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Bequimão/MA: “Tem Estrela que brilha desde 1984”

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Um registro do que há de mais autêntico no sotaque de orquestra: os metais solam em todas as toadas, mostrando a sonoridade registrada nas décadas de 1980 e 1990. Essa é a essência do álbum “31 anos de tradição”, o oitavo registro fonográfico do bumba meu boi Estrela de Bequimão, grupo do município homônimo, que fica a 54 km de São Luís.

O grupo, que gravou três LPs e está no quinto CD, traz neste álbum a participação especial do cantor Alê Muniz. “Já tenho uma relação legal com o boi de Bequimão, a família da Luciana (Simões, cantora e esposa de Alê), é de lá e é muito envolvida com as coisas do boi. Então, me senti em casa e fiquei muito feliz com o convite porque gosto de cultura popular, sou envolvido, participo”, diz Alê Muniz, que foi convidado para cantar a toada “Joia Rara”, do compositor bequimãoense Nonatinho.

Para Tonho Lemos Martins, um dos diretores do Boi Estrela de Bequimão, o CD é uma reafirmação da identidade do grupo. “Temos o cuidado de nos policiar, pelo que vem acontecendo com outras brincadeiras, que muitas vezes, sem perceber, acabam perdendo a sua identidade”, ressalta Tonho Martins.

A resistência do grupo para se manter próximo ao seu estilo original também se reflete na manutenção do cordão de fitas, cada vez menos presente nos bois de orquestra, e em indumentárias sem muito luxo para índias e vaqueiros – sem comprometer a beleza e a criatividade dos brincantes, que se transformam em artesãos para bordar suas próprias roupas.

“Para muitos grupos (de bumba meu boi do sotaque de orquestra), estas mudanças nada mais são que a modernização da brincadeira e eles até desejam acompanhar estas mudanças, mas vejo isso com muita tristeza, pois gosto do tradicional”, diz Alê Muniz.

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TOADAS

O boi de Bequimão traz nas letras das toadas as temáticas da fé religiosa, o amor, a cultura do seu povo e a própria lenda que deu origem ao auto do boi. No CD “31 anos de tradição”, os compositores e cantadores Germano, Lucas Gomes, Luís, Germaninho, Dico e Nonatinho se dividem em 12 faixas inéditas, entre elas “Chegou Boi”, “Lindos Canários”, “Proteção Divina” e “Melhor da Baixada”, única que já foi executada nos arraiais.

Os músicos experientes precisaram de três finais de semana seguidos de ensaio para entrar em estúdio e gravar o CD em apenas dois dias. O cantor Alê Muniz se juntou ao batalhão, aceitando prontamente o convite da direção da brincadeira. “Nós recebemos um presente do Alê Muniz, que fez uma participação especial, interpretando a toada ‘Joia Rara’, do compositor bequimãoense Nonatinho”, relembra Tonho.

O ensaio dos músicos durou três semanas, mas para índias e vaqueiros campeadores a preparação começou bem antes, ainda no mês de fevereiro. É o tempo necessário para que as coreografias estejam bem sincronizadas para a principal festa da cultura maranhense. “Por já ter 31 anos, o Boi Estrela de Bequimão se inseriu no folclore maranhense como um dos pilares do bumba meu boi de orquestra tradicional. Da Baixada e Litoral Ocidental, foi o primeiro”, garante, orgulhoso, o diretor da brincadeira.

TEMPORADA

Para a temporada junina de 2015, o grupo vem com cerca de 80 componentes, entre músicos, índias, vaqueiros, caboclos de fita e os personagens do auto do boi (miolo do boi, pai Francisco e Catirina). Com tantos brincantes, o Boi Estrela enfrenta dificuldades comuns a outros grupos, pelo alto custo com transporte, alimentação e cachê de músicos. “A despesa é muito grande. Bumba boi é pra quem gosta. A gente não tem retorno financeiro, pelo contrário. É pra quem gosta”, reforça Tonho Martins. Outra dificuldade apontada pelo diretor é a desvalorização dos grupos que se mantêm mais autênticos ao sotaque de orquestra. Ele considera que, principalmente em São Luís, essas brincadeiras têm perdido espaço.

