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Archivo de Etiquetas: Abdon Marinho

Curso “Eleições Municipais 2016” com Flávio Braga e Abdon Marinho

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No próximo sábado (18/06), o professor Flávio Braga e o advogado Abdon Marinho, especialistas em Direito Eleitoral, irão ministrar o curso “Eleições Municipais 2016”, com ênfase nas principais inovações trazidas pelas últimas reformas eleitorais.

Serão abordados aspectos do registro de candidaturas, pré-campanha e propaganda eleitoral, inelegibilidade decorrente de rejeição de contas públicas, arrecadação de recursos e prestação de contas de campanha eleitoral.

O evento é uma realização da CTE – Consultoria, treinamento e Eventos e será realizado no Hotel Praia Ponta D’Areia. Os interessados podem ligar para o telefone 3215-3232, 3255-0630 ou 98847-8469.

Advogado Abdon Marinho descreve o que é a gestão de Flávio Dino

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O Menino Só (Por Abdon Marinho)

“Na sua solidão de governador, se comporta e age como aquele menino que, bem nascido e com o quarto repleto de brinquedos não tem com quem brincar.”

Amigos não se preocupam em nos agradar, dizem as verdades mais cortantes sem qualquer medo; nos xingam; dizem palavrões; nos dão “esporros” homéricos. Amigos festejam conosco, mas, sobretudo, sofrem e sentem as mesmas dores que sentimos. Amigos nos apontam caminhos, nos mostram erros e equívocos.
Faltam amigos ao governador do Maranhão. Já disse isso em muitas ocasiões, até escrevi um texto sobre isso intitulado “Falta um grilo aos Leões”, sobre o fato do governador ter se cercado de fãs, admiradores e também de puxa-sacos.

Todos, por admiração ou conveniência, incapazes de apontar erros, discutir os desacertos com a maturidade e independência que somente os verdadeiros amigos são capazes de fazer.

Dizia isso, a propósito do constrangedor episódio ocorrido em Lago da Pedra, onde o governador, em pessoa, foi descortês (eufemismo para grosseria) com a prefeita do município e também com o seu genro, secretário de Estado do governo.

A falta de aconselhamento tornada pública no episódio, já vinha de antes, desde a formação do governo.
Qualquer um sabia – eu mesmo, cansei de alertar, ainda em 2014 –, que os anos de seguintes seriam de imensa dificuldades para as economias de estados e municípios.

A crise que vivenciamos hoje já era palpável desde o começo de 2014.

Se eu – que não sou ninguém, não sou inteligente, não sou nada –, me dava conta da crise que se avizinhava, como é que o governador, tido por pessoa brilhante, culta, inteligente, não se deu conta? Excesso de confiança? Talvez. Mas, também, faltou conselho.

O governador assumiu o mandato depois de uma vitória consagradora. Como se diz na gíria política, sem “dever nada a ninguém”, com autoridade suficiente para dar um choque de gestão, reduzir milhares de cargos comissionados e contratos, em resumo: enxugar a máquina e “surfar na onda” da boa gestão.

Até onde sei, não fez nada disso. Pelo contrário, manteve quase todos que já estavam há décadas em suas posições e acrescentou um outro tanto.

Ao fazer isso foi aplaudido por todos. Ao anunciar o secretariado a mesma coisa. Tudo eram elogios, que pessoas competentes, que acerto genial.

Com o tempo, e a necessidade de substituição ocorrendo, os mesmos que elogiaram a escolha do secretariado, passaram a elogiar as trocas. Aqui com meus botões, indagava: acertou antes quando fez de um jeito e também agora quando faz o oposto? Não tem nada errado, nem antes nem agora? Vá entender, né?

Pior mesmo foram a demissões que fizeram agora no início do ano. Quase todas as secretarias tendo que reduzir pessoal e custeio da máquina pública. Pessoas nomeadas e programadas para ficarem quatro ou mais antes, sendo postas para fora com pouco mais de um ano após serem nomeadas. Sim, pelo que soube as demissões e rescisões de contratos recaíram, sobretudo, sobre aquelas pessoas indicadas, nomeadas e contratadas pela indicação dos aliados. Que, pelo que soube, não “curtiram” a novidade.

