. O texto memorável passeia por vários personagens da cidade e conta um importante capítulo da comunicação popular que ainda hoje pulsa no Maranhão. Embora estejamos na era digital, persistem rádios de alto-falante e com caixas de som nos postes – as emissoras a cabo, a exemplo da Rádio Realidade, no bairro Santa Clara, em São Luís.
Veja abaixo o texto integral de Josemar Sousa Lima, publicado inicialmente pelo autor em uma rede social. As imagens foram postadas pelo autor, com créditos para o acervo do jornalista itapecuruense Benedito Buzar.
UM JOGO DE FUTEBOL

Josemar Sousa Lima

A Voz Paroquial São Benedito, que tinha seus estúdios instalados na Igreja Matriz, anunciou em uma de suas edições noturnas, com a voz impostada de seu locutor oficial, Marcelino Nogueira Filho, vulgo “Rim de Égua”, o seguinte reclame, como eram chamadas as propagandas naquele tempo:

“Atenção aficionados do futebol! Não deixem de assistir no próximo domingo, no Campo do Renner, ao grande encontro futebolístico entre a Seleção de Itapecuru Mirim e a Seleção de Ipixuna”.

Eu, sentado na calçada da residência do senhor José Januário, uma quitanda de secos e molhados, localizada da antiga Rua da Boiada, bem do lado de minha casa, ouvia a notícia com grande interesse, pois já tinha visto falar antes nesse grande confronto, onde o time itapecuruense ia tentar vingar-se de uma goleada sofrida recentemente da seleção do atual município de São Luiz Gonzaga, próximo a Bacabal, antes conhecido como Ipixuna.

Tinha eu aproximadamente doze anos e trabalhava como “caixeiro” na quitanda do citado senhor José Januário e Dona Chiquinha, durante todas as manhãs, de segunda a sábado, e já tinha até pedido um vale para pagar o ingresso, muito embora tenha sido aconselhado pelo amigo “Zé Diabo” a “varar”, ou seja, entrar sem pagar, contornando a cerca de madeira e, disfarçadamente, aproveitando o matagal ao fundo, juntar-se aos distraídos espectadores.

Era assim que fazíamos nos circos, onde era muito mais difícil e, ainda, corríamos o risco de sair puxado pelas orelhas sob os gritos de “varou”! “varou”!

Eu não quis correr o risco até porque a menina que eu queria namorar, colega de turma no Grupo Escolar Gomes de Sousa, morava ali pertinho. E se ela visse?

Nessa época existiam na cidade apenas duas praças esportivas, chamadas não de estádios, como atualmente, mas de “campos” – o Campo do Itapemirim, metade grama, metade areia; ali para o lado da Construpan, e o Campo do Renner, assim mesmo com dois “enes”, localizado no caminho grande, um pouco antes de onde é o estádio atual, palco escolhido para a grande batalha programada para o domingo que se avizinhava.

Eu nunca fui um craque, mas já nesse tempo jogava no time da Rua da Boiada que tinha como rival mortal o time da Rua da Bica. Minha posição era a menos disputada – eu era goleiro!

Na cidade existiam dois times grandes – O Náutico Esporte Clube, que ostentava um dos uniformes mais lindos que já vi, nas cores auriazul (um amarelo- ouro, com uma listra larga e horizontal azul-marinho à altura do peito); e o Renner Futebol Clube, este com camisas brancas e uma listra diagonal verde-folha que se estendia do ombro à cintura, que lembrava muito no formato o atual uniforme do Vasco da Gama.

O Náutico Esporte Clube tinha sua sede na casa de Dona Graciete Cassas, talvez porque um de seus craques, o ponta esquerda Leônidas, era seu esposo. A sede do Renner Esporte Clube eu não consigo lembrar agora. Nem sei se tinha, na verdade, sede esportiva, mesmo improvisada.

Ouvindo craques da época cheguei à conclusão que a origem no nome Náutico Esporte Clube advém do clube homônimo do futebol pernambucano que se popularizou aqui graças a grande penetração da Rádio Clube de Pernambuco, cujo sinal chegava por aqui com muita potência e qualidade e era captado à noite, quando tinha energia, pelos poucos aparelhos de rádio AM existentes na cidade.

