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Arquivos Anuais: 2014

“Sou boa de briga & dura na queda”

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A Jornalista ao lado do Homem do baú

A Jornalista ao lado do Homem do baú

*Texto da Veja SP*

Nas duas semanas em que tirou folga para descansar em sua cidade natal, João Pessoa, na Paraíba, Rachel Sheherazade, 40 anos, não conseguiu se desligar do trabalho. Calcula que passou metade do tempo concedendo entrevistas para negar rumores a respeito de sua demissão. Segundo os boatos, o canal de Silvio Santos teria cedido à pressão para tirar do ar a estrela do SBT Brasil, que vem provocando enormes discussões, sobretudo na internet, com declarações a respeito de temas como aborto (ela é radicalmente contra a legalização) e segurança pública (certa vez, afirmou ser compreensível a atitude de vingadores que prenderam num poste um bandido no Rio de Janeiro). Quase no fim das férias, a apresentadora recebeu uma ligação da secretária do presidente da emissora, Guilherme Stoliar. Ela a convocava para uma reunião na última segunda-feira (14), a mesma data prevista para Sheherazade retornar à bancada do programa que vai ao ar de segunda a sexta às 19h45. O encontro, ocorrido a portas fechadas no 4º andar da sede da empresa, às margens da Rodovia Anhanguera, durou aproximadamente uma hora e meia e resultou na decretação de uma espécie de lei do silêncio para a jornalista.

Além de Sheherazade e de Stoliar, estavam presentes na sala o vice-presidente do canal, José Roberto Maciel, o diretor de jornalismo, Marcelo Parada, e o diretor de produção, Leon Abravanel, que é também irmão de Silvio. Esses executivos a proibiram de continuar emitindo no ar as opiniões polêmicas que provocam amor e ódio nas redes sociais, com o objetivo declarado de preservar a imagem da funcionária. Na mesma ocasião, a apresentadora ouviu do presidente do canal a promessa de que vai comandar um programa-solo no segundo semestre. A atração, semanal e com uma linha editorial opinativa, seria uma ideia de Silvio Santos. Nos últimos tempos, o homem do Baú vem elogiando o desempenho de Marcelo Rezende, cujo programa Cidade Alerta, na Record, fica sempre acima da média de 10 pontos de audiência no horário. Dentro do SBT, Sheherazade é vista com potencial para se tornar um “Datena de saias”.

Em entrevista a VEJA São Paulo poucas horas antes de apresentar o telejornal, com um clima de tensão entre a equipe, a apresentadora mediu cada palavra ao falar e procurou fazer um balanço positivo dos últimos dias. “Às vezes, é preciso dar um passo para trás antes de dar um salto para a frente”, afirmou. “Sofro com as pressões, mas sou boa de briga e dura na queda. Além disso, a decisão de suprimir os comentários não é definitiva. Meu estilo de jornalismo é de posicionamentos firmes. Jamais poderia ficar em cima do muro. Essa sou eu e é por isso que fui contratada.”

Jornalista inteligente & corajosa

Jornalista inteligente & corajosa

Um dos motivos do recuo do SBT envolve segurança, de Sheherazade e da empresa. Nos últimos tempos, a jornalista recebeu ameaças em posts da internet e torpedos de celular. Avisos do mesmo tipo começaram também a chegar a membros da equipe do telejornal. A apresentadora foi orientada a trocar de telefone, passou a ter um serviço de escolta do canal nos deslocamentos do trabalho para casa e mandou blindar seu carro e o do marido, o corretor de imóveis Rodrigo Porto. Em fevereiro, uma manifestação contra Sheherazade chegou a ser marcada para ocorrer na porta da emissora, que procurou autoridades como a Dersa para criar um plano de emergência. A mobilização popular, porém, acabou não acontecendo.

Outra questão que incomoda são as pressões políticas. Deputados do PSOL e do PCdoB entraram no mesmo mês com representações no Ministério Público contra a âncora e a emissora para que ambas respondam civil e criminalmente por apologia ao crime. Isso ocorreu depois de Sheherazade dizer no ar que era compreensível a atitude dos vingadores no Rio de Janeiro. A gota d’água para limitar a liberdade da jornalista no SBT ocorreu quando chegou aos executivos do canal o vídeo de um discurso que ela fez durante as férias na Paraíba, ao receber a condecoração simbólica de diploma de honra ao mérito na Câmara dos Vereadores de João Pessoa. “A emissora em que trabalho tem garantido esse direito (de falar) a duras penas, sendo chantageada por partidos políticos, podendo perder uma concessão pública”, disse, na ocasião.

Além de avaliarem que a funcionária estava falando demais, os diretores passaram a ter medo de perder patrocínios, principalmente do governo federal, e, em um ano eleitoral, de que partidos políticos usassem nas campanhas trechos do telejornal para criticar adversários. Em mais de uma ocasião, Silvio Santos teria repetido aos seus diretores que o SBT não está a serviço de nenhum partido. Funcionários da casa dizem que o patrão reconhece a ajuda do PT para encontrar uma saída para o Banco Panamericano. Em 2010, uma auditoria do Banco Central mostrou que a instituição do empresário tinha um rombo de 4,3 bilhões de reais. O banco acabou socorrido pelo Fundo Garantidor de Crédito e, depois, foi vendido ao BTG Pactual por 450 milhões de reais.