Assistindo aos fatos de longe fiquei a pensar: será que não tem ninguém para dizer: – olha, governador, teve um cara aí, um tal de Nicolau Maquiavel, que escreveu um livro chamado “O Príncipe”, e lá diz que o governante deve fazer o mal todo de uma vez e depois ir fazendo o bem aos poucos.

Pois é, não apareceu ninguém para alertar o governador (e ele também não deve ter lido o que eu e tantos outros escreveu sobre a crise que viria), para que ele, sem compromisso com tantos encastelados há décadas no poder fizesse uma “limpa” e deixasse a máquina pública enxuta e voltada para as atividades fins do Estado, ao invés de ter que fazer isso agora, tangido pela necessidade.

Mas, vendo o que acontecia, e indagado por um amigo sobre o que achava, respondi: – o governador, deve está no propósito de reescrever a obra de Maquiavel, não deve ter gostado. É o que parece.

Sinto, também, faltar ao governador quem o aconselhe sobre o atual momento político vivido pelo país.

Acho que merece elogios a posição de fidelidade e lealdade que mantém em relação a presidente Dilma Rousseff. Entretanto, ele poderia demonstrar tal fidelidade e lealdade sem sair por aí, ofendendo as pessoas que discordam do seu posicionamento. Devia lembrar que a base política que esteve na sua campanha, emprestando apoio e votos, não pode ser chamada de “golpista”. Não fica bem e ainda parece ingratidão.

Mais, poderia ter admoestado publicamente seus auxiliares que, armados de facas, estiletes e chuços se ocuparam de linchar um boneco inflável.

O silêncio e a forma como se porta demonstra que aprovou a loucura que, por pouco, não descambou para a tragédia.

Acho que lhe faz falta algum amigo para lhe dizer: – governador, não seja tão duro com estes “golpistas”, pois talvez venhamos a precisar deles lá na frente. Lá na frente, já é amanhã, 2018 já bate à porta.

Este ou outro amigo, poderia lembrá-lo que aquilo que ele e os seus aliados da causa petista chamam de “golpe”, é uma legítima manifestação da democracia, reconhecida por quase todos os ministros do Supremo e, aqueles que hoje acusam como golpe, fizeram uso dos mesmos expedientes, em tempos recentes, contra Sarney, Collor e FHC.

Um amigo mais íntimo poderia alertá-lo que diante do quadro político em que os próprios aliados da presidente reconhecem o atual governo como um navio à deriva que começa a afundar, não lhe fica bem o papel de “maestro” da orquestra do Titanic, mesmo porque, e como registro histórico, o tal maestro afundou junto com o famoso navio, em 1912.

Este mesmo amigo poderia dizer-lhe, ainda, que é forçar um pouco a barra comparar a presidente da República com Jesus Cristo, quando quase noventa por cento da população a vê como Judas, devendo ser objeto de inúmeras malhações no Sábado de Aleluia. Mais, que noventa por cento dos cristãos acharam despropositada a tentativa de analogia.

Um outro amigo poderia chamar-lhe a razão dizendo: – governador, vamos cuidar do nosso governo, só temos mais dois anos e meio e ainda estamos longe de cumprir as metas que nós propomos. Nossos adversários, já começam a apostar que não entregaremos uma única obra estruturante no estado; que as estradas prometidas – como por exemplo a MA 006, que seria a via de interligação do estado de norte a sul como prometida na campanha –, não sairão do papel; que a miséria permanecerá a mesma; que os indicadores sociais, pouco ou quase nada mudarão, no tempo que falta.

Os adversários dizem ainda que “não tem perigo” nosso governo dar certo. Pior, que isso, governador, é a população dizer que somos menos eficientes que o grupo que sucedemos em quase todas as áreas da administração pública. Dizem, por exemplo, que a nossa saúde pública está pior que a de Ricardo Murad a quem acusamos de desviar um bilhão e duzentos milhões de reais; que nossa infraestrutura não resolverá nem os problemas das MA’s que cortam a ilha; que a nossa segurança é igual a de Roseana; que nosso sistema penitenciário está longe de ser a Brastemp prometida; que a agricultura não tem avançado no ritmo esperado e que, se não tomarmos cuidado, podemos perder algumas conquistas, como foi o estado ficar livre da aftosa; e que, nem concluiremos todas as obras contratadas no governo anterior.

