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Archivo de Etiquetas: Rebaixamento

Crônica de uma queda anunciada: a memória do repórter

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Por Afonso Diniz – Não precisa ser nenhum doutor em futebol para saber que a bomba relógio do rebaixamento do Sampaio explodiria a qualquer momento. Pelo contrário, qualquer neófito nesse mundo da bola já poderia nos adiantar que a pólvora estava sendo queimada lá atrás, em meados de dezembro de 2015.

Lembro nitidamente da correria na redação para falar com os principais atletas da histórica campanha da Série B daquele ano, no intuito de saber como estariam suas respectivas renovações de contrato. De forma intrigante, recebia sempre a mesma resposta: “Eu nem fui procurado”.

Pouco a pouco os jogadores foram tomando novos rumos e já começava a observar o Sampaio quebrar com o próprio punho o frasco da fórmula de seu recente sucesso – a manutenção da base.

O fim da picada foi quando estive na sala de imprensa Herbert Fontenelle Filho para ouvir ao vivo e sem cortes do presidente do Sampaio Corrêa, Sérgio Frota, que todos aqueles atletas não foram procurados porque não serviam para o clube. Estranhamente… Naquela sala todos foram chamados de “jogador vagalume” e “amarelões”, pois não conquistaram o acesso e perderam algumas partidas na reta final. Todos! Lembro-me de tudo muito bem.

Não esqueço também que a justificativa para não renovar com Léo Salino, um leão em 2015, foi sua estatura. Engraçado é que foi procurado este ano no momento do desespero. Não servia pra renovar porque era “muito baixo”. Talvez tenha crescido. Eu tenho que lembrar que em nenhum momento foi citado pedida alta de algum atleta. Eu tenho memória!

Veio o 2016, e uma por uma eu anunciava em meus boletins novas contratações do Sampaio de toda parte do país. Chipre, Bósnia e Herzegovina, Estados Unidos e até do Sudão. Ou vocês já esqueceram de Chôco, Taianan, Jeanderson, Jhullian e o resto do mundo? Eu não esqueço.

Longe de mim fazer algum tipo de avaliação destes profissionais. Nem dava. Chegaram fora de forma, encontraram métodos totalmente diferentes e não tiveram o mínimo tempo de adaptação. Não só eles, mas também os contratados daqui mesmo do futebol brasileiro. Muita gente fora de forma. A culpa poderia ter sido de quem planejou, de quem não renovou, de quem contratou por DVD e etc… Mas quem pagou o pato?

O promissor técnico Marcelo Chamusca. Que pegou a bomba relógio tendo que renovar um time com jogadores que sequer tinham condição de atuar no começo da temporada. Mas Deus realmente escreve certo e como bom trabalhador, Chamusca foi bater na Série B. Ele subiu…

Muitos equívocos já haviam sido cometidos a essa altura, mas o tempo ainda deixava brecha, afinal, a Série B não tinha sequer começado. Só que o maior dos erros ainda estava por vim: a marketada chamada Petkovic.

Ele chegou e o ambiente do Sampaio mudou. Para pior! Era nítido no semblante de cada funcionário. Com ele, eram descarregados caminhões de jogadores, inclusive só para pendurar as chuteiras com foi o caso do craque do passado, Marcos Assunção.

Nessa “era”, eu tive que ouvir da boca do sérvio e do presidente Sérgio Frota, que o jogo contra o Vasco, na estreia da Série B, serviria para a festividade de aposentadoria de Arlindo Maracanã. O maestro não queria e não merecia isso. Eu via nos olhos dele. Estava sendo empurrado a fazer aquilo. Tava sem graça, mas, enfim, aconteceu e ainda tive que vê-lo de camisa 9. Mas foi o Pet quem mandou…

Aliás, ele mandou muita coisa. Até trazer uma barreira nova para cobrar suas faltinhas. Eu particularmente nunca entendi a necessidade dos escanteios serem batidos por ele durante os treinos. Pra quê? Eu não sabia é que era possível um time errar tanto, em pontos técnicos e táticos. Talvez se ele entrasse em campo como nos treinos…

Como se trocasse de carga de fruta, o Sampaio trocou de treinador e de elenco. Veio Wagner Lopes e um caminhão baú de jogadores. Novos métodos, velha falta de planejamento. Não deu tempo. Aliás tempo era o que faltava ao Tricolor. O Sampaio só tinha mesmo era dinheiro para contratar e demitir. Alguém aí tem a fatura?

A bomba relógio já tinha contagem regressiva, a explosão era literalmente questão de tempo. Só que ninguém come um bolo desse tamanho sozinho. Que tal trazer ídolos para partilhar desse momento da história? Rodrigo Ramos, Flávio Araújo, eles até tentaram. Foram homens. Mas o arrependimento do mandatário do Sampaio bateu muito tarde e já era a hora de apagar a luz.