Já o Renner Futebol Clube tem uma origem mais intelectualizada, pois a palavra tem raiz germânica e significa “Mensageiro a Cavalo” ou “Corredor”, com estreita ligação com a arte guerreira, a exemplo do Arsenal Futbool Club, esquadrão inglês. Deve ter sido encomendada a algum dos vários letrados da cidade.

Chegou, enfim, o grande dia da batalha final. Logo depois do almoço vesti minha camisa branca de farda, que tinha as letras “GS” bordadas em azul-marinho na parte superior do bolso esquerdo, e uma calça curta de mescla azul – minha melhor indumentária – e sai rumo ao campo!

Segui pela Rua da Boiada com destino ao Caminho Grande e logo à frente, depois do então Armazém Santo Expedito, maior comercio da cidade, de propriedade do saudoso senhor Raimundo Sousa, local onde hoje fica a Creche Municipal, encontrei a turma do time da Rua da Boiada, que vinha em sentido inverso, e todos seus integrantes com as mãos e os bolsos cheios de chupas de laranja destinadas a recepcionar o caminhão de carroceria aberta que trazia a delegação visitante. Sempre era assim!

Juntei-me a eles e ficamos debaixo das mangueiras, logo no início do Caminho Grande onde, posteriormente foi construída uma praça, preparados o para o ataque que não se demorou para ser iniciado.

Foi só o caminhão aparecer que o bombardeiro implacável se iniciou com uma gritaria ensurdecedora, como um ataque de índios. Seguimos o caminhão até à entrada do campo e lá nos dispersamos. Uma parte entrou pelo portão do campo, pagando sua entrada e outra direcionou-se para um caminho alternativo, rumo à então olaria do senhor Venâncio, para iniciar as estratégias de entrar desapercebida pelo matagal existente na parte posterior campo.

Os expectadores se aglomeravam na parte frontal da praça esportiva, num espaço entre as cercas dos quintais das residências localizadas em frente ao campo e a beira do gramado. Ali existiam algumas amendoeiras que aliviavam do sol escaldante daquele domingo de agosto.

Os jogadores iam chegado isoladamente, sendo que a maioria vinha de bicicleta, alguns já devidamente equipados e outros que se vestiam ali mesmo à beira do gramado. O time adversário já estava devidamente preparado e, por segurança, se postou na parte oposta do campo, logicamente longe da torcida adversária.

O jogo estava prestes a começar e técnico da seleção de Itapecuru Mirim, Seu Emetério Silva, o barbeiro mais conceituado da cidade e pai de dois dos atletas da seleção – Leônidas e Manin, dava as últimas instruções táticas a seus pupilos.

Enquanto isso eu assistia a um desafio feito pelo Gavetão, irmão do Dico Pé de Gia, também jogador da seleção, que apostara com um amigo seu que conseguiria comer cinquenta pasteis de carne sem beber água. Ele já estava no trigésimo e de seus olhos brotavam lágrimas arrependidas, mas ele enfiando mais um pastel na boca, fazia gestos que ia conseguir chegar lá.

Ouvi dois silvos longos do apito do árbitro da partida e corri para posicionar-me melhor pois a partida ia começar.

Lembro de alguns jogadores da seleção de Itapecuru Mirim que, nessa ocasião usava o uniforme amarelo e azul do time do Náutico Esporte Clube.

O goleiro era “Lourival”, irmão do professor João da Cruz Silveira, que morava no Rio de Janeiro e passava férias na sua cidade natal. Fez defesas memoráveis nesse jogo, inclusive defendendo uma bola quase indefensável chutada por um jogador adversário que tinha o sugestivo apelido de “canhão”.

Na defesa lembro do famoso beque central “Belisca”, um zagueiro respeitado em toda região, que mesmo com a sua baixa estatura era uma barreira quase intransponível para os atacantes contrários. “Manin”, pai do nosso amigo José Augusto Silva, atuava na lateral esquerda. Era dotado de uma técnica apurada e realizava quase sempre preciosas assistências para seu irmão Leônidas, pela esquerda. Completava a defesa, o lateral esquerdo “Nogueira”, que não tinha lá muitos dotes técnicos, mas funcionava como um verdadeiro espanador na proteção de sua área e compensava a baixa estatura do seu companheiro Belisca.