Para ser Jornalista, tem que ter coragem

Para ser Jornalista, tem que ter coragem

Desde que foi contratada pelo SBT e se mudou de João Pessoa para São Paulo, em 2011, Sheherazade gozava de plena autonomia. Nem sequer precisava aprovar com a chefia o texto que iria ler no ar. Essa liberdade fez com que seus comentários polêmicos chamassem mais atenção do que o próprio programa, que registra uma média de 5 pontos de audiência. “Antes dela, quem se lembrava do SBT Brasil?”, pergunta Flávio Ricco, crítico de TV do portal UOL. Entre outras coisas, a jornalista defendeu o direito do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) de permanecer na Comissão de Direitos Humanos da Câmara (“gostem ou não, ele foi eleito democraticamente”) e criticou o presidente do Uruguai, José Mujica, por ter descriminalizado a maconha (“o país vai passar de repressor do tráfico a sócio de traficantes”). Suas opiniões ganharam eco nas redes sociais. A cada posição tomada, mais vídeos eram colocados no YouTube. A âncora do SBT gostou dessa exposição. “Fui criando várias contas no Facebook devido ao grande número de pedidos de amizade”, relata. Cada perfil comporta apenas 5 000 amigos, e Sheherazade, assim, está em sua sexta página. Há seis meses, contratou uma pessoa para gerenciar suas contas e bloquear aqueles que colocam comentários grosseiros. Segundo ela, no entanto, a maioria das manifestações é de fãs de seu trabalho, que a param na rua para lhe dar apoio. “Muitos falam para eu não me dobrar e pedem para tirar foto comigo”, afirma.

O efeito colateral do sucesso que mais a preocupa é a exposição da família. “De tanto ouvir coisas sem nexo, meu filho mais novo acabou chorando na frente do professor na escola. Ele estava com medo de a mãe ser presa”, diz Rodrigo Porto, que largou a profissão de corretor em João Pessoa para acompanhar a mudança da mulher para São Paulo. Porto se desfez de seu perfil no Instagram por receber ameaças e palavras grosseiras. Além de escolta e do carro blindado, Sheherazade faz caminhos diferentes toda vez que sai de casa. Sua vida, na verdade, é bastante reclusa. Tem poucos amigos. Evangélica, mantém sagrado o costume de frequentar a Igreja Batista aos domingos. “A título de curiosidade, eu era católico quando conheci a Rachel”, afirma Porto. O encontro se deu há doze anos em João Pessoa. Amigas dela fizeram as vezes de cupido, pois acharam que Porto — que tem 1,83 metro de altura, peito estufado pelo supino de academia e cabelo batido à galã de novela — faria o gosto de Sheherazade. Em uma semana de namoro, ele a pediu em casamento. Ela desconfiou de que se tratava de papo-furado, mas em seis meses cedeu e marcou o enlace.

A apresentadora é uma das quatro filhas de um casal de funcionários públicos, dona Hosana e seu Dirson. Depois de se divorciarem, nos anos 80 (quando Sheherazade era adolescente), o pai se casou novamente e teve outros dois filhos. Hoje, mora em Maceió. Hosana permaneceu solteira. “Passei quatro anos da minha vida nos Estados Unidos”, conta. “Trabalhei como estoquista de supermercado e faxineira em mansões.” Nessa época, Sheherazade ficou no Brasil, morando com a avó materna. Hosana sente orgulho da situação atual da filha. “Ela está construindo uma casa aqui em João Pessoa e, quando vem aqui, o povo não lhe dá sossego.”

Durante o curso de jornalismo na Faculdade Federal da Paraíba, Sheherazade trabalhou como professora de inglês até ser aprovada no concurso como técnica judiciária do Tribunal de Justiça, ocupando o cargo de escrevente na Vara da Família, com salário de 3 600 reais, em valores atualizados. Nesse período, fez um teste no escritório da Record de João Pessoa e foi aprovada como repórter. Nove meses depois, migrou para a afiliada da Rede Globo, onde ficou por dois anos, até ser convidada para ocupar a bancada do telejornal local do SBT. Começou ali a burilar seu estilo de comentários. Um vídeo seu com críticas ao Carnaval acabou no YouTube e foi visto por Silvio Santos em 2011, que a chamou para trabalhar na sede da emissora. Durante todos os anos em que atuou como jornalista na Paraíba, Sheherazade tinha dupla jornada: mantinha o emprego de meio período como escrevente e, depois, como assessora de imprensa do Tribunal de Justiça. Deixou o funcionalismo público após a mudança para São Paulo.

O contrato dela com a emissora do homem do Baú foi renovado no ano passado, quando seu salário mensal mais que duplicou: passou de 40 000 para 90 000 reais, além de ela ter o aluguel de sua casa pago pela empresa. Graças à popularidade de seu nome, o Partido Ecológico Nacional (PEN) a convidou para sair como vice-presidente da República. Também teria recebido proposta do Partido da República (PR) para disputar vaga como deputada federal. “Estou empenhada no jornalismo, por isso recusei”, diz. “Mas não descarto a possibilidade no futuro.” Na imprensa, um de seus principais ídolos é o cineasta e comentarista Arnaldo Jabor. “Ele tem posições contundentes e faz um trabalho com o qual me identifico”, explica. Sheherazade também respeita o apresentador José Luiz Datena, da Band. “Só não gosto muito do formato de seu programa atual”, comenta. A “Datena de saias” sonha em comandar uma atração jornalística que misture reportagens policiais com assuntos como educação e saúde. Naturalmente, tudo isso embalado por seus comentários. “Não vou me calar”, promete.