Finalmente, algum amigo com mais coragem poderia lhe dizer: – governador, se temos pretensões de sonhar em mudar o Brasil, temos que fazer nosso dever de casa primeiro. Esse dever de casa é mudar o Maranhão e já temos pouco tempo para isso.

Um outro, ainda poderia acrescentar: – governador, ainda que o imponderável aconteça, e esse governo da presidente Dilma Rousseff consiga se arrastar até 2018, pois não teremos governo, o efeito será bem pior para nós, que somos os aliados mais fiéis, que para aqueles a quem, hoje, vemos como “golpistas”. Mais, será um governo de tal forma fragilizado que terá de compor com a escória da escória da política nacional. Não podemos está vinculado sã isso.

Pois é, seria muito bom para o Maranhão e, mesmo, para o Brasil, que o governador Flávio Dino tivesse amigos ao invés de fãs, conselheiros ao invés de aduladores. Não ter amigos ou conselheiros com coragem é muito ruim, sobretudo, para ele próprio. Talvez devesse nomear algumas pessoas distante destes círculos que o cerca, com autonomia para pensar o estado e expressar isso, sem receio, ao governador.

Na sua solidão de governador, se comporta e age como aquele menino que, bem nascido e com o quarto repleto de brinquedos não tem com quem brincar. 

 

A esquerda e os “Veadinhos” de Furtado

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POR ABDON MARINHO (ADVOGADO).

Alguém já disse que  brincando  revelamos o que verdadeiramente  pensamos sobre as coisas. Este mesmo dito tem um correspondente chulo sobre o qual me omitirei.

O deputado Estadual Fernando Furtado (PC do B), ao atacar a política indigenista nacional, a Justiça Federal, o INCRA e seus dirigentes, ao chamar os índios de vagabundos, disse, publicamente o que é o seu pensamento privado. Aquilo que no dizer do clássico musical, nem as paredes se deviam confessar.

Além da vulgaridade de suas palavras – o que o destacou no cenário nacional –, chamou a atenção o fato do deputado comunista ter ligado o “Veadômetro” para reconhecer, de longe, ao que parece, a opção sexual de alguns silvícolas. Incomodado com suas roupas, seus adornos culturais,  sentenciou: veado, veado, veado.

Demonstrando um excessivo conhecimento do assunto – algo suspeito para quem está ido nos anos – asseverou não possuir qualquer dúvida sobre o que dizia, demonstrando estranhamente ao fato de haver índios homossexuais, nas suas palavras, boiotas, veados, veadinhos.

Como de isso, o incomodasse em particular.

O parlamentar, cobrado pelo partido, por entidades de defesa dos direitos humanos e de algumas minorias, emitiu nota oficial onde pede desculpas a todos os atingidos pelos ataques (exceto ao juiz federal e aos integrantes do PT) asseverando que não teve a intenção de atacar ninguém, sendo suas palavras fruto do “calor do momento”.

O nobre representante do povo deve sentir muito calor, uma vez que tendo proferido os ataques, segundo soube, ainda em julho, só agora, no beirar de outubro, se dá conta da gravidade da fé professada.

Como hoje tudo acontece aos olhos do mundo, ao tomar conhecimento do discurso calorento do deputado maranhense, uma jornalista reconhecida nacionalmente, estranhou  que tal discurso tenha sido proferido por um parlamentar “esquerdista” e, citando o ex-ministro Delfim Neto, estaria se convencendo que os conceitos de esquerda e direita, no Brasil, seria apenas para delimitar o trânsito.

Confesso estranhar o estranhamento da colunista.

No Brasil e em diversos outros países do mundo a perseguição a homossexuais (indígenas ou não) nunca respeitou bandeiras ideológicas. Aqui mesmo no Brasil somos testemunhas disso. Os homossexuais sempre foram usados por muitos partidos políticos, sobretudo os que se dizem de “esquerda”,  por conveniência, assim como diversas outras minorias, negros, mulheres, etc.