No meio campo, um outro irmão do professor João da Cruz da Silveira, o “Zé Baiano”, um homenzarrão de quase dois metros, que não levava desaforo pra casa e quando errava a bola tirava o jogador adversário de campo. Nesse jogo dois saíram nessas condições e tiveram que ser substituídos. Do seu lado direito um jogador magérrimo e muito alto, exímio cabeceador, conhecido como “Seu Vá” e, do lado esquerdo, atuava um jogador de pernas tortas apelidado de “Pé de Gia”, completando o meio de campo.

No ataque da seleção itapecuruense, lembro bem do “Leônidas”, ponta esquerda, que, com as devidas vênias, lembrava muito o Zagalo da seleção brasileira e, pela ponta esquerda atuava “Zé Araújo”, irmão do Belisca, famoso por seus potentes petardos que, em determinado jogo chutou uma bola tão forte que quebrou o travessão de madeira lavrada de uma das traves do campo, resvalou rumo à bandeirinha de corner e, literalmente, dobrou ao meio uma bandeja de flandres que um garoto usava para vender cocada.

Essa proeza é lembrada até hoje pelos desportistas daquela época e/ou seus descendentes. Ressalte-se que naquele tempo ainda não se usavam as “redes de malha” para reter as bolas que ultrapassam a linha fatal. No meio dos dois, como pivô, estava craque do time, um jogador fantástico chamado “Batatinha”, irmão do atual prefeito de Itapecuru Mirim, Miguel Lauande. Batatinha chegou inclusive a ser contratado pelo Maranhão Atlético Clube de São Luís, jogou algumas partidas, mas a saudade de sua terra natal e das peladas sem rigores técnicos não o deixaram seguir carreira.

Batatinha, nesse jogo, fez miséria; com seus dribles desconcertantes à lá Mané Garrincha. Entortava os defensores adversários de forma humilhante. Fez, inclusive, o único gol da partida, cobrando um pênalti que gerou reclamações e uma briga generalizada, onde até sobrou para o árbitro da partida, um senhor que morava na Trizidela e não tirava sua faca peixeira nem na hora de apitar as partidas. Era conhecido por não deixar os times de fora de Itapecuru Mirim sair com vitórias

Esse foi o jogo de minha vida, elevando-me da categoria de um jogador medíocre (mediano) para um patamar superior de eterno apaixonado pelo esporte bretão, como diriam os narradores e comentaristas esportivos de antigamente.

Passei, então, a acompanhar todos os jogos dos times de Itapecuru Mirim, mesmo quando jogavam fora da cidade e éramos chamados pelas torcidas adversárias de “Comedores de Vinagreira”, uma alusão à opulenta produção de verdura nas vazantes das margens do Rio Itapecuru, até quando tive a oportunidade de ver um jogo do Santos Futebol Clube, realizado no Estádio Nhozinho Santos, em São Luís, em uma noite mágica do dia 05 de novembro de 1967, com a participação do “Rei Pelé” & Companhia e cheguei ao céu do futebol.

Muitos desses artistas da bola, integrantes daquela seleção mágica, já não estão entre nós e eu os saúdo, vivos e mortos, em nome do craque Júlio Araújo, o Belisca, que continua firme e forte entre nós e horando a memória de todos os futebolistas itapecuruenses.

JOSEMAR SOUSA LIMA é economista, com especialização em Planejamento do Desenvolvimento Rural Sustentável e membro da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA.

 

Do Blogue do Ed Wilson

Rádio Educadora AM 560 é de fato e de direito a emissora oficial do povo de Deus

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Por Ed Wilson Araújo –  O programa “Trem das CEBs*”, apresentado todos os sábados à tarde, na rádio Educadora AM 560 Khz, fez hoje uma significativa demonstração sobre a convivência entre pessoas e práticas religiosas diferentes.

No estúdio, para dialogar sobre a Páscoa, estavam representantes do catolicismo, de religião de matriz africana e um pastor luterano. Todos expuseram seus pontos de vista sobre os sentidos da ressurreição de Jesus Cristo.