Confira o Ping-Pong da Jornalista com a Veja SP:

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Sampaio Correa estreia hoje na Série B do brasileiro após quase 12 anos longe

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Flávio Araújo conversando com os jogadores do Sampaio

Flávio Araújo conversando com os jogadores do Sampaio

Foram exatamente 11 anos, cinco meses e seis dias de espera, para a Bolívia voltar a Série B do campeonato brasileiro. Desde o dia 12 de novembro de 2002, quando o Sampaio havia sido rebaixado no Campeonato Brasileiro Série B após a derrota por 2 a 0 para o Americano (RJ), no estádio Godofredo Cruz, na cidade de Campos; o torcedor boliviano passou a sonhar 24 horas com o retorno da equipe às principais divisões do futebol brasileiro. Mas não foi nada fácil. Depois de muitos esforços, e persistência do presidente Sérgio Frota, que por várias vezes foi taxado de louco, veio uma conquista invicta na Série D e um vice-campeonato da Série C, onde o desejo dos tricolores se tornou realidade. Hoje (18), o Sampaio dá o primeiro dos seus 38 passos na disputa do Campeonato Brasileiro Série B contra o Paraná Clube. A partida terá início às 19h30, no estádio Castelão, e será um jogo inédito na história dos dois clubes.

Embalado pelo ótimo desempenho nas duas últimas edições de Campeonato Brasileiro que disputou, onde não só conquistou o acesso, mas também brigou pelo título, o Sampaio agora terá uma competição bem diferente a disputar. Além disso, o Sampaio irá disputar o seu primeiro brasileiro de pontos corridos. Considerada por muitos uma verdadeira corrida de resistência, a Série B será realizada até o final de novembro e não conta com os tradicionais ‘mata-matas’, onde a Bolívia se destacou com bons resultados como mandante e triunfos preciosos como visitante. Na Segundona, a regularidade cobrará um preço maior dos tricolores, que garantem estar prontos. A base vencedora das últimas temporadas foi mantida e o desempenho em 2014 está dentro das expectativas, com direito a um título maranhense conquistado de forma antecipada sobre o maior rival, Moto Club e a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil.

No primeiro duelo pela Série B, o técnico Flávio Araújo terá a maior parte do time considerado titular, mas sofre com desfalques justamente no setor mais forte da equipe; a defesa. Sem contar com o lateral Tote e os zagueiros Mimica e Paulo Sérgio, o Sampaio testará uma dupla de zaga que atuou junta apenas em treinamentos, formada pelo jovem Alex e pelo recém-contratado Edimar. Do meio para frente, porém, nenhum desfalque e esperanças depositadas no atacante Edgar, que fez quatro gols nos últimos três jogos e voltou a apresentar o futebol que o tornou um dos ‘xodós’ da torcida boliviana.

Em sua sétima participação consecutiva na Série B, após o rebaixamento em 2007, quando foi o 19º na Série A, o Paraná Clube entra na disputa deste ano disposto a melhorar a oitava colocação obtida em 2013, e ainda beliscar uma das vagas na primeira divisão e até mesmo conquistar o seu terceiro troféu da Segundona, torneio que já venceu em 1992 e 2000. A temporada começou bem para o Tricolor da Vila Capanema, que terminou a primeira fase do Paranaense na liderança, mas foi eliminado pelo Atlético-PR no primeiro mata-mata. A eliminação custou a demissão do técnico Milton Mendes. Ricardo Drubscky chegou e assumiu o time na vitória sobre o São Bernardo, pela Copa do Brasil, mas o novo comandante acabou aceitando uma proposta do Goiás e deixou o clube.

Após ser campeão invicto em 1997 na Série C do brasileiro, o Sampaio disputou cinco Segundona seguidas e venceu em três estreias, perdeu uma e empatou outra.

 

FICHA TÉCNICA:

Local: Castelão (São Luís-MA)

Horário: 19h30 (horário de Brasília)

Árbitro: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)

Assistentes: Inácio Barreto da Câmara (AP) e Nílton Pereira da Silva (RR)

SAMPAIO CORRÊA: Rodrigo Ramos; Paulo Ricardo, Edimar, Alex e William Simões; Jonas, Arlindo Maracanã, Eloir e Cleitinho; Edgar e David Batista. TC: Flávio Araújo

PARANÁ: Marcos; Rodrigo Mann, Brinner, Anderson Rosa e Breno; Cambará, Edson Sitta, Henrique e Lúcio Flávio; Paulinho e Giancarlo. TC: Luciano Gusso (interino)

Empreiteiro passa a perna no prefeito de São Bento

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As máquinas de ultima geração

As máquinas de ultima geração

Um empreiteiro identificado apenas como William ou Wilame, está sendo procurado pela polícia de São Bento, na baixada maranhense. Contratado pelo prefeito Carrinho para tapar os buracos e recapear com asfalto  a maioria das ruas da cidade, William não fez nenhuma coisa nem outra.

Revoltados com a situação, os moradores da cidade de São Bento, procuraram a prefeitura para saber o motivo que o serviço não foi nem iniciado. Em algumas ruas da cidade, o empreiteiro mandou raspar o pouco asfalto que tinha e deixou todo mundo na poeira. Em outro caso, William tentou tapar os buracos, colocando pó de brita em uma rua, causando revolta e indignação à população de São Bento.