Se o cidadão é homossexual, mas, reza a cartilha do partido está tudo bem, se não, não passa de um veadinho, como disse o deputado Furtado.

Assim é com todos os outros que discordam deles.

Se fazem de bonzinhos, mas em privado e até publicamente, como se deu no caso do deputado,  revelam o que, efetivamente, pensam.

A tola imprensa brasileira sempre embarcou na ideia de uma esquerda que apoia e abomina os preconceitos de gênero, de raça, de situação sexual, apesar de todos os exemplos que temos mostrando o contrário.

Passou em brancas nuvens, por exemplo, a piada infame de Lula, que candidato à presidência da República, sugeriu ao correligionário, prefeito de Pelotas, a construção de uma rodovia ligando aquela cidade gaúcha à paulista Campinas. Segundo ele a rodovia deveria chamar-se  transviadônica, se não me falha a memória.

Este fato é antigo, dirão. Ainda assim, infame, idiota.

Tem mais. Não faz muito tempo, a então candidata a prefeita pelo Partido dos Trabalhadores – PT, Marta Suplicy, indagou, num programa eleitoral, sobre a família do oponente Gilberto Kassab (hoje ministro do governo deste partido), insinuando que o mesmo não teria esposa, filhos, em resumo, insinuava que o mesmo seria homossexual, por conseguinte, não estaria apto a administrar uma cidade.

Ora, Marta não era apenas integrante de um partido que se dizia de esquerda, era alguém que se firmou na vida pública como sexóloga e defensora das causas das minorias. Aí, no interesse eleitoral, esquece tudo que pregou a vida inteira.

A esquerda brasileira – talvez haja uma exceção ou outra –, nunca se dignou a fazer uma critica as chamadas ditaduras do proletariado, regimes que sempre reprimiram com “mão de ferro” as liberdades de suas populações, sobretudo, as liberdades que dizem respeito a situação sexual do indivíduo.

Alguém tem dúvida que a ditadura dos Castro em Cuba reprimiu – e ainda reprime – os homossexuais e quaisquer outros cidadãos que ousem pensar diferente dos seus dogmas?

Na semi-ditadura venezuelana um dos motes do senhor Nicolás Maduro era chamar o seu  principal adversário na última campanha de “viadão”. Fez isso na presença do ex-presidente Lula,  que foi a lá ajudar na sua campanha, e de tantos outros ditos esquerdistas brasileiros, os mesmos que levam a vida a pagar p.. a ele e outros ditadores.

Outro por quem os esquerdistas brasileiros parecem ter fetiche é pelo regime autoritário e repressor da Rússia. Tão repressor que não permite, sequer, a realização paradas gays ou de outros movimentos ligados à diversidade sexual.

E agem pior, as autoridades fazem vistas grossas e/ou aquiescem com os criminosos que torturam e até matam gays naquele país. Alguém ignora o tratamento dispensado aos homossexuais na Rússia?

Nem se fale no alinhamento que os esquerdistas comunistas fazem ao regime norte-coreano onde o ditador de plantão manda matar e expurgar qualquer adversário a troco de nada, até pelo fato de cochilar durante um evento.

O governo brasileiro e os cidadãos que se dizem de esquerda defendem dialogo até com o Estado Islâmico, aquele grupo que mata e estupra cristãos e quaisquer outros que não professam sua fé e dispensa um tratamento todo especial aos que suspeitam serem homossexuais, dentre os quais, atirá-los do alto de edifícios.

Não faz um ano, em plena a Assembléia Geral da ONU, a própria presidente da República defendeu que se dialogasse com eles. Talvez repita a façanha nos próximos dias.

As palavras do deputado maranhense, indefensáveis sob qualquer aspecto, não soam mais grave que o silêncio dispensado por seus colegas de partido e aliados preferenciais dispensa aos homossexuais e outras minorias ao redor do mundo.

O silêncio da vergonha.

A indignação em relação os termos do deputado, por parte de muitos esquerdistas, soam mais como uma despropositada hipocrisia.

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