Apresentado por Cesar Soeiro, Ramon Alves e Neguinho, o “Trem das CEBs” promoveu um diálogo saudável, dando oportunidade para a audiência compreender a Páscoa e as interpretações de variadas concepções e práticas religiosas sobre esse tema celebrado em todo o mundo.

Em tempos de fundamentalismo político e religioso, a rádio Educadora AM, pertencente à Igreja Católica, deu uma significativa demonstração de tolerância, ecumenismo e respeito às diferenças.

O programa “Trem das CEBs” reforça o sentido pleno do rádio como uma plataforma de comunicação educativa.

Fica a sugestão para que o exemplo da Educadora AM seja seguido pelas emissoras controladas por evangélicos. A audiência ganha muito quando um tema religioso é abordado por padres, pastores e pais de santo em diálogo sobre fé e História, admitindo a diversidade.

O que é Comunidade Eclesial de Base

Segundo o site Vida Pastoral, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) surgiram no Brasil como um meio de evangelização que respondesse aos desafios de uma prática libertária no contexto sociopolítico dos anos da ditadura militar e, ao mesmo tempo, como uma forma de adequar as estruturas da Igreja às resoluções pastorais do Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965. Encontraram sua cidadania eclesial na feliz expressão do Cardeal Aloísio Lorscheider: “A CEB no Brasil é Igreja — um novo modo de ser Igreja”.

Imagem retirada deste site

Direitos humanos como pauta da mídia

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Por Sérgio Spagnuolo –  Goste-se ou não do humorista e apresentador Gregório Duvivier, vale a pena ver o programa Greg News de 23 de março, que busca desmistificar a Declaração Universal dos Direitos Humanos e desbancar falsas noções atribuídas a eles, como a de que “os direitos humanos” são para defender bandidos, seja por ignorância ou por má fé.

É sempre bem-vindo que a mídia televisiva tente abordar cada vez mais o tema, tal como fez o programa Fantástico do dia 18 de março, após o assassinado da vereadora carioca Marielle Franco, uma notável e valente defensora dos direitos humanos.

Mas, como estamos cansados de saber, simplificações às vezes podem se transformar em informações equivocadas, e tenho uma ressalva importante sobre uma afirmação feita no programa de Duvivier, a qual, a fim de fazer sentido do tema para uma parcela de céticos, reduziu substancialmente a formação do conceito moderno de direitos humanos.

No programa, ele disse que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi “escrita num processo liderado pelos EUA”, já que Eleanor Roosevelt era presidente da comissão. Tudo bem até aí. Problema foi o que disse depois (a partir de 16min 44s): “A DUDH é tão americana quanto um balde de frango frito.”

Essa informação não é verdade. A DUDH foi escrita por um comitê com representantes de nove países, incluindo URSS e Líbano, além do notável Peng Chun Chang, da China. Fazer a afirmação que ele fez é simplificar e ocidentalizar o conceito universal de direitos humanos.

A Declaração não representou uma obra de direita ou esquerda, capitalista ou comunista. Ela foi feita a partir de visões diferentes e plurais, à base de muito debate. Trata-se de um processo muito amplo, que durou 2 anos, e com resultado aceito pela comunidade internacional. (Nota: obviamente, não foi um processo infalível. O fato de Roosevelt ser a única mulher no grupo e a ausência de um representante do continente africano são algumas das principais falhas desse processo.)

O excelente livro “A World Made New”, que conta a história da criação da Declaração, mostra vários embates na Comissão sobre a variedade de conceitos a serem levados em conta para a redação final do texto – por exemplo, a primazia dos direitos do indivíduo sobre os da sociedade ou até mesmo alusões à Deus e à natureza.

Segundo o livro, dentre os pais da Declaração, além de Eleanor, quatro tiveram papéis cruciais: Peng-chun Chang (China), René Cassin (França), Charles Malik (Líbano) e Martin Heidegger, um acadêmico alemão que não era parte da Comissão, mas ajudou a desembaraçar a Declaração na ONU.

Ora, a principal orientação dos Estados Unidos no âmbito dos direitos humanos sempre foi relacionada primeiramente ao completo gozo dos direitos civis e políticos das pessoas, todo o resto seriam direitos menos urgentes, que poderiam ser alcançados com o tempo.