Moradores, vereadores e até a polícia já investigam e estão levantando a ficha do “Salafrário” em falcatruas no Maranhão. Segundo um vereador da cidade, a ficha de golpes de William é grande. Para não aumentar as desconfianças do golpe que estaria dando na prefeitura de São Bento, ele levou para o município máquinas para colocar asfalto em ruas da cidade.

Na cidade de Bequimão, todas as obras iniciadas por William, não foram concluídas e deixou o prefeito da época em situação muito difícil. Mas mesmo assim, ele tenta repetir o problema em São Bento.

As pessoas que moram na cidade de São Bento, já registraram queixas na polícia contra o empreiteiro  e o caso já foi debatido na câmara municipal. A população quer que a polícia prenda o trapaceiro que teria causado prejuízos aos cofres da prefeitura de São Bento.

Segundo informações, William já teria recebido uma parte do dinheiro do contrato e desaparecido da cidade sem realizar o serviço contratado.  Os moradores pedem socorro!

Vereador acusa prefeito de fraudar licitações

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João Felipe, prefeito de Peri-Mirim

João Felipe, prefeito de Peri-Mirim

O presidente da Câmara municipal de Peri-Mirim, vereador Jean Reis, acusa o prefeito do município, João Felipe (PT), de favorecimento em licitações, para construção de postos de saúde, na zona rural do município.

De acordo com o parlamentar, o prefeito João Felipe havia nomeada no início de seu mandato a Srª Ana Lúcia Almeida, para assumir a secretaria de saúde do município. Após algum tempo no cargo, Ana Lúcia foi exonerada da função. Segundo o vereador, mesmo com pouco tempo como secretária, Ana mostrou competência e foi em busca de recursos para a saúde de Peri-Mirim.

Nesse período, Ana Lúcia adquiriu R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) para construção de cinco postos de saúde nas comunidades da zona rural. Os povoados beneficiados seriam: Centro dos Câmaras, Santa Maria, Canaranas, Santana e Conceição. A ex-secretária deixou 50% da grana em caixa para início das obras e antes de deixar o cargo, entregou ao prefeito João Felipe.

Foi bem aí, que tudo começou pelo caminho errado. Segundo o vereador, o prefeito João Felipe, teria feito licitações fraudulentas e entregou as construções dos postos de saúde, nas mãos de pessoas sem o mínimo de conhecimento em engenharia.

Como se não bastasse o serviço mal feito, as obras foram iniciadas em outubro de 2013 e até agora, após seis meses, ainda continuam no famoso alicerce. E pra piorar a situação, os alicerces foram contratados de concretos, mas estão sendo feitos de tijolos. As obras foram vistoriadas pela comissão de justiça da câmara, através dos vereadores Adalberto Martins, Telma e Jean Reis.

Esteve presente também na fiscalização das obras, o presidente da comissão de obras & serviços, o vereador Irmão Ednaldo, que fez o relatório das irregularidades nas construções. Todo o serviço mal feito, foi filmado pelo vereador Jean Reis. Veja o vídeo aqui!

Jamaicano será a principal atração internacional em Bequimão

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O lendário Cedric Myton

O lendário Cedric Myton

O som da Jamaica promete invadir a cidade de Bequimão neste final de semana. Só que desta vez, ao vivo & sem cortes. Pra agitar o povão, a atração internacional será o lendário Cedric Myton, que promete fazer história no 2º Aleluia Reggae Roots. Para abrir o evento e preparar os regueiros antes da atração internacional, subirão ao palco também, os grupos Resistência Reggae, Conexão Reggae Show, Reggae Raiz; além da Banda Barba Branca, os cantores Fabiana Rasta e Rzee Jackson.

A noite ficará completa com o peso de Cedric Myton, cantando as lindas canções que incorporaram o ritmo desde muito jovem na musicalidade e na fé Rastafári. Ele nasceu em 1947, em uma vila pobre da Jamaica, chamada Porto Velho. Com o grupo The Tartans, Myton estreou profissionalmente na música, em meados de 1960. Mais tarde, no Rases Reais o jamaicano aperfeiçoou suas habilidades de composição, lançando diversos hits.

Foi nesse período que começaram a crescer seus Dread locks e passou a comer apenas alimentos Ital (uma dieta baseada em frutas, legumes e outros vegetais, com restrição de alimentos industrializados e carnes). Tudo isso faz parte da fé Rastafari, que inicia com o batismo pelo fogo.

Por causa dessa fé e seu caráter bastante observador, Cedric Myton foi perseguido e até apanhou da polícia em 1976. Ele deu a volta por cima quando conheceu Rasta Roydel Johnson, em meados de 1977, com quem formou o The Congos. O som do grupo era considerado assombroso, marcadamente pelo peso da voz de Myton. Foi com esse grupo que Cedric ficou conhecido no mundo inteiro.

Seus discos mais populares são “Congo Ashanti” e “Face the Music”, que devem servir como base para a apresentação inédita na cidade de Bequimão.

Já em carreira solo, o jamaicano aporta em terras bequimãoenses para uma noite histórica e imperdível, na Gandaia Casa de Show, neste domingo (20). Os ingressos antecipados podem ser adquiridos na loja VestCal, no Centro, pelo preço de R$ 10.