Mas para quem quiser prestigiar o bumba meu boi Estrela de Bequimão nos arraiais da Ilha, o diretor avisa que o grupo fará apresentações entre os dias 26 e 29 de junho, em locais ainda a serem definidos pela Fundação Municipal de Cultura (Func).

HISTÓRIA

Fundado em 1984, o bumba meu boi Estrela de Bequimão foi pioneiro na Baixada e Litoral Ocidental maranhense no sotaque de orquestra. O pai do atual diretor, Tonho Martins, chamou para uma reunião os amigos Lucas Gomes, Paulo Campos, Valber Almeida (Vadico), João Almeida (Joca Mucura), Denilson Martins, Antonio Inácio Rodrigues e Raimundo João Macedo. Era um grupo que já montava nos carnavais o bloco tradicional “Estrela do Samba”.

A ideia, então, era criar uma brincadeira para o período junino, que sempre foi marcado por festejos animados no município de Bequimão. No início, eram reaproveitadas as fantasias do Carnaval. As melhorias foram surgindo da maneira como acontece até hoje, segundo os organizadores, com a ajuda da comunidade, de alguns parceiros e com a proteção divina.

SAIBA MAIS

– O Boi Estrela de Bequimão tem 80 componentes, dentre os quais 90% são radicados e naturais do município de Bequimão.

– O município de Bequimão tem uma Escola de Música, onde são formados músicos que compõem a orquestra do boi.

– Todas as toadas são compostas e interpretadas pelos artistas da terra.

-A orquestra do bumba meu boi Estrela de Bequimão é composta por banjo, trompetes, trombones, tambor-onça, zabumba, tamborim e agogô. Personagens como vaqueiros, índias, cordão com grinaldas (chapéus de fitas), miolos, burrinha, Pai Francisco, Catirina e Pajé compõem o boi.

DISCOGRAFIA

– 3 LPs (1991; 1992; 1993)

– 5 CDs (2000 “Coletânea”; 2004; 2005; 2006; 2008; 2015)

OESTADO/MA

 

Weverton Rocha fala sobre desafios

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#Matéria de assessoria#


“Meu primeiro desafio é ajudar o governo do estado a conseguir recursos para melhorar a vida dos maranhenses, pois a dívida é histórica”.

WEV

O deputado federal reeleito, Weverton Rocha (PDT), foi entrevistado pelo Programa Palavra Aberta, da TV Câmara, onde fez uma breve análise sobre a expectativa do Congresso Nacional para a próxima legislatura, que contará com 28 partidos, e ressaltou a importância de se discutir no plenário, pautas relevantes para a sociedade, como a Reforma Política, a necessidade do diálogo entre o Governo e o Congresso.

Na ocasião, Weverton ressaltou a eleição, logo em primeiro turno, do professor universitário, ex-juiz, ex-deputado federal e ex-presidente da EMBRATUR, Flávio Dino (PCdoB), como governador do estado, após uma frente ampla composta por nove partidos terem trabalhado em prol de sua eleição e a do senador eleito Roberto Rocha (PSB). Outro ponto tratado durante a entrevista foi à diversidade dos partidos que compõem a bancada maranhense, onde Weverton ponderou que isto evidencia que o eleitor cada vez mais tem escolhido o candidato, e não o partido ou coligação a qual este integra.

Quando questionado sobre os desafios para o próximo mandato, o parlamentar ressaltou o seu objetivo de contribuir com o governo do estado, buscando atrair desenvolvimento para o Maranhão que necessita de empenho de todas as esferas do poder público para sanar a dívida histórica com o estado. “A dívida é histórica. O povo do Maranhão precisa do aporte do Estado e da União”, destacou o parlamentar maranhense.

Weverton destacou, ainda, o seu trabalho em prol dos pequenos produtores e trabalhadores rurais injustiçados com as ampliações de reservas biológicas e indígenas, os quais ele pretende continuar defendendo, e a luta pela educação e pelo trabalhador, que são bandeiras de defesa do seu partido, o PDT, ressaltando a necessidade da implantação da escola em tempo integral, visando combater problemas como falta de segurança, tráfico de drogas e marginalização da juventude. “Não adianta o Estado construir mais cadeias, aumentar o número de policiais nas ruas, se não oferecer educação de qualidade em tempo integral, com alimentação, acesso a esporte e cultura”, finalizou Weverton.

 

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