Enquanto isso, outros países (incluindo o Brasil) colocam direitos civis e políticos no mesmo pé de igualdade e urgência com direitos sociais, econômicos e culturais. Se fosse um documento “tão americano quanto um balde de frango frito”, decerto a Declaração Universal dos Direitos Humanos seria muito diferente.

O programa de Duvivier inegavelmente faz um bom trabalho para jogar luz no tema e em sua importância, mas talvez devesse ter considerado melhor a forma como esse resultado foi alcançado, para que o conceito de direitos humanos não seja meramente simplificado sob a ótica da moral ocidental.

 

AutorSérgio Spagnuolo é jornalista, editor e fundador da agência Volt Data Lab e mestre em relações internacionais e direitos humanos pela PUC-SP.

Praias de São Luís e Ribamar estão um verdadeiro “Merdelê”

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Todas as praias, de São Luís e São José de Ribamar, analisadas e divulgadas no último dia 28 de março de 2018, pelo Laboratório de Análises Ambientais (LAA) da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) foram consideradas impróprias para banho. Com as fortes chuvas que caem na Ilha de São Luís, o mar da capital e da cidade balneária estão um verdadeiro “Merdelê”.

As análises foram feitas entre os dias 25 de fevereiro e 25 de março. Ao todo, foram coletadas amostras de vinte e um pontos. Entre as praias, estão: Ponta D’areia, São Marcos, Calhau, Olho D’Água, praia do Meio e Araçagy. Nenhum dos pontos analisados pela Sema, foram considerados próprios para banho. Quem insistir em tomar banho nas praias da Ilha, pode pegar um picopil.

Com Informações do Blog Isaías Rocha

 

“Só em 2017 atendemos 10 mil famílias, e realizamos 31 mil procedimentos”, destacou o vereador Genival Alves sobre o Projeto Saúde na Comunidade

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Diferente de muitos políticos, o vereador de São Luís, Genival Alves (PRTB) tem mostrado ao Executivo Municipal que é possível fazer quando existe vontade, determinação e compromisso. Autor de apenas três propostas em sua campanha em 2016, o parlamentar já cumpriu com as três em apenas 15 meses de mandato. Categórico ao falar de seus projetos, o vereador destaca suas ações como prioridade ao povo ludovicense. Genival Alves é daqueles que enfrenta as dificuldades com planejamento e mostra por que foi eleito vereador da capital maranhense.

“Das três propostas que criamos na campanha, já transformamos em projetos para as comunidades e estão sendo executados, como o Instituto de Recessão para Dependentes Químicos, que funciona no bairro Cidade Olímpica,  o Gabinete Externo, para atender a população nas comunidades e não no gabinete, onde já existem dois e serão inaugurados mais dois. O outro projeto é o Saúde na Comunidade, onde nós transformamos a Escola Municipal em um hospital por um dia, levando todos os exames da saúde básica da família, do preventivo a diversos outros exames, e ainda transformamos uma das salas da escola em farmácia popular, e todas as pessoas que são consultadas, da criança ao idoso, recebem o medicamentos de graça, além da consulta e exames que são gratuitos. Tudo isso bancado com o meu salário. Eu pego meu salário e transformo ele ações, em saúde e levo para quem precisa”, destacou o vereador.

Genival Alves ainda enfatizou que não pode fazer este tipo de ação em todos os bairros ao mesmo tempo. De acordo com o parlamentar, a cada mês sua equipe escolhe uma comunidade, levando o projeto com consultas, exames e medicamentos gratuitos. Segundo o vereador, só em 2017 o projeto Saúde na Comunidade atendeu 10 mil famílias e realizou 31 procedimentos. Genival Alves ainda destacou que todas ações ficarão ainda melhor, já que em abril ele entregará às comunidades a Carreta Saúde da Comunidade equipada para atender quem não tem plano de saúde.

“A liderança de qualquer comunidade que sabe e conhece a problemática da saúde de seu bairro pode nos procurar. Esqueça partido, que eu não estou preocupado com partido ou em quem você votou. Nossa  preocupação é com a saúde da sua comunidade e de sua família. Vestimos a camisa em defesa da saúde, da família e das pessoas de São Luís”, destacou o vereador, lembrando que a partir de abril não será mais necessário ocupar Escolas, Igrejas ou Associações, já que a Carreta da Saúde da Comunidade está chegando.