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Mototaxista é morto a tiros no município de Bequimão

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Imagem retirada da Internet

Imagem retirada da Internet

Um homem conhecido como Paulino, que trabalhava de Mototaxista na cidade de Bequimão, na baixada ocidental maranhense, foi morto a tiros no início da tarde desta quarta feira (16) na MA-106, que dá acesso ao centro da cidade. Segundo testemunhas, um homem ainda não identificado havia contratado o mototáxi no centro de Bequimão e seguido com destino a MA-106.

Ao chegar a um determinado local da rodovia, dois homens em uma moto CB300, estavam esperando o mototáxi e disparam vários tiros na vitima que morreu antes de ser socorrida. Testemunhas que viram o homicídio, disseram que o suposto passageiro da vitima, também fugiu com os assassinos.

A polícia vai trabalhar com a hipótese de acerto de contas, haja vista que o filho da vitima, também foi morto a pouco menos de dois meses na zona rural de Bequimão. De acordo com informações não oficiais, o filho da vitima era amante de uma mulher casada e foi morto pelo marido traído.

Por outro lado, as rodas de conversas, giram em torno de vingança, já que a vitima havia cometido um homicídio há 15 anos, no interior do município de Alcântara. E como nenhum morto pode se defender, os boatos que circulam após a morte do Mototaxista, são que a vitima estava traficando e pode ter sido morta por posse ou dívida de drogas.

O que a polícia sabe, é que Paulino tinha muitos inimigos e não brincava em serviço. Ele tinha uma perna com deficiência, após um confronto com a polícia, a  anos atrás. Vamos aguardar para saber os rumos das investigações que a polícia vai seguir.

Repórter é preso e carros de emissoras de televisão são depredados no Rio de Janeiro

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Só no Brasil existe essa falta de respeito

Só no Brasil existe essa falta de respeito

O repórter Bruno Amorim, do jornal O Globo, foi preso e agredido enquanto cobria a operação da Polícia Militar para a reintegração de posse de uma área da empresa de telefonia Oi, na cidade do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 11.
Amorim registrava imagens com um celular quando foi imobilizado por policiais militares, com uma chave de braço, e teve os óculos arrancados por um PM sem identificação.

O repórter foi levado a uma delegacia e teve o telefone apreendido por mais de uma hora. A polícia ainda ameaçou de prisão outros jornalistas que acompanhavam a operação desde a madrugada. O repórter Leonardo Barros, também do jornal O Globo, foi ameaçado por PMs que o mandaram correr para não ser preso. Ele se negou e eles ordenaram que ele se afastasse para não ser preso por desacato, segundo seu relato.
A Abert, em nota, repudiou a prisão do repórter e o ataque aos carros das emissoras de televisão. Afirmou que a atitude dos policiais representa flagrante desrespeito à liberdade de imprensa e solicitou às autoridades a apuração sobre os excessos praticados pelos policiais.

“É extremamente preocupante o uso de métodos violentos empregados tanto pela Polícia Militar como por cidadãos civis, com o objetivo de impedir o trabalho jornalístico e privar a sociedade do acesso à informação”, disse a entidade. 

Com a morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, atingido na cabeça por um rojão lançado por um manifestante, no dia 10 de fevereiro, no Rio de Janeiro, a Abert defendeu a adoção de um novo protocolo para atuação das polícias durante manifestações. “Esperamos providências que garantam a segurança dos profissionais de comunicação e também dos manifestantes”, disse, à época, Daniel Slaviero

No dia seguinte à morte do profissional. Em audiência com representantes da Abert e de entidades como: a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e Associação Nacional de Editores de Revista (Aner), o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo afirmou que levaria aos secretários estaduais de Segurança Pública uma proposta de manual de conduta policial com o objetivo de evitar abusos e práticas ilegais durante os protestos.

Além da orientação às polícias estaduais, o Ministério elaborou um projeto de lei com medidas para coibir atos de vandalismo e crimes durante protestos e criou um GT para discutir treinamento para jornalistas.    

Como funciona uma emissora de rádio no Brasil?

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O Rádio do século XIX

O Rádio do século XIX

A estrutura de uma emissora de rádio é bastante cara e complexa: microfones, consoles de áudio, transmissor, antena, elementos, receptor e um bocado de conhecimento de física para fazer tudo funcionar. É na física que está a resposta para como fazer um som se propagar através de ondas eletromagnéticas pelo ar. Muita gente perseguia essa idéia no fim do século XIX: quem arranjasse um meio de substituir os telégrafos e cabos usados para mandar mensagens ficaria rico. O italiano Guglielmo Marconi conseguiu fazer o som ser transmitido para um receptor sem o auxílio de fios e é considerado o inventor do rádio, apesar de outros terem conseguido resultado semelhante, como o brasileiro Roberto Landell de Moura. Hoje a tecnologia não é usada só para transmitir músicas nas mais de 7 mil estações de rádios oficiais no Brasil, mas também é a base para o funcionamento de vários apetrechos, de celulares a controles remotos.

*Como uma onda sai da emissora, e o som se propaga no Ar até chegar ao rádio*.

1. O estúdio de uma emissora de rádio é acusticamente isolado, geralmente com sonex, que barra a entrada de ruídos externos. Lá, o locutor fala ao microfone, que é um “transdutor”: recebe a vibração da voz em ondas mecânicas e as converte em corrente elétrica.

