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PMs do 10º BPM penderam 4 envolvidos com drogas em Bequimão

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Os policiais militares do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) estavam fazendo uma ronda de rotina pela cidade, quando a guarnição avistou um veículo com 4 elementos em atitudes suspeitas, próximo ao  Cais do Porto, na Orla Marítima da cidade de Bequimão, no litoral ocidental maranhense.

Após aproximação e abordagem, os PMs constataram que se tratava de 4 elementos que já tinham várias passagem pela polícia por tráfico de drogas e roubo. Entre os 4 suspeitos, dois são menores de idade.

Depois de revista pessoal e veicular foi encontrado uma quantia de 55 papelotes de uma substância semelhante ao crack e uma pequena quantia de uma substância semelhante à maconha.

Entre os suspeitos estavam F. P de 16 anos, vulgo “Peixinho”, Santana Costa Boas, de 18 anos, vulgo “Junior Babu”, Benielson Alves Brito, de 36 anos e P.J.R.B, de 17 anos, vulgo “Débora”. Todos foram conduzidos e apresentados na Regional de Pinheiro, sem lesões corporais, onde vão aguardar a decisão judicial.

Por Vandoval Rodrigues

Policiais despreparados prendem e agridem Médico que já salvou vidas de inúmeros policiais

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O dia São Pedro não foi favorável para um dos maiores profissionais da neurologia do Maranhão. Benedito Sabak Thomé Junior, carinhosamente chamado de Dr. Sabak, um dos médicos que mais já salvou vidas de policiais, quando baleados na cabeça, já que Sabak é Neurocurugião. O médico foi preso e espancado por policiais e ainda teve sua imagem colocada na internet como se fosse bandido. O comando da polícia precisa identificar imediatamente os policiais que por falta de preparo, cometeram uma atrocidade tamanha, contra um homem que faz de sua vida, um instrumento para salvar vidas. Dr. Sabak divulgou nota explicando o acontecido. Os guardas da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT) também estão envolvidos no caso.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Venho a público esclarecer o triste episódio que resultou na minha detenção por Policiais Militares deste Estado, pelos quais fui conduzido para o DP do Parque Bom Menino, fato este ocorrido no dia 29/06/16 (quarta-feira). Cumpre esclarecer ao Público em geral, que sou médico neurocirurgião há mais de 15 anos, com atuação reconhecida nesta cidade e no interior do Estado. Fato é que, no dia 29, eu estava de PLANTÃO DE SOBREAVISO junto ao Hospital Carlos Macieira e me dirigia à ACADEMIA DE POLICIA CIVIL, para ministrar uma aula no CURSO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS – cujo título seria “AS BASES ANATÔMO FISIOLÓGICAS DO TIRO DE DESCONEXÃO”. Pois bem, por volta das 15h, quando me encontrava na Avenida Beira Mar, à altura do terminal da Integração Praia Grande, ali se realizava a Procissão de São Pedro. O trânsito travou em todos os sentidos. Então avistei uma viatura da SMTT, que estava ao lado do meu carro (FIAT UNO). Desci do meu carro e bati no vidro da viatura para chamar a atenção dos guardas. Aí, me identifiquei como médico, e de plantão, e que estava a caminho para ministrar uma aula. Solicitei a eles que criassem uma passagem pela procissão. O policial retrucou com desdém, dizendo: “Tu não tá vendo que é uma procissão?”. Respondi que sim, mas que ele poderia criar uma passagem, pois, uma cidade de um milhão e duzentos mil habitantes, não poderia ficar refém de uma procissão. Foi o suficiente para que o policial de trânsito retrucasse, perguntando: “Tu estás me desacatando?”. Respondi que não, mas que ele deveria fazer o seu serviço, para o qual ele foi designado, no local. Daí, eles desceram do carro e chamaram três policiais militares, que estavam próximo. Os PMs já chegaram me perguntando se eu estava alterado. Disse que não. E os policiais de trânsito sequer registraram aos Militares, que eu havia me identificado. E estes, sequer me ouviram, para saber às razões e os motivos pelos quais eu havia me dirigido a eles. Um PM chegou mais próximo de mim e me deu um empurrão. Numa ação reflexa, eu o segurei pelo colete e caímos no chão. Pronto. Daí, eles me chutaram no chão, e a policial que estava junto, me pediu que largasse o colete e obedeci. O Policial Mário me algemou, me colocou no camburão, e me conduziram ao DP do Parque Bom Menino. Lá, assim que desci, o policial chamado Mário me deu um chute e eu caí por cima do ombro. Diante dessa agressão, disse a ele que só fez isso porque eu estava algemado. Aí ele perguntou: “Estás me ameaçando?”. Respondi que não, mas que ele era um covarde. Pedi para fazer uma ligação e ele respondeu: “Só com a chegada do Delegado”. Nessa espera, fui relatando aos policiais sobre minha profissão. Quando disse que eu era neurocirurgião, que já havia salvado a vida de muitos policiais baleados, e que estava a caminho da Academia de Polícia Civil, para dar instrução sobre tiro, eles saíram da sala e deixaram meu celular em cima da mesa. Aí, consegui ligar para o Delegado André Gossain, que já havia me ligado várias vezes. Disse a ele que estava algemado na DP do Parque Bom Menino. Esse interregno durou mais de 03 (três) horas algemado, esperando o Delegado. Eles haviam chamado outros policiais, para trazerem o teste do bafômetro, e o Delegado chegou junto com estes. Perguntou-me o Delegado, se queria fazer o teste do bafômetro. Respondi ao delegado, dizendo: “Doutor, estou de Plantão. Estava indo à Academia de Policia Civil, dar aula. Estou algemado aqui, há mais de três horas. Levei dois chutes dos policiais, e, portanto, não vou fazer esse teste”. Dr. André Gossain chegou e passaram a me tratar muito bem, me deram água, pois estava cansado, e, depois de todos os procedimentos, me liberaram após o pagamento de fiança. Colocaram no Boletim de Ocorrência, que eu estava bêbado e que havia desacatado a autoridade. Para minha surpresa, já em casa, recebi ligações de amigos que viram uma foto minha algemado na delegacia. Pois bem. Essa foto foi tirada por um dos policiais, pois não havia na DP, durante todo o período que estive detido, qualquer repórter. Esse foi o episódio ocorrido comigo. Tenha muito cuidado, alguns policiais, realmente, não estão preparados para lidar com o público. Pois estes, aos quais fui pedir ajuda, não souberam sequer distinguir uma simples situação, que exige atenção especial, imagina em situações normais! Em qualquer lugar civilizado e com policiais minimamente preparados, no momento em que me identifiquei como médico a eles deveriam, pelo menos, ouvir sobre a situação em que solicitava ajuda.

*BENEDITO SABAK THOMÉ JUNIOR – CRM/MA- N° 3.439*

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