O mal por si só se destrói

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Achar que subir ao pódio é fácil, atrapalhando o trabalho dos outros, o tiro pode sair pela culatra. A trajetória percorrida por quem luta há 25 anos por um povo, mostra que a força e a coragem são os principais ingredientes para suportar qualquer crise, ainda mais se for para o bem de uma população que já sofreu muito. A luta de uma mulher mostra o resultado positivo através de trabalho, mesmo sendo feito gradativamente. Em São Luís, temos um exemplo vivo de quem não se cansa e mesmo incomodando uma meia dúzia de “gatos pingados”, sua resposta é com ações. Em apenas 15 meses de gestão, o Complexo do João de Deus já recebeu dezenas de ações vindas dos governos municipal e estadual à pedido de uma Pequena Guerreira.

Estamos falando de uma vereadora de trabalho, lutas e labutas, que nunca se cansa, não para, trabalha, entra nos embates e não tem medo de cara feia. Essa parlamentar se chama Fátima Araújo, que aos poucos se torna uma das vereadoras mais atuantes na história do parlamento ludovicense. Uma vereadora assídua, participativa e humilde por natureza. Prestadora, comunitária e acima de tudo humana. Fátima Araújo tem na veia o sangue que se transforma em vitórias, uma coragem que enfrenta lutas e uma força que parece não ter fim.

Com tantas ações realizadas em comunidades que fazem parte do Complexo de bairros no João de Deus, Fátima Araújo passou a ser perseguida por adversários, que mesmo rejeitados pelo povo, tentam atravessar o caminho de uma mulher incansável. A Pequena Guerreira como foi batizada pelo povo é daquelas que joga nas 11 posições. É capaz de cobrar o esquinado e ainda cabecear e marcar um gol de placa. Hoje, Fátima Araújo tem sido vítima de um grupinho que pretende ingressar na política, mas começou pelo caminho errado. E para quem está achando que Fátima Araújo vai sair atirando para todos os lados, está redondamente enganado. Enquanto alguém pensa atrapalhar, a vereadora eleita com quase 5 mil votos, continua aumentando seu leque de ações.

Em todos os seguimentos da gestão pública a vereadora Fátima Araújo tem algum tipo de trabalho realizado ou está realizando. Na educação, esporte, cultura, social, infraestrutura, saneamento básico, limpeza pública e saúde. Mesmo sabendo que o papel do vereador é legislar, Fátima não desiste de ajudar os menos favorecidos. Todas essas ações causam um certo desconforto para alguns adversários, mas isso é o que menos a vereadora Fátima Araújo está se importando. Seu principal objetivo é trabalhar pelo povo ludovicense, incluíndo os que não votaram nela. Percorrer o caminha que a vereadora percorreu pode ser fácil, difícil é chegar onde ela chegou.

 

Paixão de Cristo leva centenas de pessoas às ruas de Alcântara

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Fé, amor, devoção e emoção em contraste com um cenário histórico marcaram a tradicional Via Sacra de Alcântara. Crianças, jovens e adultos se reuniram no propósito de recriar o fato mais importante da história do Cristianismo em uma peça cheia de surpresas e comoção. O espetáculo começou no Largo do Carmo e encerrou-se na Praça da Matriz.

Centenas de pessoas percorreram, nesta Sexta-Feira Santa (30), os principais pontos turísticos da cidade histórica de Alcântara atentos a cada detalhe da Paixão de Cristo. A peça foi realizada pela Companhia de Teatro Culturarte com o apoio da Prefeitura de Alcântara.

O texto da Via Sacra foi adaptado por uma alcantarense, que dedicou vários anos da vida para estudar os momentos vividos por Jesus Cristo quanto esteve na Terra.

Para Karina Valesca, escrever a Paixão de Cristo é uma experiência única, que fica para a vida inteira. “Quando a gente começa se aprofunda na história de Jesus é muito emocionante. Aprendemos a ter mais fé a cada dia de estudo. E ver essa história sendo encenada em praça pública é impagável”, destacou a escritora.