Eu tenho a plena consciência de que o futebol maranhense tem muitos problemas financeiros. Mas, por favor, não me venham dizer que este foi o fator decisivo do rebaixamento do Sampaio. Falar isso é chamar o torcedor de burro. Eu vivi dia após dia. Dinheiro tinha, teve e tem. Afinal, o clube teve que cortar na própria carne para chegar aonde chegou. Não foi no bolso não e todos nós sabemos disso. A reflexão pede verdade.

Como cronista esportivo, ao presidente do Sampaio, o Sr Sérgio Barbosa Frota, eu já fiz e reitero o agradecimento pelos excelentes serviços prestados ao clube e ao futebol maranhense de uma maneira geral. Afinal, a honraria foi dele de comandar a Bolívia Querida aos acessos consecutivos e o reencontro com dias de glórias no cenário nacional. Mas também é preciso ser dito que foi sobre seu comando os rebaixamentos de 2009 e de 2016 e isso eu não posso me poupar em dizer.

Eu tenho memória. São dois acessos e dois rebaixamentos. Espero que da mesma forma que tal presidente apreendeu a lição em 2009, quando depois conseguiu dois acessos sequenciais, possa também repensar suas atitudes e entender que as lições estão a mesa. Basta ter a humildade de refletir e compreendê-las.

O Sampaio é gigante. Passaremos todos e ele intacto permanecerá com sua vasta e gloriosa história, independente de tudo e de todos. Este gigante do esporte vive em constante duelo, como seu próprio hino já nos lembra. Mais jogadores, técnicos, gerentes, diretores, presidentes passarão. Vereadores, deputados, prefeitos e governadores serão eleitos com a força do time do povo. A Bolívia Querida segue seu caminho e espero que com a lição aprendida, pois uma nova bomba relógio pode fazer ainda mais estragos.

 

Troca-Troca: Sai o Vasco, entra o Botafogo

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BF

O futebol do Estado do Rio de Janeiro está em decadência total. Após a volta do Vasco à elite do futebol brasileiro, outro carioca volta à segunda divisão. O Botafogo está rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro, com a derrota para o Santos, neste domingo (30), pelo placar de 2 a 0, em tarde inspirada do atacante Leandro Damião, no Estádio da Vila Belmiro, pela 37ª rodada do Brasileirão. O artilheiro marcou os dois gols do descenso do Fogão.

O Santos enfim lavou a alma de seus torcedores do título brasileiro perdido em 1995 pelo próprio Botafogo. O Peixe se vingou e, mesmo cumprindo tabela, rebaixou o rival. Com o resultado, o clube paulista fica com 50 pontos na tabela de classificação.

O Botafogo, por sua vez, não conseguiu o milagre. O Fogão está rebaixado, juntamente com o Criciúma, pois está na penúltima posição com 33 pontos e não pode mais alcançar o Palmeiras (39), primeiro time fora da zona de rebaixamento.

JEFFERSON O SALVADOR?

O Santos começou o jogo assustando os torcedores botafoguenses. Logo no minuto inicial, Robinho arriscou de fora da área e mandou muito perto do gol de Jefferson. Na sequência, o Peixe perdeu um gol incrível. Gabriel invadiu a área e rolou para David Braz, que na frente do goleiro, isolou a bola.

A resposta do Botafogo veio aos 15 minutos. Régis cobrou falta na cabeça de André Bahia, que testou para linha de fundo. Apesar do susto, o Santos jogava melhor e voltou a atacar em seguida. Robinho entortou Dankler e chutou. Jefferson fez grande defesa, salvando o Fogão de sair atrás do marcador.

O goleiro foi o principal destaque da primeira etapa. Na cabeçada de Caju, aos 34 minutos, Jefferson pulou para tirar no canto esquerdo. Aos 41, contou com a sorte no chute de Gabriel. O atacante recebeu dentro da área e mandou no travessão. Ante do apito final, porém, Andreazzi e Dankler se estranharam e trocaram alguns empurrões. Por sorte, o árbitro não os colocou para fora.

DAMIÃO AFUNDOU A ESTRELA

Na segunda etapa, o Santos voltou no mesmo ritmo e finalmente abriu o marcador. Aos dois minutos, Leandro Damião deixou Dankler no chão e chutou no canto esquerdo, sem chances para o goleiro Jefferson. O atacante enfim deu mostras do futebol que o consagrou no Internacional.

Se já parecia aceitar o resultado com o empate, a derrota parcial fez o Botafogo esmorecer de vez. O que se viu daí para frente foi o cenário perfeito da triste realidade botafoguense. Sem reação, os 11 jogadores do clube carioca viam o adversário, completamente desinteressado, tocar a bola.

Aos 44 minutos, o Santos ainda fez o segundo. Lucas Lima fez bela jogada pelo lado direito de campo e rolou para Leandro Damião. Dentro da área, o atacante furou no primeiro arremate, mas ainda conseguiu se recuperar e empurrar para o fundo das redes.