2. O microfone é ligado a um console de áudio, e o computador onde ficam armazenados comerciais, efeitos sonoros e, claro, músicas. O console de áudio possui canais aos quais funcionam como forma de mixar as saídas de áudio separadamente, vinhetas, voz, comerciais e música, como as ligações telefônicas dos ouvintes.

3. O sinal em forma de impulsos elétricos que sai d console é fraco, por isso ele passa por um amplificador, que aumenta a intensidade de corrente elétrica por meio de um circuito eletrônico. Essa amplificação pode ser de centenas ou milhares de vezes, dependendo da área atingida.

4. No alto da emissora fica a antena – lá, é mais fácil evitar que o sinal seja interrompido por prédios ou acidentes geográficos. Ela recebe os sinais elétricos e os transforma em ondas eletromagnéticas, transmitindo através de seus elementos. Cada antena emite dois tipos de sinal juntos: a onda portadora, que leva a frequência da rádio, e a corrente ampliada, que contém o som.

5. Esses sinais chegam ao receptor, o aparelho de rádio. Quando mexemos no dial, um circuito interno faz com que a antena do aparelho oscile de acordo com cada estação. Os alto-falantes, então, convertem as ondas elétricas em vibrações mecânicas, que são o som propriamente dito.

*O QUE SIGNIFICAM OS NÚMEROS DO DIAL?

No Brasil, a freqüência das estações de rádio FM começa no 88,1 MHz e vai até a faixa de 108 MHz. Cada emissora é separada da outra por pelo menos 200 kHz. Nas AMs, o dial vai de 520 a 1.610 kHz, com intervalos de 10 kHz. Assim, há um número limitado de “vagas” para emissoras. As rádios piratas, que não têm concessão do governo, atuam “invadindo” a freqüência de outras emissoras. Elas conseguem fazer isso porque, mesmo usando antenas ruins, transmitem em grande potência, o que faz com que alguém passando próximo ao transmissor pegue o sinal por acidente.

Importante saber que uma emissora de radio pirata é prejudicial de varias maneiras a sociedade, seja de forma ativa ou passiva. Elas atuam dentro de canais que podem prejudicar sinais de rádio da policia, de aeroportos, ambulâncias, entre vários outros.

A contratação de publicidade em emissoras de rádio e de televisão que operam de forma ilegal – as chamadas emissoras piratas – poderá passar a ser crime, conforme projeto aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A pena para tal crime será de detenção de um a dois anos, aumentada da metade se houver dado a terceiros.

O projeto PLS 468/09 altera a lei que institui o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/1962), para dar àqueles que contratam propaganda em TVs e rádios piratas a mesma punição prevista para os que operação essas emissoras ilegais. Na justificação da matéria, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) destaca que a atuação de emissoras clandestinas interfere não apenas nas estações de rádio e televisão que operam legalmente, mas também na comunicação entre pilotos e torre de controle de vôos, gerando riscos para o transporte aéreo.

Nesse caso, a operação clandestina de emissões radiofônicas pode configurar-se ameaça à segurança pública – frisou o autor da matéria, ao defender a criminalização daqueles que contribuem para financiar as emissoras piratas.

No mesmo sentido, o relator, senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), argumenta que a medida desestimulará a propaganda nas rádios e TVs piratas, reduzindo as fontes de financiamento e, consequentemente, a manutenção de tais emissoras.

José Sarney mostra porque é respeitado até por seus adversários

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Ex-Secretário Luís Fernando Silva

Ex-Secretário Luís Fernando Silva

Com o titulo: Um exemplo de dignidade, o senador e ex-presidente da republica, José Sarney, publicou artigo em sua coluna semanal do jornal “O Estado,” neste domingo (13), elogiando a figura do ex-pré candidato ao governo do estado do Maranhão, ex-prefeito de São José de Ribamar e ex-secretário de estado, Luis Fernando Silva.

Vale ressaltar que José Sarney é o segundo a sair em defesa de Luis Fernando, após desistência da candidatura ao governo. Antes, apenas o ex-secretario Hildo Rocha que em nota havia feito largos elogios ao ex-secretario Luis Fernando.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA:

“Um Exemplo de Dignidade”

É do Antonio Carlos, o mineiro em que o Getúlio passou a perna, a frase de que a “política é como uma nuvem, muda a cada minuto”. E eu acredito sempre que a maior certeza que se observa na política, numa análise que não seja restrita ao imediato, é que o impossível sempre acontece.

A renúncia, com o gesto do Jânio meio incompreensível e alucinado, maculou-a, mas é sempre, em meio ao idealismo humano, uma atitude de grandeza, quando é motivada por atitudes nobres. Acabamos de assistir a uma que merece o nosso respeito e engrandece um homem público. Luis Fernando, um homem de grande virtude, honrado, competente, inteligente, experiente, acaba de nos dar um exemplo de que a política não é isso o que em geral se procura construir e que os políticos não são esses demônios que pintam.

A maior aspiração de um político é governar o seu estado. Só depois podem vir outras. Pois bem, num momento em que todos arrancam os cabelos e não abrem mão de nada, Luis Fernando nos dá esse exemplo. Saiu sem ódio, sem criar problemas, sem atribuir a ninguém o seu gesto e dono de uma tranquilidade e uma firmeza de convicção que nos faz ter nele um exemplo.

O comunicado que ele fez é uma peça que merece ficar inscrita nos anais de nossa vida política. Reconhece que foi escolhido candidato, e se houve com grande dignidade nessa condição, que “no mundo político as condições se alteram, no interesse do êxito eleitoral”.