De acordo com a espectadora Maria dos Remédios, a Via Sacra é emocionante ainda mais quando apresentada nas ruas de Alcântara. “Os casarões, as ruas de pedras e as ruínas deixaram esse espetáculo mais original. Durante a peça senti que minha fé se renovou, porque foi lindo e cheio de vida tudo que vi”, disse Maria.

Segundo a atriz Mirele Lima, que interpretou o papel de Maria de Nazaré, é um privilégio fazer um papel de tanta importância e ver o povo se emocionar com a atuação. “Interpretar Maria é o mesmo que interpretar o pepal de todas as mães do mundo, que lutam todos os dias e dão a vida para ver os filhos bem”, relatou.

Rodrigo Scanavino, que atuou como Jesus Cristo, destacou que reviver os últimos momentos do salvador é importante em qualquer lugar, mas se torna magnífico em Alcântara. “Nós sentimos como se realmente estivéssemos andando para o Calvário. As ruas de pedras proporcionaram essa emoção particular. Estou honrado por ter interpretado Jesus e feliz por ter dado tudo certo”, frisou o ator.

Para o diretor da Companhia Culturarte, Haroldo Júnior, que também representou o papel de Lúcifer, a peça superou todas as expectativas. “Nada supera o resultado final. Mesmo com uma equipe de poucas pessoas, conseguimos levar para ruas um espetáculo emocionante. É gratificante ver a fé em Jesus Cristo reluzir no rosto de cada pessoa que assistiu a encenação”, contou.

Mais de sessenta pessoas fizeram parte do espetáculo que reviveu os últimos dias de Jesus na Terra. A emoção e a fé tornaram a encenação em uma das mais bem interpretadas dos últimos anos na cidade de Alcântara. O grande público presente saiu satisfeito com o espetáculo religioso.

Texto: Tarcísio Brandão

Fotos: José Lindoso

Peri-Mirim completa seus 99 anos de história e Amor!

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O município de Peri-Mirim, na baixada maranhense, completa neste sábado, dia 31 de março, 99 anos de emancipação política. Fundado em 1919, a Rainha da baixada já foi batizada com o nome de Vila Macapá, pertencente ao município de São Bento, mas logo veio sua identidade original como Peri-Mirim, que para seus filhos e apaixonados, é carinhosamente chamada de “Paris-Mirim”, por ser uma terra acolhedora e de um povo hospitaleiro.

Com uma população de aproximadamente 15 mil habitantes, segundo o IBGE, Peri-Mirim hoje é administrado pelo médico José Geraldo Amorim , que está no comando do município desde primeiro de janeiro de 2017. O município tem uma área de 405.295 km2 e faz limites com os municípios de Bequimão, ao norte e Palmeirândia, ao sul. Ao leste limita-se ao município de Pinheiro e ao Oeste faz divisa com São Bento, mãe originária de Peri-Mirim.

CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DE PERI-MIRIM/MA

Segundo alguns historiadores, Macapá, atual município de Peri-Mirim, teve como povoadores habitantes dos municípios limítrofes que, atraído pelas riquezas das terras, e a existência de ótimas pastagens, para lá se deslocaram, fixando residência e construindo suas moradas. Ao lugar, deram o nome de Macapá.

A agropecuária foi o fator preponderante do povoamento, possibilitando o gradativo crescimento do lugar. Em 1919, foi elevada à categoria de município; suprimido em 1931 e restabelecido em 1935, com área desmembrada do município de São Bento. O topônimo foi alterado para Peri-Mirim, em 1943, e admite-se que a denominação se origine de “Peri”, nome dado a uma espécie de junco, muito encontrado na região.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
Distrito criado com a denominação de Macapá, pela lei nº 2, de 09-05-1893, subordinado ao município de São Bento dos Perizes. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Macapá, figura no município de São Bento dos Perizes. Elevado à categoria de município com a denominação de Macapá, pela lei nº 850, de 31-03-1919. O município foi desmembrado de São Bento dos Perizes. Sede no antigo distrito de Macapá.
CARTÃO POSTAL DA CIDADE

Seu principal Cartão Posta está na estátua de São Sebastião, padroeiro do município, que fica localizada na parte mais alta da cidade, podendo ser vista nos diversos extremos do município. Além da estátua, a Igreja de São Sebastião situada na Praça Central, também é um cartão postal. No mês de janeiro, período do Festejo de São Sebastião, a cidade recebe turistas de várias partes do Maranhão.