PRÓXIMOS JOGOS

Na próxima rodada, o Santos enfrentará o Vitória-BA no domingo, às 17h, no Estádio do Barradão, em Salvador. Já o Botafogo volta a campo no mesmo dia e horário, contra o Atlético-MG, no Mané Garrincha, em Brasília.

 

Arena de Primeira e time de Segunda

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AR

Nem mesmo o mais pessimista torcedor palmeirense poderia imaginar que a volta para casa seria tão dolorida. Na inauguração da Arena Palmeiras, que contou com a presença de mais de 35 mil pessoas, o Palmeiras teve uma péssima atuação, sentiu a pressão vinda das arquibancadas e perdeu para o Sport, por 2 a 0, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Por obra do destino, o ex-palmeirense Ananias foi o responsável por abrir o placar e marcar o primeiro gol da Arena. O lateral Patric fechou o caixão alviverde.

A terceira derrota seguida do Palmeiras sem marcar gols – havia perdido para Atlético-MG e São Paulo, ambos por 2 a 0 – deixou a torcida muito irritada, tanto que os jogadores foram para os vestiários debaixo de muitas vaias. Com 39 pontos, o Verdão segue na 14ª colocação e pode ver a diferença para a zona de rebaixamento, que hoje é de três pontinhos, diminuir para dois pontos desde que a Chapecoense vença o Fluminense nesta quinta (20).

Diferente do Palmeiras, o Sport emplacou o quarto jogo seguido sem derrota – três vitórias e um empate – e deu adeus as chances de rebaixamento. Com 47 pontos, o Leão subiu para a 11ª colocação e segue na briga por uma vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem.

VAIAS PARA O PRIMEIRO TEMPO

Apoiado pela torcida, que lotou a Arena Palmeiras, o Palmeiras tentou começar o jogo pressionando o Sport, mas encontrava muitas dificuldades para escapar da marcação adversária. O Verdão não conseguia levar perigo ao gol de Magrão e os torcedores presentes já começavam a mostrar certa impaciência, assim como os jogadores alviverdes. Já o Leão praticamente não passava do meio-campo.

A primeira finalização veio apenas aos 19 minutos. Wesley arriscou de fora da área e a bola passou sem perigo por cima do travessão. Na sequência, João Pedro cruzou rasteiro e ninguém apareceu para completar. A resposta rubronegra veio com Diego Souza. O meia bateu de muito longe e Fernando Prass fez a defesa em dois tempos. A melhor oportunidade palmeirense veio aos 22.

Juninho recebeu de Diogo e cruzou para dentro da área. Felipe Menezes chegou de trás e cabeceou no contra pé de Magrão. A bola, caprichosamente, passou ao lado da trave. O lance acordou os torcedores na Arena Palmeiras. Os donos da casa pediram pênalti em cima de Henrique, mas o árbitro mandou o jogador se levantar, irritando a torcida. O Sport levava muito perigo nos contra-ataques.

Insatisfeitos com o desempenho do time no primeiro tempo, os torcedores vaiaram os jogadores na saíra para o intervalo. “O torcedor está no direito dele. Ela (torcida) nos apoiou até os minutos finais do primeiro tempo. Vamos conversar e voltar melhor para o segundo tempo” – comentou o atacante Henrique, que praticamente não teve oportunidade.

O IMPROVÁVEL ACONTECEU

O torcedor palmeirense levou um grande susto logo no primeiro minuto do segundo tempo. Danilo avançou desde o meio-campo, ganhou na velocidade da zaga e na hora da finalização foi travado por Marcelo Oliveira, que evitou o gol. Logo depois, Rodrigo Mancha arriscou de longe e Fernando Prass defendeu com segurança. O Sport procurava priorizar a posse de bola e irritava os presentes na Arena Palmeiras.

Aos 21 minutos, a bola foi cruzada para dentro da área e Danilo apareceu livre na segunda trave. O desvio de carrinho, porém, passou muito da trave de Fernando Prass. A bola parecia queimar no pé dos jogadores palmeirenses, que eram pressionados pelos torcedores. E o que ninguém imaginava aconteceu aos 32. Cruzamento para dentro da área, a bola sobrou com Ananias, que dominou e bateu no canto do goleiro adversário.

A torcida ainda tentou incentivar o time logo depois do gol rubronegro, mas os jogadores sentiram muito e não conseguiam criar lances de perigo. Já o Sport se fechou na defesa e procurou segurar o resultado positivo. O balde de água fria veio aos 45. Diego Souza puxou contra-ataque e lançou para Patric, que cortou dois e bateu colocado. Fernando Prass apenas observou. Nos acréscimos, Mouche invadiu a área e bateu na rede pelo lado de fora.

PRÓXIMOS JOGOS

O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Coritiba, às 19h30, no Couto Pereira, em Curitiba, pela 36ª rodada. Depois, o Verdão terá pela frente Internacional (fora) e Atlético-PR (casa). Já o Sport recebe o Fluminense, também no domingo, às 17 horas, na Arena Pernambuco, em Recife. Os últimos dois jogos do rubronegro são contra Criciúma (fora) e São Paulo (casa).

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