Outros não examinariam esse aspecto. O desejo do poder é maior e lutaria contra tudo e todos, sem essa avaliação. Acrescente-se mais que ninguém lhe cobrou esse balanço e em torno dele estávamos certos de que teríamos uma grande vitória. Ele foi escolhido pelas suas qualidades e pelo seu passado.

No governo, como secretário em duas pastas, fez um trabalho extraordinário, semeando obras no Maranhão inteiro, viajando por todo o nosso território e procurando unir, sem criar incompatibilidades nem encher o peito de presunção com a sua candidatura. Manteve a humildade, pautou-se pela decência e mesmo tendo deixado a disputa é um nome que merece o nosso respeito e continuará a servir ao Maranhão.

Ajudou o estado e saiu com o mesmo afeto a Roseana, dentro do mesmo grupo de seus amigos e disposto a lutar com o mesmo espírito público e com a mesma força.

A ele, Luis Fernando, nossa homenagem pela conduta correta, digna, como soube entrar e soube sair, sem nenhum arranhão em sua personalidade, dignidade e honradez, fidelidade e competência, pronto para outros desafios.

Maria Aragão, a eterna HEROÍNA do Maranhão

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*Texto do Jornalista Abimael Costa.*

Reportagem especial sobre Maria Aragão - 11/04/2014

Reportagem especial sobre Maria Aragão – 11/04/2014

Passados exatos cinquenta anos que os militares através de um famigerado golpe tomaram o poder no Brasil, interrompendo a democracia de forma violenta e autoritária e impondo em seu lugar uma ditadura violenta e cruel, que censurou, perseguiu, prendeu, torturou e matou centenas de inocentes pela pratica de um único crime, defender a democracia e lutar pela liberdade de expressão e de pensamento.

Muitos nomes se destacaram nesta luta contra a opressão e a ditadura em todo o Brasil, homens e mulheres sacrificaram suas vidas em nome de um bem maior, a democracia. Entre estes nomes, destaca-se uma mulher, pobre, negra e maranhense. Com uma história de vida dedicada inteiramente a luta contra a opressão dos poderosos, ela sempre esteve ao lados do menos favorecidos, sua garra luta e determinação fez a diferença para muitos brasileiros, seu nome ocupa lugar de destaque na história como exemplo de determinação e altivez.

É lamentável que apenas uma pequena parcela de maranhenses e brasileiros conheçam a historia desta grande figura que faz parte de nossa história recente de lutas contra os poderosos opressores que historicamente tolhem as raras oportunidades de pobres e negros disputarem em pé de igualdade a ascensão social através de uma educação de qualidade.

A mulher guerreira de que tanto falamos é Maria José de Camargo Aragão, a Maria Aragão, ela sem duvida é uma rara e bela exceção, já que tudo ao seu redor conspirava contra ela, Maria Aragão, reunia todas as características e condições para ser apenas mais uma, bravamente ela foi superando um a um os obstáculos até se tornar a grande heroína de todos nós.

Maria José de Camargo Aragão nasceu em 10 de fevereiro de 1910 no Engenho Central, hoje Pindaré-Mirim, interior do Maranhão, uma das principais áreas de conflitos de terras no estado. Terceira em uma família de sete irmãos, seu pai, Emídio Aragão, era guarda-fios da Companhia de Telégrafos, descendente de africanos e sua mãe, Maria José Camargo Aragão, mesmo sendo analfabeta, foi decisiva na educação e formação dos filhos. Foi dela a iniciativa de fixar residencia na capital para assim poder dar um estudo de qualidade para os filhos, certa feita ela teria dito aos os filhos, “a fome só vai desaparecer desta casa se vocês estudarem.”

A família vem para São Luís, onde Maria Aragão conclui o curso primário, faz o exame admissional e vai estudar no Liceu Maranhense, a mãe queria que ela cursasse o Normal que era a formação para professores e ela queria fazer o ginasial que dava direito a prestar vestibular. Vale lembrar que quase todas as mulheres da época optavam pelo curso Normal para exercerem a profissão de professoras. O argumento da mãe de Maria Aragão era que: “Se você fizer i curso de professora, você pode ensinar e é muito mais fácil arrumar um emprego para você e aqui deixa de haver fome”. enfatizava Maria Camargo, já que muitas vezes não tinham nada para comer em casa, e Maria Aragão nunca levava lanche para a escola, no horário de recreio, enquanto todos saiam da sala, ela continuava la, aproveitava para subir no banco e estudar geografia no mapa pregado na parede. 

Maria Aragão faz o curso Normal, conforme era vontade sua mãe, é aprovada com aluna brilhante e de destaque, graças as muitos esforços de sua mãe que colocava os filhos para estudar a noite e os acordavam na madrugada sempre no cantar do galo, para estudarem novamente. Maria Aragão, fez em seguida o curso ginasial em dois anos, uma espécie de supletivo que dava direto a prestar vestibular, já que alimentava o sonho de ser médica. 