Gentílico: Perimiriense 

Fonte:IBGE

Edivaldo Holanda Júnior demorou muito para para lembrar que Ivaldo Rodrigues é o nome certo para a Cultura

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Um dos mais autênticos folcloristas do Maranhão, o vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues, hoje como secretário de Agricultura da Capital Maranhense, pode assumir a Secretaria de Cultura de São Luís. A escolha do secretário Ivaldo Rodrigues para assumir o comando da Secretaria Municipal de Cultura, embora ainda não tenha sido oficializada pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) agradou em cheio o meio artístico de São Luís.

A notícia foi muito bem recebida e a repercussão foi bastante positiva, principalmente porque Ivaldo é uma pessoa que gosta e valoriza muito a cultura maranhense. Prova disso é o sucesso da Feirinha São Luís que comanda com grande carinho na Semapa. Ivaldo é daqueles que participa da cultura, vive o meio e ajuda muitas brincadeiras na capital e interior. Carismático e muito popular, Ivaldo pode ser a solução para a Cultura, já que nunca foi secretário de gabinete e sempre está na rua.

O Blog do Zeca Soares procurou alguns artistas locais para ouvir a opinião deles sobre a indicação de Ivaldo Rodrigues para a Secretaria de Cultura e a receptividade não poderia ter sido melhor.

A aprovação dos artistas aumenta e muito a responsabilidade de Ivaldo Rodrigues e, principalmente do prefeito Edivaldo Holanda Júnior que terá que dar as condições necessários para que o seu gestor corresponda às expectativas.

Garantidas essas condições não tenho a menor dúvida que a gestão de Edivaldo colherá bons frutos na Cultura sob o comando de Ivaldo Rodrigues.

Veja as opiniões dos artistas:

“Desejo que o Plano Municipal de Cultura seja desenvolvido para que não fiquemos só na agenda dos eventos de carnaval e São João, que a Lei de Incentivo Municipal volte a funcionar, que tenha editais de cultura, torço pela descentralização da cultura, que atinja os bairros e não só o centro da cidade, que a secretaria tenha mais recursos financeiros, para que se tire essa imagem, infelizmente, negativa de devedora, que se atinja vertentes maiores da cultura, e não só a cultura popular, desejo ao novo secretário autonomia e dinâmica, que se estabeleça parcerias com o setor privado, estou na torcida e que ele seja muito bem vindo, pois é um nome que foi recebido com bons olhos com quem eu já conversei da classe artística, artista é um ser esperançoso e a cultura é dinâmica”- César Boaes, ator e diretor de teatro.

“Eu acho que a ida do Ivaldo Rodrigues para a pasta da cultura mostra que o prefeito está valorizando nosso segmento, visto que o Ivaldo sempre teve uma relação de amor e respeito por nossa arte. Que a experiência de sucesso da feirinha se repita, agora na Secult. Acho que seu maior desafio será fazer valer a lei de incentivo à cultura para o artista tenham a seu favor esse mecanismo que em muito pode dinamizar a cultura do Maranhão” – Mano Borges, cantor e compositor

“O sucesso pela idealização e coordenação da Feirinha de São Luís, credencia o Ivaldo Rodrigues ao desafio maior de gerenciar, desenvolver e difundir as ações culturais do Município, letárgicas já há um bom tempo!” – Godão, do Boi Barrica e Bicho Terra

“A cultura sempre eleva o status quo de onde ela se faz presente e na Feirinha não foi diferente. Inevitavelmente as cabeças pensantes por trás desses importantes projetos precisam ter a capacidade de perceber e colaborar para que isso aconteça e assim o fez Ivaldo Rodrigues. Acho que diante do lindo trabalho à frente desse projeto, as perspectivas para um trabalho melhor ainda na Secretaria Municipal de Cultura são promissores. Precisamos de pessoas que amem e conheçam a nossa cultura e nossos artistas num cargo como esse. Para mim o Ivaldo é um vento novo que pode fazer a diferença nesse segmento. Sensibilidade e vontade ele já demonstrou ter. Que seja linda a sua nova gestão!” – Fernando de Carvalho, cantor.

Por Zeca Soares

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