Doente, a mãe de Maria Aragão precisa de cuidados médicos, e Carlos Macieira indica um medico no Rio de Janeiro, em julho de 1934, ela chega ao Rio com a mãe que morre pouco tempo depois. Após a morte da mãe, ela decide então começar o curso de medicina, decidiu cursar Medicina na antiga Universidade do Brasil, (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). Sem recursos, Maria Aragão enfrenta inúmeros sacrifícios, mesmo passando todo tipo de privações, dormindo apenas três horas por noite e passando muita fome,  ela não desiste e segue obstinada e focada em seu objetivo maior que era concluir o curso de medicina. Ela decide então que tem que trabalhar, começa dar aulas de português, é e com o esse dinheiro que ela consegue sobreviver, em 1936, no segundo ano do curso, de tanto passar sono e fome, Maria Aragão fica doente e quase desiste do curso.

A formatura aconteceu em 12 de novembro de 1942, agora já medica pediatra, Maria Aragão vai trabalhar no Rio Grande do Sul, onde enfrenta um grande preconceito por ser mãe solteira, já que ela tem uma filha, tempos depois Maria Aragão sofre novo golpe, a filha morre vitima de uma epidemia e ela entra em depressão, abandona o trabalho e volta ao Rio de Janeiro. Desde então ela abandona a pediatria e passa a atuar  na ginecologia.

Em 1944 volta a trabalha, desta vez no Hospital Miguel Couto, neste mesmo ano possa a frequentar reuniões do Partido Comunista, ao participar do histórico comício de Carlos Preste no Estádio São Januário, fica encantada com a figura e a fala do líder comunista, ali ela decide entrar no Partido Comunista.

Em 1945 Maria Aragão retorna ao Maranhão, com objetivo de organizar e fortalecer  o Partido Comunista  no estado. Logo ela desenvolve intensa atividade politica, com muitos comícios, escrevendo e distribuindo jornais e panfletos, além de manifestações nas portas das fabricas, neste período o partido chega a ter 2.600 filiados.

Não tardaram a surgir as perseguições, padres a chamavam de “besta fera,” quando Maria Aragão chegava aos municípios em suas muitas viagens ao interior do estado, os padres mandavam tocar o sino  a dobre de finados. 

Como médica, Maria Aragão, durante muito tempo atendeu de graça,  ia a casa dos pacientes e estes só pagavam sua despesa de transporte, pois ela não tinha dinheiro sequer para pagar o bonde, andava muito a pé Montou um consultório em sua residência, mas recebia muito pouco pelas consultas, em 1970 consegue uma vaga na Liga Maranhense de Combate ao Câncer, hoje Fundação Antonio Jorge Dino que abriga o Hospital Aldenora Belo, além disso, atendia também no Posto de Saúde do bairro do João Paulo. Posteriormente, foi convidada a dirigir o Centro de Saúde do bairro do Anil, ambos municipais. 

Mesmo durante o período em que vigorou a ditadura militar de 1964-1985 -, ela não abandonou a medicina, sua sagrada missão, fazendo desta uma bandeira de luta. Entre as muitas passagens críticas nesse período, a mais humilhante foi ter que atender pacientes em seu consultório, cercada por policiais. Filiou se ao PDT devido a grande admiração que nutria por Leonel Brizola.

Foi presa pela primeira vez em 1951, durante a revolta popular contra a politica de Vitorino Freire, na época Maria Aragão dirigia o Jornal “Tribuna do Povo”, que fazia duras criticas a Vitorino. Em dezembro de 1965, foi presa novamente, desta vez no 24º BC, em maio de 1973 foi presa mais uma vez, levada pela Polícia Federal para Fortaleza, onde foi brutalmente torturada, foi solta em 08 der março de 1978.

Maria José Camargo Aragão, faleceu em São Luis aos 81 anos de idade, em 23 de julho de 1991, milhares de pessoas participaram do velório e do enterro de Maria Aragão, durante o percurso entre a Assembleia Legislativa – onde o corpo foi velado – e o Cemiterial do Gavião, artistas maranhenses cantaram as musicas que marcaram a trajetória vitoriosa de nossa heroína.   

Com o objetivo de manter vivo o ideal de luta contra a injustiça e a desigualdade social, um grupo de amigos de Maria Aragão, decidiriam criar o Instituto Maria Aragão, criado oficialmente em 09 de fevereiro de 2001, o Instituto visa desenvolver atividades e apoiar ações em defesa dos direitos humanos,além de organizar acervos de dados relacionados a história e á memoria das lutas sociais e politicas no Maranhão.

Em 11 de setembro de 1997, o então deputado federal Haroldo Saboia, apresenta o projeto de criação do Memorial Maria Aragão, apresentado a Oscar Niemeyer, ele acatou a ideia, e desenhou planta do memorial. Inaugurado em 25 de junho de 2004, o Memorial abriga um vasto espaço para manifestações populares e artísticas, com palco, camarins e jardins, além de uma sala de um auditório e sala de exposições, onde fica exposto o acervo de Maria Aragão.

Maria Aragão deixa um legado de coragem, desprendimento e determinação, em uma época de fortes preconceitos e discriminações, ela sai de Pindaré Mirim, como mulher, pobre e negra, família de sete irmãos, supera inúmeros obstáculos, torna se médica e defensora dos pobres e oprimidos, exerce importante papel no combate a ditadura militar e no enfrentamento aos poderosos. 

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“O ideal socialista continuará a germinar no coração dos homens enquanto houver injustiça, desigualdades, discriminação, miséria, analfabetismo, doença e fome, que justifiquem a luta por uma sociedade libertária e fraterna, sonho que acompanha a humanidade desde seus primórdios e viverá conosco até o instante final de nossa civilização.” MARIA ARAGÃO.